O ícone de Soufanieh voltou a exsudar óleo de oliva neste Sábado de Aleluia, dia 19 de abril de 2025. A última exsudação ocorreu na Páscoa de 2017, há oito anos atrás, celebrada na mesma data por católicos e ortodoxos. Este é um poderoso símbolo não apenas para os irmãos da Síria e do Oriente como um todo, mergulhados em profundo sofrimento com a guerra e a violência, mas para o mundo, para todos nós.
NÃO ESTAMOS SÓS! DEUS ESTÁ CONOSCO!
Unidos estejamos em prece com Soufanieh.
Nossa Senhora e Jesus prometeram, em sinal de apelo à UNIDADE DOS CRISTÃOS, que o óleo se manifestaria a cada data em que as Páscoas fossem celebradas na mesma data.
Mirna entrou em êxtase, mas, até o momento deste post, não foi divulgada nenhuma mensagem.
Hoje, quando o mundo se defronta com o acréscimos de angústias: guerras, doenças, fome, etc., após 35 anos das aparições de Soufanieh na Síria, importante e urgente se torna a reprodução das mensagens dadas à Myrna por Nosso Senhor Jesus Cristo, em 1987, abaixo transcritas. Cabe notar que Soufanieh se caracteriza por mensagens dotadas de uma grande profundidade espiritual e as abaixo, ocorreram quase no final das manifestações daquele fenômeno, em um dia em que se manifestaram estigmas no corpo de Myrna. Reproduzimos abaixo o relatório do Padre Boulos Fadel, que era o responsável por anotar e relatar todos os detalhes do fenômeno, transcritos pelo Padre Elias Zahlaoui em um capítulo importante do livro Soufanieh na Síria e no Mundo, página 723 ( https://sou-fan-ieh.com/wp-content/uploads/2021/06/soufanieh-na-siria-e-no-mundo.pdf ). Uma parte do relatório permaneceu não divulgada até a sua concordância e posterior divulgação pelo Padre Elias Zahlaoui. Os motivos para tal o leitor compreenderá abaixo, mas dizem respeito ao que viria acontecer ao mundo. Algo que foi anunciado na década de 80 do século passado. Nesse capítulo anexo do livro, escrito em 2013, o Padre Elias se dirige ao mundo árabe e à própria Síria, mergulhada na guerra iniciada em 2011. Porém, o que temos é um mensagem cuja dimensão profética ultrapassa em muito os acontecimentos naquele país e naquela região e dizem respeito ao mundo. Embora seja longo, consideramos importante reproduzi-lo na íntegra para que o leitor chegue às suas conclusões.
“Soufanieh tem alguma coisa a dizer ao coração dos acontecimentos atuais do mundo árabe, e particularmente na Síria desde março de 2011?
O assunto que estou abordando agora é tão sério e tão próximo dos eventos candentes que a Síria vem vivenciando desde meados de março de 2011 que devo falar sobre ele sem nenhum desvio, começando com o título e terminando com a última palavra.
Aqui eu deixarei a palavra somente a Ele que é “a Palavra”, como descrito no Evangelho e no Corão ao mesmo tempo, Jesus Cristo, e a Sua Mãe, a Santíssima Virgem Maria.
Pois Eles, Todos Dois, falaram. Eles falaram em árabe. Ora, esta foi a primeira vez que Eles, Todos Dois, falaram em árabe, desde o dia em que Eles viveram na Palestina, há dois mil anos.
E Eles escolheram falar o árabe em Damasco!
Existe o acaso para Deus?
E por que este lugar precisamente, Damasco?
Se cabe a alguém duvidar da palavra de alguém, não importa quão alto ele possa ser, ou melhor, tanto mais porque ele está no alto, ainda assim as palavras de Jesus e Maria têm um peso tal que ultrapassa aquele do universo inteiro.
Ora o que eles disseram era novo… e muito antigo, ou melhor, tão antigo quanto Deus e o homem ao mesmo tempo… foi um apelo atual, mas em árabe, do chamado, premente e livre, feito pelo Evangelho há dois mil anos, para um retorno a Deus, com fé, humildade, arrependimento e amor. E este retorno só pode dar frutos se for acompanhado de um retorno efetivo e firme ao homem, todo homem, na humildade, amor, perdão e paz. Pois, o homem pode viver sem Deus?
Naturalmente, desejo que todos os árabes, ou pelo menos muitos deles, conheçam todas estas palavras de importância capital. Pois vejo neles os traços de um projeto divino, sim, ouso falar de um projeto divino, que diz respeito à Síria em primeiro lugar, que diz respeito ao Oriente Árabe em segundo lugar, e que diz respeito ao mundo inteiro. Aqueles que terão a oportunidade de conhecer estas palavras, em si mesmas, em seu conteúdo e em seu contexto temporal e local, verão claramente a justeza do que ouso declarar aqui, com tanta confiança e simplicidade.
Entretanto, eu também sei que numerosos são os intelectuais árabes, na Síria e em outros lugares, se recusaram a prestar qualquer atenção ao Fato Soufanieh. Ademais, eles opuseram a isso, como um deles me disse, uma recusa categórica, para não mencionar a ironia. Custa-me dizer que tudo isso aconteceu numa época em que muitos intelectuais, cientistas, médicos, teólogos e jornalistas, todos ocidentais, vieram a Damasco por iniciativa própria e submeteram o fenômeno a testes científicos, médicos e psicológicos precisos, objetivos e rigorosos, que os levaram a reconhecer, proclamar e até mesmo testemunhar por escrito, embora suas muitas motivações variassem da puramente científica à curiosidade ao mesmo tempo, e ao testemunho!
Finalmente, devo lembrar a todos, tanto conhecedores quanto “ignorantes”, que o que aconteceu em Soufanieh, em Damasco, aconteceu no final de 1982, ou seja, durante o período dos primeiros distúrbios políticos conhecidos e depois, durante os poucos anos que precederam diretamente o tempo infernal em que estamos vivendo.
Naturalmente, não pretendo lembrar tudo o que Nossa Senhora e Jesus falaram durante 22 anos. Foi extraordinário, e embora conciso, tocou a vida de todos, tanto no Oriente quanto no Ocidente.
Nem pretendo me deter nas palavras mais importantes, pois cada uma delas abre horizontes sobre Deus e o homem, sem limites…
Só preciso, portanto, lembrar algumas dessas palavras para entrever uma ou outra de suas dimensões, no que toca ao nosso presente e no que traça, como eu creio, as marcas de um futuro próximo…
Mas deixem-me, a fim de dissipar todo equívoco, declarar que todas as palavras proferidas por Nossa Senhora e Jesus, foram proclamadas na hora, em público, em sua integralidade.
Houve, no entanto, uma única exceção a isto. É o que me detém agora, para lançar luz sobre o inferno que procura devorar a Síria, hoje e para sempre!
Esta exceção diz respeito a uma mensagem do Senhor, recebida na véspera da quinta-feira da Ascensão, datada de 28/05/1987, na “Casa de Nossa Senhora” em Soufanieh. Esta mensagem pareceu à Myrna de uma gravidade tal que ela julgou necessário esconder parte dela do público, enquanto proclamava a outra parte, que consistia em duas pequenas frases, que não poderiam ser mais curtas nem mais ricas. Aqui estão elas:
“Amem-se uns aos outros e rezem com fé”.
Então Myrna pediu a todos os presentes que deixassem a sala, exceto aos três padres que estavam presentes no momento: Joseph Malouli, Boulos Fadel e Rizkallah Simaan. Foi então que ela se deixou levar pela perturbação provocada pela mensagem. Ela colocou os padres, sozinhos, totalmente a par do que ela tinha visto e ouvido de Jesus em pessoa. Padre Boulos Fadel, como era seu costume, anotou com precisão e fidelidade toda a perturbação e tensão que se notavam em Myrna. Ele então anotou o que ela lhe disse palavra por palavra. Finalmente, o diálogo que ambos tiveram, em árabe falado, na presença dos Padres Malouli e Simaan.
Este relatório escrito pelo Padre Boulos Fadel, considero hoje muito necessário reproduzi-lo integralmente. Nele se lê:
“Êxtase da quinta feira de Ascensão, 28/05/1987”
(Primeira parte do Relatório).
Na quarta-feira à noite, véspera da festa da Ascensão, após a oração que aconteceu na casa da Virgem em Soufanieh, fui convidado a visitar o Sr. Nazih Raad em sua casa. Hesitei em aceitar este convite porque esperava que algo acontecesse naquele dia, apoiando-me nestas duas razões:
1- Neste ano, e em todas as festas do Senhor (ou seja, as festas de Jesus e Maria), o ícone milagroso exala óleo.
2- Em 31/05/1984, festa da Ascensão, Myrna teve um êxtase, durante o qual ela viu Jesus que lhe comunicou uma mensagem (cf. as Mensagens).
Por fim, aceitei o convite. Mas, antes de sair, deixei o número de telefone do Sr. Nazih Raad na casa dos Nazzour e pedi que me ligassem se algo acontecesse.
Por volta das 10h35 da noite, o Sr. Nazih recebeu um telefonema do Sr. Nicolas Nazzour, anunciando a exsudação de óleo do Ícone. Deixamos tudo e fomos para a casa da Virgem em Soufanieh. Qual foi nossa surpresa e alegria, quando vimos o óleo enchendo mais da metade da urna, a exsudação prosseguia gota a gota (separadas umas das outras em cerca de 15 a 20 segundos).
Rizkallah Simaan e Joseph Malouli, e muitos vizinhos, conhecidos e visitantes chegaram. Trocamos felicitações por este presente que Nossa Senhora nos deu em seu dia de festa. Começamos a oração cantando o Acatista, assim como uma antologia de cantos marianos, e depois o hino da festa da Ascensão. Depois rezamos o terço. Por fim, cantamos “Venha entre nós”, a pedido de um dos orantes. Assim que a Sra. Salwa Naassan iniciou esta canção, notei uma certa tensão nas feições de Myrna, como se algo fosse acontecer. Myrna sentou-se na cadeira que se encontrava no pátio, dobrou as mãos e apoiou sua testa nela. De repente, o óleo começou a pingar de seus dedos. Myrna tinha notado o óleo em suas mãos e não queria que ninguém o visse. Ela se levantou para entrar em seu quarto, mas cambaleou e desmaiou. Nós a carregamos e a colocamos em sua cama, enquanto o óleo escorria de seu rosto e de suas mãos.
Aqui estão os detalhes do que aconteceu:
12h35 Óleo do rosto e das mãos. Dor nos olhos. Myrna diz a palavra novamente: “Ó Senhor!”.
12h40 Myrna chora por causa da dor do óleo em seus olhos, com a palavra: “Ó Senhor”.
12h44 Entrada em êxtase (se nota um certo inchaço e vermelhidão no seu rosto).
12h56 Respiração profunda, e início de um movimento lento. Movimento geral do corpo. Junção das duas mãos: direita e esquerda, com a abertura e o fechamento dos olhos (várias vezes).
1h03 O Padre Boulos perguntou-lhe: Você viu alguma coisa? Ela respondeu: sim (com um movimento da cabeça).
Pergunta: Quem?
Resposta: Jesus.
Pergunta: Que roupa Ele está vestindo?
Resposta: Manto branco e levanta a mão.
Pergunta: Ele disse alguma coisa a você?
Resposta: Uma recomendação. Nada mais.
Pergunta: Alguma coisa em particular?
Resposta: Não, para nós. Algo sobre caridade.
Pergunta: O que Ele disse exatamente?
Resposta: » Meus filhos, amem-se uns aos outros e rezem com fé. »
Pergunta: Ele disse mais alguma coisa?
Resposta: Bênção (no sentido de que Ele abençoou).
Pergunta: Para você ou para todos?
Resposta: Não, para vocês.
Pergunta: O que Ele disse após a bênção?
Resposta: Ele disse algo particular, e viu minhas feridas.
Pergunta: O que Ele disse a você?
Resposta: Ele não disse nada.
Pergunta: Você lhe perguntou alguma coisa?
Resposta: Eu não tive tempo.
Pergunta: Então você não rezou por nós?
Resposta: Ele está com vocês, e vocês querem que eu reze por vocês?
Pergunta: Como você viu o Cristo?
Resposta: Ele estava aqui. Eu vi uma luz muito poderosa. Ele estava vestido de branco. Depois de ter falado, Ele abençoou. Vocês estavam com Ele. Ele nos deixou e se foi.
O Padre Boulos Fadel escreveu os detalhes do êxtase em um relatório especial, exceto por esta parte, que permaneceu secreta até a sua declaração:
“Êxtase da quinta feira de Ascensão, 28/05/1987”
(2ª parte do relatório)
“Traços de emoção marcaram o rosto de Myrna após o êxtase, como se ela carregasse algo perturbador em seu coração. Ela pediu que todos os presentes se retirassem, exceto os sacerdotes presentes na ocasião, que eram: Joseph Malouli, Rizkallah Simaan e Boulos Fadel.
Era 1h27 da manhã:
(Escrevi palavra por palavra o que Myrna disse, e em árabe falado).
Myrna me disse com uma voz cansada: E me sinto tão cansada… Ó Padre, um tempo muito difícil nos espera, não só nós, mas todo o mundo.
Perguntei a ela: O que é a prova?
Resposta: Foi ele quem me disse. Devemos rezar muito. É em Seu Nome que seremos salvos.
Pergunta: Este momento difícil diz respeito à Igreja?
Resposta: Não, é mundial… em toda a Síria… É uma guerra, é uma fome…? Vocês só serão salvos em Meu Nome! Isto é sério, eu os vi, e eu vi o Cristo. Estávamos todos ao Seu redor.
Pergunta: Esta dificuldade durará muito tempo?
Resposta: É possível que morramos, sem ter visto nada.
Pergunta: Como você viu o Cristo?
Resposta: Ele estava aqui. Eu vi uma luz muito poderosa. Ele estava vestido de branco. Depois que Ele falou, Ele abençoou. Vocês estavam com Ele. Ele nos deixa e se vai.
Pergunta: Como foi o movimento de suas mãos?
Resposta: Talvez assim, talvez assim (ela tentou traçar a forma do movimento que fez durante o êxtase, que é o movimento de bênção que o padre faz no rito bizantino).
Pergunta: Vimos que você estava mexendo os lábios. Você estava orando?
Resposta: Eu rezei Ó Jesus bem-amado… Pois foi Ele quem me disse uma vez: “Se você estiver sofrendo, diga esta oração.”
É claro que o que Myrna disse em poucas palavras dispensa toda tagarelice, e torna inúteis todas as suposições possíveis, sejam elas quais forem.
Naquele dia, eu estava em Paris. Quando telefonei a Soufanieh para receber notícias, a própria Myrna me disse que algo sério havia acompanhado o êxtase, e que ela havia decidido, por iniciativa própria, falar apenas com os sacerdotes, deixando para me informar, a meu turno, assim que eu voltasse a Damasco.
No relatório de Boulos Fadel, considero indispensável reproduzir também o que escrevi sobre este assunto em um de meus livros, impresso em 1990, sob o título: “Soufanieh 1982-1990”, no qual relatei os fatos, segundo minhas observações pessoais, em seus detalhes e sua sucessão, com toda a fidelidade. É sabido que este livro foi traduzido para o francês um ano depois, por mim mesmo, com a ajuda da Sra. Bibiane Bucaille de la Roque, e que foi editado pelo Sr. François-Xavier de Guibert. Agora aqui está o que eu tinha escrito sobre o êxtase de 28/05/1987:
1. “Na sexta-feira, 29 de maio, após a quinta-feira da Ascensão, telefonei do “Espalion” para Damasco, aos Nazzour, para saber se alguma coisa havia acontecido naquele dia de festa. Myrna responde. O Sr. Antakly está ao meu lado e conversa com ela. Myrna me assegura que ela viu Jesus durante o êxtase que seguiu o fluxo de óleo à noite por volta das 23 horas. Jesus abençoou os presentes e disse à Myrna: “Amai-vos uns aos outros e rezai com fé”. Ela acrescentou: “Ele me confiou coisas, das quais transmiti uma parte aos sacerdotes presentes: Malouli, Fadel e Simaan”.
2. Sábado 6 de junho. De volta a Damasco, a primeira coisa que faço antes de ir à casa da minha família é ir a Soufanieh, rezar com todos os amigos presentes e perguntar à Myrna o que ela confiou aos meus companheiros sacerdotes. Ela o compartilha comigo”.
A verdade exige que eu admita abertamente que o que Myrna me revelou foi o anúncio de eventos sérios na Síria, e talvez no mundo. E foi precisamente isso que fez Myrna decidir, por sua própria iniciativa, escondê-lo do público e revelá-lo apenas aos sacerdotes.
Naturalmente, nós padres não poderíamos negligenciar um tal “aviso” e fingir ignorá-lo. No entanto, a pergunta que necessariamente tinha que ser feita era: o que fazer? O que nos está sendo pedido? Lembro que rezamos muito, e refletimos muito juntos. Mas o sentimento que nos obcecava, face ao que nos seria pedido, era extremamente pesado e infinitamente perturbador.
Mas o que aconteceu, aconteceu. E ele nos seguiu, nós padres, noite e dia. Nós estávamos à procura de uma diretiva qualquer…. Dois meses se tinham passado, enquanto estávamos em oração e espera… Aproximava-se a Festa da Assunção da Santíssima Virgem, que se realiza todos os anos em 15 de agosto. Tivemos a ideia de visitar Myrna e perguntar-lhe algo… Aqui, deixo para o que escrevi em meu livro “Soufanieh”, impresso em 1991, na França, por François-Xavier de Guibert, para nos contar o que aconteceu durante este período, em todos os seus detalhes:
“No dia anterior, 13 de agosto, tive duas ligações telefônicas com a França. A primeira foi com o Dr. Jean-Claude Antakly, para pedir-lhe conselhos a respeito do meu estado de saúde. A segunda, vinda de Christian Ravaz que queria se certificar da minha viagem à França, prometida para meados de setembro.
Assim, a todos os dois eu falo de nossa expectativa para o dia seguinte, 14, véspera da Assunção.
E ambos me pedem para ligar para eles caso algo aconteça.
E telefono-lhes na noite de 14 de agosto, para contar-lhes o que aconteceu e para dar-lhes o conteúdo da Mensagem confiada à Myrna.
Neste contexto, o Sr. Ravaz quer saber mais. Tendo sabido, durante sua estada em Damasco, que uma mensagem bastante séria foi dada à Myrna na noite da Ascensão, e que Myrna achou por bem comunicá-la somente aos sacerdotes presentes, e a mim mesmo quando voltei da França, e tendo nos ouvido discutir diante dele sobre a necessidade de dizer à Myrna para perguntar a Jesus ou à Santíssima Virgem o que fazer: dizer a mensagem ou se calar por enquanto, porque havia o risco de serem muito pesadas as consequências… Portanto, o Sr. Ravaz, sabendo de tudo isso, me perguntou, durante esta comunicação na noite de 14 de agosto, se uma resposta havia sido dada. Disse-lhe que havia, prometendo contar-lhe isso em uma próxima carta. Na verdade, escreverei a ele em 25 de agosto para dizer-lhe que Jesus deu uma resposta a Myrna, mesmo antes de Ele lhe comunicar a mensagem.
Na verdade, dois dias antes da festa da Assunção, os Padres Malouli, Fadel e eu tivemos uma conversa com Myrna, insistindo que ela fizesse esta pergunta sobre a conveniência, ou não, de declarar a mensagem que lhe foi confiada na véspera da Ascensão. Ela prometeu fazer isso, mas nos disse que não saberia como fazê-lo ou se teria tempo… Nós lhe dissemos:
Não importa. Coloque esta ideia em sua cabeça, reze e deixe o Senhor fazê-lo.
No entanto, durante o êxtase de 14 de agosto, “A Luz” disse-lhe em árabe dialetal:
“Isto pelo que você veio, não fale sobre isto agora!”
Esta mesma frase, eu me permiti comunicar ao Sr. Ravaz, pedindo-lhe que a guarde somente para si.
E esta frase será para nós uma oportunidade para uma longa e lenta reflexão sobre a oração, sobre seus efeitos e sobre a misericórdia do Senhor, bem como sobre o futuro que o Senhor reserva à nossa Igreja e ao nosso país.
Por volta das 20 horas, chega o Sr. Antoine Makdisi, avisado por telefone do êxtase, mas retido em casa por visitantes incomuns: o embaixador de França e sua esposa, assim como o poeta árabe Adonis. Quando Makdisi descobre o que aconteceu e lê a mensagem, ele me chama de lado e diz:
“Padre, estou convencido de que devemos publicar seu relatório. E eu farei a introdução”.
Esta declaração de Antoine Makdisi não deixa de me surpreender, pois alguns dias antes ele havia pedido desculpas por não poder escrevê-la, por causa de seu excesso de trabalho, que eu conheço muito bem.
Naquela noite, decidi publicar meu relatório.”
Myrna, portanto, escutou esta frase, dita em árabe falado, como ela nos falou, antes de ditar a mensagem:
“Isto pelo que você veio, não fale sobre isto agora!”
Essa “diretriz” foi muito clara e direta. Eu não posso negar que isso acalmou nosso espírito, a nós padres, assim como acalmou Myrna e seu marido Nicolas. Entretanto, todos nós estávamos, apesar disso, esperando por uma diretriz adicional, que viria até nós no momento oportuno e que nos diria até mesmo como anunciá-la. Os anos se passaram. Entretanto, não recebemos nada sobre este ponto em particular. Finalmente, ocorreu o pesadelo infernal que conhece a Síria.
Um dia, Myrna foi convidada ao canal de TV Télélumière, na noite de 11/02/2013, junto com seu marido Nicolas e Padre Elias Salloum. Durante este programa, ela surpreendeu a todos os seus telespectadores com a alusão, embora rápida, que fez à mensagem de 28/05/1987. Ela se voltou imediatamente para os eventos atuais na Síria, que começaram em meados de março de 2011. Após esta entrevista, ela me confessou, em Harissa (Líbano), onde eu ainda estava na casa dos Padres Paulistas, que se lembrou desta mensagem apenas dois ou três dias antes dessa transmissão, quando o Padre Boulos Fadel a recordou disso.
Esta transmissão foi uma oportunidade para nós, os padres que nos ocupamos de Soufanieh – neste caso os Padres: Adel Theodore Khoury, Boulos Fadel, Elias Salloum e eu mesmo – enquanto estávamos todos em Harissa, de refletir juntos sobre esta questão, a fim de encontrarmos a posição adequada que se impõe a nós nestes tempos difíceis. Participaram também destas reuniões dois amantes de Soufanieh, Farid Boulad e sua esposa, Maya Patsalidès. Nós lemos novamente o que Myrna havia ditado, então, aos padres Malouli, Fadel e Simaan, imediatamente após receber esta mensagem. Também relemos o que eu mesmo havia escrito mais tarde, em 1990, em meu livro “Soufanieh”. Chegamos à conclusão de que era necessário que nos ativéssemos ao que sempre foi nossa prática firme em Soufanieh. Isto significava: 1º) a humilde observação da realidade dos fatos, 2º) o testemunho fiel deles, 3º) o reconhecimento declarado deles e 4º) as declarações que lhes dizem respeito, por palavras e por escrito, em Damasco e no mundo.
Finalmente, há um ponto de importância crucial que me preocupa. Ele toca esta grave mensagem de 28/05/1987. Trata-se da afirmação feita por Myrna, no momento de sua saída do êxtase, enquanto ela ditava ao Padre Boulos Fadel o que tinha visto e ouvido durante o êxtase, sobre a necessidade da oração como condição de salvação. Foi o Senhor quem lhe recomendou, como ela disse em sua língua falada:
“Foi Ele quem me disse: devemos rezar muito, pois só seremos salvos pelo Seu nome”.
Ela também repetiu esta palavra dita por Jesus:
“Vocês só serão salvos pelo Meu Nome!”
É verdade que esta exigência de oração tem acompanhado o evento Soufanieh desde a primeira mensagem. A resposta imediata a este pedido, entretanto, ocorreu desde a primeira gota de óleo que fluiu do Ícone Sagrado até os dias atuais. No entanto, a Santíssima Virgem e o Senhor Jesus sempre tiveram, em tudo o que nos disseram, o desejo de nos lembrar disso. E não esqueçamos de lembrar que a primeira oração que Nossa Senhora nos ensinou foi em de 21 de fevereiro de 1983, quando Ela nos disse em árabe falado:
Tenho um pedido para vocês, umas palavras que gravarão no seu espírito e repetirão sem cessar: “Deus me salva, Jesus me ilumina, o Espírito Santo é a minha vida, por isso nada temo”.
Não esqueçamos também que Jesus quis nos ensinar, em sua primeira mensagem, no Dia da Ascensão, 31/05/1984, a oração: “Bem-Amado Jesus…”, a oração que Myrna disse durante o êxtase de 28/05/1987, literalmente:
“Eu rezei: Ó Jesus, Bem-Amado… Pois foi Ele quem me disse: ‘Quando estiveres em dificuldades, diz esta oração’.”
Aqui, me parece muito importante lembrar que o primeiro êxtase que Myrna teve, após o de 28/05/1987, foi em Maad no Líbano, em 22/07/1987. O Líbano foi então mergulhado no inferno da guerra. Ora, como nós temos necessidade hoje, parece-nos, na Síria, mas também em todo o Oriente Próximo, para não dizer em todo o mundo, de lembrar, palavra por palavra, o que Cristo disse à Myrna, durante o êxtase em Maad, quando o óleo fluía dos pés do Cristo Crucificado, sobre sua cabeça, enquanto ela estava ajoelhada aos pés do altar:
“Não temas, minha filha, em ti Eu educarei Minha geração.
Reza, reza e reza. E se rezares, diz:
‘Ó Pai, pelos méritos das feridas do Teu Filho Bem-Amado, salvai-nos!’”
Quantas semelhanças entre Damasco de hoje e o Líbano de ontem! E que apelo, cujo essencial parece cumprir-se com o convite à oração!
E que promessa de salvação, que nos vem de Deus Pai através das feridas de Seu Filho, o Verbo!
E que promessa, ou melhor, que compromisso em relação à efusão,, de novo da Evangelização do Amor e da Paz!
É verdade que Ele disse a Myrna, aqui e em outros momentos:
“Em ti, Eu educarei Minha geração…”
Mas também é verdade que uma das primeiras mensagens de Nossa Senhora continha uma palavra que nos trouxe de volta à primeira efusão da Primeira Evangelização. Ela disse
“Anunciem Meu Filho, o Emmanuel…”
Mas o que é igualmente verdadeiro é que o próprio Jesus concluiu todas Suas Mensagens e as de Sua Mãe com estas palavras no Sábado Santo, 10/04/2004:
“Daqui jorrou novamente uma luz, da qual vocês são os raios para um mundo seduzido pelo materialismo, pela sensualidade e pela fama, ao ponto de quase perder seus valores…”
Para mim, a verdade que supera todas as verdades, é que a Palavra de Jesus é criação, sim, criação da qual Ele Só é capaz.
Sim, eu tenho a impressão de escutar em Soufanieh, a voz de São Paulo que nos disse em Damasco:
“Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Pois a criação foi sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou), todavia, com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus.” (Romanos 8, 18-21)
Além da Rússia, espera-se que o Papa lembre-se de também consagrar os Estados Unidos, que continuam a espalhar o terror e a destruição pelo mundo. Ninguém fala da Síria, ninguém fala do Iêmen. é certo que agora temos ogivas nucleares em jogo, mas a destruição que avança não tem um só responsável.
“Em 25 de março, o Papa consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria. O ato se realizará durante a Celebração da Penitência que o Papa Francisco presidirá às 17h na Basílica de São Pedro. O mesmo ato será realizado, no mesmo dia, em Fátima pelo cardeal Krajewski, esmoleiro pontifício, enviado do Papa. VATICAN NEWS
Na sexta-feira, 25 de março, durante a Celebração da Penitência que presidirá às 17h na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria. O mesmo ato será realizado, no mesmo dia, em Fátima pelo esmoleiro do Papa, cardeal Konrad Krajewski, enviado do Santo Padre.”
A notícia foi dada, numa nota, pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. O dia da Festa da Anunciação do Senhor foi escolhido para a consagração.
Nossa Senhora, na aparição de 13 de julho de 1917, em Fátima, pediu a consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração, afirmando que, se este pedido não fosse atendido, a Rússia espalharia “seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja”. “Os bons”, acrescentou, “serão martirizados, o Santo Padre sofrerá muito, várias nações serão destruídas”. Depois das aparições de Fátima houve vários atos de consagração ao Imaculado Coração de Maria: Pio XII, em 31 de outubro de 1942, consagrou o mundo inteiro, e em 7 de julho de 1952, consagrou os povos da Rússia ao Imaculado Coração de Maria na Carta Apostólica Sacro vergente anno:
Assim como há alguns anos atrás consagramos o mundo ao Imaculado Coração da Virgem Mãe de Deus, agora, de forma muito especial, consagramos todos os povos da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.
Paulo VI, em 21 de novembro de 1964, renovou a consagração da Rússia ao Imaculado Coração na presença dos Padres do Concílio Vaticano II. O Papa João Paulo II compôs uma oração para o que definiu de “Ato de entrega” a ser celebrado na Basílica de Santa Maria Maior em 7 de junho de 1981, Solenidade de Pentecostes. Este é o texto:
Ó Mãe dos homens e dos povos, Tu conheces todos os seus sofrimentos e as suas esperanças, Tu sentes maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas que abalam o mundo, acolhe o nosso clamor no Espírito Santo diretamente ao teu coração e abraça com o amor de Mãe e de Serva do Senhor aqueles que esperam mais este abraço, junto com aqueles que cuja entrega Tu também esperas de modo particular. Tomai sob a tua proteção materna toda a família humana que, com carinho afetuoso, a Ti, ó mãe, nós confiamos. Que se aproxime para todos o tempo da paz e da liberdade, o tempo da verdade, da justiça e da esperança.
Depois, para responder mais plenamente aos pedidos de Nossa Senhora, quis explicitar durante o Ano Santo da Redenção o ato de entrega de 7 de Junho de 1981, repetido em Fátima a 13 de maio de 1982. Em memória do Fiat pronunciado por Maria no momento da Anunciação, em 25 de março de 1984, na Praça São Pedro, em união espiritual com todos os bispos do mundo, previamente “convocados”, João Paulo II confiou todos os povos ao Imaculado Coração de Maria:
E por isso, ó Mãe dos homens e dos povos, Tu que conheces todos os seus sofrimentos e todas as suas esperanças, Tu que sentes maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas, que abalam o mundo contemporâneo, acolhe o nosso grito que, movido pelo Espírito Santo, dirigimos diretamente ao teu Coração: abraça com amor de Mãe e Serva do Senhor, este nosso mundo humano, que Te confiamos e consagramos, cheio de inquietude pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos. De modo especial Te confiamos e consagramos aqueles homens e nações que têm necessidade particular desta entrega e consagração.
Em junho do ano 2000, a Santa Sé revelou a terceira parte do segredo de Fátima e o então arcebispo Tarcisio Bertone, secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, sublinhou que irmã Lúcia, numa carta de 1989, tinha confirmado pessoalmente que este ato de consagração solene e universal correspondia ao que Nossa Senhora queria: “Sim, foi feito”, escreveu a vidente, “como Nossa Senhora havia pedido, em 25 de março de 1984”.VATICAN NEWS
Diante da profundidade das mensagens de um fenômeno pouco conhecido no Brasil, em 2020, traduzimos o livro Soufanieh; as aparições de Damasco de Christian Ravaz, jornalista escritor francês, fundador do jornal católico Chrétiens Magazine, falecido em 2007. Em 2021 traduzimos o livro do Padre Elias Zahlaoui, Lembrai-vos de Deus; mensagens de Jesus e Maria em Soufanieh. Agora, em parceria, no processo de tradução, com Monica Jankovic, apresentamos ao leitor brasileiro este outro livro do Padre Zahlaoui, Soufanieh na Síria e no Mundo. Os eventos de Soufanieh, foram acompanhados de muito perto por médicos, cientistas, membros da Igreja, padres, bispos, etc. Sua veracidade foi efetivamente comprovada. A profundidade de sua mensagem e os efeitos em torno da difusão das mesmas também são inequívocos. Neste impressionante volume o Padre Zahlaoui, meticulosamente, juntou centenas de testemunhos assim como laudos de médicos e cientistas, na Síria e no resto do mundo onde o fenômeno Soufanieh se fez presente. Os testemunhos aqui presentes, em sua maioria, são expressão daquilo que Jean Nabert e Paul Ricoeur identificaram como sendo um desejo de Deus, uma expressão da relação do homem com o Absoluto. Com essa tradução desejamos que, antes dos milagres, manifestações físicas, curas, etc. o leitor brasileiro atente para a mensagem de Soufanieh que é a demonstração da misericórdia de Deus para com seus filhos e do diálogo divino que Ele entretém conosco.
Os acontecimentos de Soufanieh ocorreram com maior intensidade entre os anos de 1982 e 1987, portanto, muito antes da Guerra da Síria. Após isso, ocorreram de modo esporádico até 2017. Este livro do Padre Elias Zahlaoui, que acompanha e cataloga todos os fatos e testemunhos envolvendo os fenômenos desde o seu início, foi publicado originalmente em 1991. Após essa data, os fenômenos envolvendo Soufanieh se repetiram em 2001 e 2004, quando as Páscoas ortodoxa e católica coincidiram. Ocorreram novamente em 2014, em plena guerra e, por último, em 2017, quando da coincidência das Páscoas dos ortodoxos, dos católicos e dos judeus.
As mensagens de Soufanieh encontram–se no seu site oficial, página em português:
Myrna, após tudo isso, segue a pregar, testemunhando o que viu e ouviu. O livro aqui apresentado complementa o de Christian Ravaz, no sentido de que Padre Elias Zahlaoui retoma e aprofunda a compreensão de todas as mensagens recebidas até 1991, assim como nos mostra a importância espiritual de Soufanieh.
Hoje, em 2021, não deixa de ser um convite à meditação o fato de que Deus tenha se manifestado de modo tão contundente e maravilhoso não só em Damasco, mas no Iraque, destruído pela guerra e em Aleppo, cidade também totalmente destruída pela Guerra da Síria.
Ao lermos o livro do Padre Zahlaoui compreendemos porque, talvez, a mensagem de Soufanieh, sofre de certo modo, eu diria, uma resistência no ocidente. A meu ver isso se dá porque ela chama à união de todos os cristãos para além das estruturas de poder da Igreja. Essa é, certamente, a grande crítica que subjaz nessas mensagens, conforme o Padre Zahlaoui.
É um convite à oração, à união, ao abandono do poder, à volta ao cristianismo primitivo. É também uma séria advertência para aqueles que usam o nome de Deus para se locupletar seja financeiramente, seja politicamente.
Por fim, cremos, como o Padre Zahlaoui, que Soufanieh “deve ser para nós a luz que nos ajudará a enfrentar todas as dificuldades possíveis e imagináveis, todas aquelas que vemos e aquelas que não conhecemos e que podem cair sobre nós”.
Quão oportuno e atual se faz recordar isso, em um mundo à beira do terror do Covid, do ódio e dos conflitos que se desencadeiam. Porém, a nossa grande esperança está no que Ele, Jesus, nos diz em Soufanieh: “Não tenham medo, eu estou com vocês”.
Desde 1982, vários fenômenos vêm ocorrendo, envolvendo a Virgem Maria e Jesus Cristo e se manifestando através de mensagens, estigmas, exsudação de óleo de oliva, curas – tudo em torno de um pequeno ícone de Nossa Senhora de Kazan, presente em uma humilde casa em um bairro popular de Damasco, chamado Soufanieh.
A mensagem de Soufanieh se faz urgente e atual em um mundo dilacerados por divisões. Essas manifestações de Jesus e de Maria, ocorridas antes da guerra que devastou a Síria, são uma graça para a humanidade na situação em que se encontra hoje.
O fenômeno – com várias manifestações que envolveram aparições de Jesus e da Virgem Mãe, estigmas na vidente Myrna Nazzour e exsudação de azeite de oliva das imagens de Nossa Senhora – foram investigados à exaustão por cientistas e médicos de diversas nacionalidades.
Em um tempo em que proliferam supostas mensagens de Nossa Senhora aceleradas pela internet na qual muitos se erigem como profetas, sabemos que se torna difícil separar o joio do trigo. Mas, mesmo sendo diferente do nosso percurso, se faz atual a dramática afirmação de Gilles Deleuze, em se referindo ao O Sofista de Platão: “à força de investigar o simulacro e de se debruçar sobre seu abismo, Platão, no clarão de um instante, descobre que ele não é simplesmente uma falsa cópia, mas que põe em questão as próprias noções de cópia e de modelo”. Esta é a situação com a qual nos defrontamos hoje: o solo das relações na vida social, religiosa e política contemporânea se esvanece na medida em que as noções de cópia e de modelo desapareceram totalmente, abrindo as portas para a construção do imaginário da pós-verdade.
Porém, os eventos de Soufanieh, na distante e sofrida Síria, inegavelmente têm a marca da veracidade pela absoluta gratuidade em tudo a que se refere a eles, pelos abundantes exames que foram feitos à época em manifestações materiais concretas envolvendo não só a exsudação de óleo das imagens, mas também os estigmas manifestados apenas durante a coincidência das datas da Páscoa e, por fim, os muitíssimos milagres para pessoas de diversas religiões, muçulmanos, católicos, ortodoxos, crentes e não-crentes;
LINKS PARA DOWNLOAD GRATUITO DOS LIVROS SOBRE SOUFANIEH TRADUZIDOS PARA O PORTUGUÊS:
Foi através do Padre François Brune (La Vierge de L’Egypte. Paris: Éditions Les Jardins des Livres, 2004) que cheguei às aparições de Soufanieh. Os acontecimentos e mensagens de Soufanieh começaram muito antes da guerra devastadora da Síria e creio serem de especial importância para o mundo atual.Soufanieh é um bairro de Damasco, na Síria, onde a Mãe de Deus e Jesus Cristo apareceram para uma jovem senhora chamada Myrna Nazzour. Myrna pertence ao rito greco-católico e Nicolas, seu esposo, ao rito greco-ortodoxo, mas no Oriente Médio a mulher adere automaticamente à religião do esposo quando se casa.Busquei e comprei o livro original em francês, a primeira edição publicada em 1988, por Christian Ravaz, jornalista escritor francês, fundador do jornal católico Chrétiens Magazine, falecido em 2007, amigo do Padre René Laurentin, a grande autoridade em aparições marianas, que escreveu a Introdução do livro, então gratuitamente distribuído. Também encontrei uma tradução para o inglês na internet, no site oficial das aparições de Soufanieh. Foi com base nesta última, em virtude de seu caráter público e livre acesso (cotejando-a com o original em francês), que fiz a tradução para o português. É importante que retomemos (aqueles que já conhecem) ou tenhamos acesso (quem não conhece) ao conhecimento desses fenômenos tão ricos, singulares e impactantes ocorridos na Síria antes da terrível guerra em que mergulhou aquele país. Fenômenos que envolvem visões da Virgem Maria e de Jesus Cristo, manifestações materiais como exsudação de óleo do ícone e das suas reproduções assim como estigmas na vidente Myrna. Ao lado disso, inúmeras curas documentadas em especial pelos Padres Elias Zhalaoui e Joseph Malouli.O mais importante, contudo, é atualidade e mesmo urgência da mensagem de Soufanieh, tanto em termos proféticos – em um mundo à beira da autodestruição ambiental e da guerra – quanto em termos da mensagem evangélica perene que transmite. Seus principais apelos estão voltados para a unidade dos cristãos do mundo inteiro e para a necessidade urgente da oração.Os acontecimentos de Soufanieh ocorreram entre 1982 e 1987, muito antes da guerra horrível que vem devastando a Síria. De modo esparso se repetiram posteriormente, em algumas ocasiões e, conforme o relato do Padre Zahlaoui, cessaram em 2004. O livro de Christian Ravaz apresenta as mensagens até setembro de 1987. As seguintes estão no site oficial de Soufanieh, página em português: https://www.soufanieh.com/BRESIL/messages.htmForam acompanhados de muito perto por médicos, cientistas, membros da Igreja, padres, bispos, etc. Sua veracidade foi efetivamente comprovada.Myrna, após tudo isso, segue a pregar, testemunhando o que viu e ouviu.O material visual disponível na internet, tanto de seus êxtases e estigmas, quanto de suas falas mais recentes, encontra-se listado em anexo.Complemento e fecho este trabalho com uma carta do Padre Zahlaoui, orientador espiritual de Myrna, publicada em 2013, já em plena Guerra da Síria. Note-se que o Padre Zahlaoui fez nestes últimos anos várias intervenções em forma de cartas e entrevistas, direcionadas ao Vaticano, à Comunidade Europeia, ás autoridades, ao Ocidente, enfim, especificamente denunciando o massacre promovido pelos ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, contra a Síria e seu povo, em nome de uma suposta “libertação” do país e a favor da “democracia”. Porém, esta carta, em especial, é de fundamental importância pois traz revelações importantíssimas para nós todos acerca de uma aparição em particular, cujo conteúdo ficou restrito aos três padres que acompanhavam o fenômeno, não tendo sido publicada no livro de Christian Ravaz aqui traduzido. Essa carta nos traz a mensagem de Jesus Cristo, em 1987, portanto, muito antes da guerra, colocando luz sobre os acontecimentos atuais na Síria e no mundo inteiro. Para não quebrar a ordem cronológica dos relatos deixei-a para o final do livro.Como Christian Ravaz o autor do livro cuja tradução aqui me propus, eu não vou comentar Soufanieh. Cada um deve tirar suas conclusões…Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça…