Arquivo da tag: Nossa Senhora

A primeira oração ensinada por Maria em Soufanieh

Meus filhos, isto é entre nós:
Eu estou de volta.
Não insultem os altivos que são desprovidos
de humildade.
A pessoa humilde anseia pelas observações
dos outros para corrigir as suas falhas.
Enquanto o orgulhoso corrompido, subestima,
se revolta, torna-se hostil.
O perdão é a melhor coisa.
Aquele que finge ser puro e caridoso
diante dos homens, é impuro diante de
Deus.
Tenho um pedido para vocês, umas palavras
que gravarão no seu espírito e
repetirão sem cessar:

Deus me salva,
Jesus me ilumina, o Espírito Santo
é a minha vida, por isso nada
temo
.
Não é isso, meu filho Joseph?

Tolerem e perdoem, vocês têm muito menos
a suportar do que suportou Deus Pai.

As circunstâncias em que foi dada esta mensagem, da Virgem em 21.02.1983, são as seguintes:

O ícone de Nossa Senhora foi trasladado para a igreja por ordem do bispo local. Ocorre que lá chegando o ícone parou de exsudar óleo de oliva. A isso se seguiu que dois padres reconduziram o mesmo ícone de forma desrespeitosa para a casa de Nicolas e Myrna e a partir de então o ícone voltou a exsudar óleo e os inúmeros milagres se sucederam. A seguir o relato do Padre Zahlaoui sobre o ocorrido naquele dia.

“Chego agora à terceira mensagem, que completa a segunda. Esta terceira mensagem foi dada logo depois que a imagem foi trazida para casa dessa forma enigmática. Nicolas entrou em confronto com os dois sacerdotes que a trouxeram. Ele lhes disse: “Mas o que ela fez, a Virgem, para ser trazida de volta para aqui? É indigno”. Houve uma violenta altercação. Então, os dois padres se retiraram. Mas, nesse ínterim, o padre Malouli tinha chegado à casa. Ouvindo vozes altas na sala de estar, ele ficou no pátio.
Quando os dois padres partiram, Nicolas lhe contou o que acontecera. Então ele pediu a Nicolas que lhe permitisse orar com Myrna na frente do ícone. Eles recitaram uma dezena do rosário. Em seguida, o Padre Malouli fez esta oração no seu coração, que só mais tarde revelou: “Virgem Maria, nos ilumina para que não cometamos erros que comprometam o teu plano”. Pouco depois, ele vê Myrna saindo. Ele termina sua oração e vai embora. Eles lhe dizem: “Ela está no terraço”. Ele sobe e a vê de joelhos. Em torno dela, a família.
E, de repente, ele a ouve dizer algumas palavras, o seu ar é de quem ouve e apenas repete. A mensagem foi transmitida em árabe dialetal e consistia em duas partes distintas.
A primeira, nós a dissecamos por pelo menos dois anos. Seu teor era obviamente severo. A mensagem dizia: Meus filhos.
Vejam, sempre esta palavra: Meus filhos, isto é entre nós.
Como uma mãe que está aqui para conversar com os filhos.
Eu estou de volta. Não insultem os altivos que são desprovidos de humildade. A pessoa humilde anseia pelas observações dos outros para corrigir as suas falhas. Enquanto o orgulhoso corrompido, subestima, se revolta, torna-se hostil.
O perdão é a melhor coisa.

Por mais que sejamos caridosos, que tentemos ser verdadeiramente caridosos e compreensivos, não poderíamos deixar de ver nessas palavras uma reprovação amarga. Mas também vemos um belo convite da Virgem para não se rebelar, para não atacar, para não acusar, para perdoar. Todo aquele que afirma ser puro e amável diante dos homens é impuro diante de Deus. Esta é a primeira passagem, que conseguimos compreender nesses dois anos.
A segunda passagem é toda uma regra de vida, sempre dita em árabe dialetal: Eu lhes peço. Isto é dito em árabe, o que deixa aquele que lê o texto um tanto confuso diante
da Virgem. Porque a Virgem parece implorar aos seus filhos algo que Ela gostaria que fizessem: tenho um pedido para vocês. Parece um inferior pedindo ao seu superior. Uma palavra que vocês gravarão na memória, que repetirão sempre:
“Deus me salva, Jesus me ilumina, o Espírito Santo é a minha vida, por isso nada temo. Não é isso, meu filho Joseph?”
Existem duas coisas extraordinárias aqui. Em primeiro lugar, a forma como a Virgem pede aos seus filhos que coloquem esta ideia em mente: Deus. Não tenham medo dos
homens. É Deus quem é a Vida, a Luz. Não tenham medo de ninguém que não seja Ele: Ele é a salvação. E, portanto, não se esqueçam Dele. E a segunda: não é isso, meu filho Joseph? Isso ocorreu na mesma manhã em que fui proibido de continuar indo a Soufanieh. Uma autoridade religiosa superior havia me notificado pessoalmente. Correram boatos de que o governo tinha me usado para “aproveitar a onda de
Soufanieh”, ou seja, para distrair as pessoas dos problemas do país! Era preciso muita imaginação para isso! Eu aceitei esta ordem com o coração ao mesmo tempo em paz e ferido. E avisei à Myrna, a Nicolas e ao meu colega padre Joseph Malouli que não voltaria mais à Soufanieh. Então, naquela noite, quando Nossa Senhora disse ao Padre Malouli: Não é isso, meu filho Joseph? O padre Malouli se sentiu responsável de uma forma que o vinculou para sempre a Soufanieh. Eu considero que esta mensagem dirigida ao Padre Malouli foi um ponto de guinada em todo o fenômeno.
Porque o Padre Malouli é um padre que vive em Damasco desde 1940. Sem qualquer suspeita. Um homem de uma integridade e justiça como eu, francamente, nunca vi antes. E um homem idoso. Ele não poderia ser acusado de ter uma tal afeição especial por Myrna, como me foi sugerido. Além disso, por temperamento e formação, o padre
Malouli sempre foi alérgico ao maravilhoso. Ele é conhecido por ter combatido ferozmente as muitas manifestações “fantásticas” que ocorreram em Damasco desde 1940.
Por outro lado, embora o conhecesse antes, percebi depois que, do ponto de vista da formação teológica, o Padre Malouli estava cem côvados à minha frente. Realmente.
Finalmente, ele tem um dom de que eu estou privado. Por causa da minha memória muito poderosa, eu não escrevi nada, memorizei tudo ou pensei ter feito. Mas não percebi que se tivesse me contentado em memorizar tudo assim, depois de um tempo eu teria perdido muita coisa sobre Soufanieh. O Padre Malouli, desde o primeiro minuto, teve o cuidado de anotar tudo. Tudo. Até os segundos. Tanto que
conseguiu montar um dossiê do qual nos disse um professor de psicanálise, que trabalha na Bélgica, na Alemanha e nos Estados Unidos: “Eu apresentei o dossiê elaborado pelo padre Malouli como sendo o melhor dossiê científico que
eu já tive em mãos”. Graças às anotações que ele fazia dia a dia, minuto a minuto, segundo a segundo, algo em que eu nunca teria pensado. Ou talvez eu tivesse pensado nisso depois de alguns meses, mas teria perdido muitas coisas.
Portanto, a minha partida foi benéfica para Soufanieh, porque permitiu a presença do Padre Malouli, que é um sacerdote verdadeiramente excepcional. E a Virgem, aqui, lhe perguntando através da mensagem: Não é isso, meu filho Joseph? lhe permitiu compreender algo que não entendíamos naquela altura e que depois nos explicou, revelando-nos a oração que fizera no coração, pouco antes desta mensagem de Maria.
Portanto, foi a mensagem de 21 de fevereiro de 1983 que realmente prendeu o padre Malouli a Soufanieh. E sua presença em Soufanieh foi decisiva. Vou dar um exemplo. Em 1984, estive em Boston, nos Estados Unidos, com um amigo de Damasco, Antoine Horanieh, doutor em farmacologia.
Passei dois dias com ele. E na primeira noite ele convidou um grupo de amigos de Damasco. Jovens emigrantes, infelizmente, que se estabeleceram nos Estados Unidos. Eles passaram a noite toda, até as duas da manhã, me ouvindo falar sobre Soufanieh. Eles estavam lá para ouvir como crianças. Em um ponto durante a palestra, um deles, que eu não conheci em Damasco mas que fora aluno do Padre Malouli, me perguntou: “Padre, existem outros Padres além de você?” Eu compreendi. Diante de tais fatos, por mais que confiemos em quem os conta, às vezes podemos nos perguntar: “Mas ele não
está exagerando? Ele não está derrapando? O que ele está nos dizendo?” Então eu entendi e lhe disse: “Sim, o Padre Malouli”. Ele então teve uma reação espontânea muito clara: “Bem, se é o Padre Malouli, acabou!” Ou seja, não há mais dúvidas.
Suportem e perdoem. Novamente o perdão. Vocês suportam muito menos do que suportou o Pai. A palavra Pai, em árabe, “El Ab”, é Deus Pai. Na época, não entendíamos.
Só mais tarde, por meio de outras mensagens, entendemos que a Virgem dizia, como em outras aparições, La Salette, Medjugorje: “O braço do Pai começa a pesar muito e eu
tenho dificuldades em retê-lo”. Isso foi dito. Ora, em uma das mensagens, em 18 de agosto de 1989, a Santíssima Virgem disse à Myrna: Diz a todos que aumentem suas orações porque eles precisam da oração para apelar ao Pai.
E Ela nos fez entender, em 21 de fevereiro de 1983, que o Pai está suportando muito. E tudo o que toleramos não é nada comparado com o que Ele suporta por nossa causa.
Isso nos traz diretamente de volta à mensagem de La Salette, à mensagem de Lourdes, à mensagem de Medjugorje e em todos os lugares: o Senhor que nos convida à oração. E, no dia 26 de novembro de 1985, sem explicar o que foi dito pela Virgem, ou o que foi dito em filigranas mas que Ela explicou depois, Jesus disse à Myrna: Vai à terra onde a corrupção se espalhou e esteja na paz de Deus. A generalização da corrupção sugere, portanto, que o bom Deus não está feliz.”

Padre Elias Zahlaoui. LEMBRAI-VOS DE DEUS: MENSAGENS DE JESUS E MARIA EM SOUFANIEH.

LINK PARA ACESSAR O LIVRO EM VERSÃO PDF:LEMBRAI VOS DE DEUS

“Seja humilde em seu conhecimento. Mesmo que você saiba, em última análise, você não sabe de nada”.

O homem “mata Deus e se senta só em seu trono desocupado, para dessa vez ter em suas mãos a ordem do ser e converter-se em seu único administrador legítimo”. Estamos diante de uma época que nega “a experiência do segredo e do absoluto”, substituindo-a “por um absoluto novo, criado pelos homens e jamais mágico; um absoluto liberado dos ‘caprichos’ da subjetividade e, portanto, impessoal e inumano”

(Václav Havel)


“Antes de abordar a segunda mensagem, porém, gostaria de acrescentar uma coisa, sobre a segunda frase da primeira mensagem de Nossa Senhora: vocês conhecem todas as coisas e não conhecem nada. Seu conhecimento é um conhecimento imperfeito. Eu gostaria de falar sobre isso. A Virgem reconhece que verdadeiramente o homem sabe algo, Ela aceita que nós sabemos algo. Ela reconhece que o que verdadeiramente honra o homem é o conhecimento que, em última instância, deve conduzi-lo a Deus. Mas, ela também nos diz de forma muito simples: “Seja humilde em seu conhecimento. Mesmo que você saiba, em última análise, você não sabe de nada”. E, sobretudo, em relação à vida futura. O que sabemos sobre isso? Quando alguém vem me dizer, às vezes, pela boca ou nos livros dos teólogos, que o demônio não existe, que os anjos não existem, aos jovens que me dizem: «Tal padre nos disse isso”, eu respondo: “Mas quem esteve no outro mundo para me dizer o que existe lá? Além de Jesus, quem?” Para nós, nossa referência de conhecimento é Jesus.

O Evangelho nos diz, e nós sabemos, que ninguém esteve lá e voltou para nos dizer como é, exceto Jesus. Ele nos diz certas coisas. Não é a nossa cabecinha que vai concluir. Aceitemos que Jesus nos revela uma parte dessa verdade que ignoramos completamente e que um dia conheceremos completamente. Tanto é que a Virgem nos promete, depois de São Paulo, que teremos um conhecimento quase como o de Deus: […] vocês conhecerão todas as coisas como Deus me conhece. É, portanto, uma promessa de elevação do homem a um ponto absolutamente inimaginável. Deus nos promete que seremos muito grandes porque Ele é muito grande e pode nos fazer crescer. Não é porque somos capazes disso. De modo nenhum. Por isso, a Virgem nos convida a buscar a verdade, a saber mais, porém, a ser humildes nessa busca e a reconhecer que a verdade plena reside somente em Deus. E só Ele é capaz de nos dar. Ele nos dará por completo quando estivermos “do outro lado”, se é que posso usar esse termo. Mas, enquanto estamos aqui, Ele nos diz: “Trabalhe. Aumente seu conhecimento. Mas saiba que você sempre estará aquém”. Entendem ? E isso é especialmente verdade para nós orientais, especialmente para nós árabes.

Sofremos com esse passado e ainda estamos sofrendo com essa hipoteca em todos os níveis, que nós acreditamos um certo tempo que somente a ciência nos salvaria. E muitos ainda acreditam nisso. Fora da ciência, nada existe para eles. Então, dizem para si mesmos, vamos acumular ciência, aumentar nosso conhecimento e resolveremos todos os nossos problemas. Mas não resolveremos todos os nossos problemas dessa maneira. Não. Não devemos fazer da ciência um novo deus. Vamos deixá-la em seu lugar. Só Deus é Deus. E é por isso que gosto muito da declaração dos muçulmanos: “La ilaha illallah – Não há Deus senão Deus”. Mas criamos tantos deuses, criamos tantos, que acabamos por considerar o Deus verdadeiro, muitas vezes, infelizmente, como não existindo.

Ou como sendo mais ou menos outro deus, como os deuses da ciência e do conhecimento. Não! É por isso que a Virgem disse, em primeiro lugar: Lembrem-se de Deus. Lembrar-se de Deus não é apenas lembrar em memória que Deus existe. É glorificá-Lo, reconhecê-Lo, se reconhecer humildemente diante dEle, implorar Sua graça, viver em Sua presença.”

Padre Elias Zahlaoui. LEMBRAI-VOS DE DEUS: MENSAGENS DE JESUS E MARIA EM SOUFANIEH.

LINK PARA ACESSAR O LIVRO EM VERSÃO PDF:LEMBRAI VOS DE DEUS

Terceira parte das meditações do Padre Zahlaoui: Nossa Senhora nos diz “vou visitar mais as casas”.

Casa de Soufanieh em Damasco
Porta da entrada da casa de Soufanieh

Casa de Soufanieh onde a Virgem Maria apareceu, com o banner de Nossa Senhora de Kazan

Continuamos abaixo com as meditações do Padre Elias Zahlaoui em torno das mensagens de Nossa Senhora em Soufanieh. E que Deus nos permita perceber a PROFUNDIDADE dessas mensagens. Elas não se repetem, elas dizem coisas muito simples, porém, profundamente substantivas à condição humana e sua relação com Deus. Ela, a Virgem que é emissária, não pede que lhe construam nenhum templo, ela irá às casas das pessoas. Ela, como Seu Filho, o Cristo Jesus, pede apenas que ajudemos uns aos outros.

Mergulhar na profundidade espiritual de Soufanieh e uma rara oportunidade, um convite que vem de Deus, para um mundo perdido em um torvelinho de mentiras, de falsidades, de superficialidades que sufocam a alma do ser humano.

Soufanieh, este bairro simples e popular de Damasco, mesmo durante a terrível guerra, se tornou um lugar de peregrinação. Uma simples e humilde casa, onde é PROIBIDO SE VENDER OU ACEITAR QUALQUER DINHEIRO OU BENS!

SOUFANIEH: UMA LUZ PARA A IGREJA DE CRISTO!

Diz o Padre Zahlaoui:

“Em seguida Ela [ Nossa Senhora] nos diz: Vou visitar mais as casas.
Quem ama vai ao outro. A Encarnação é a visita de Deus
ao homem, porque amou o homem. A Virgem, que continua a amar os homens porque é a mãe de Jesus, a mãe de Deus, vai nos visitar. Esta frase permaneceu incompreensí-
vel para nós. Como Nossa Senhora iria nos visitar? Mas, a partir do dia em que o óleo escorreu de muitas imagens do ícone de Soufanieh, tanto nas casas cristãs como nas muçulmanas, em Damasco, depois em todos os outros lugares, e as pessoas começaram a rezar diante da imagem que lhes dera este sinal, a partir daquele dia percebemos que, de fato, a Virgem estava começando a visitar-nos, de forma
tangível. O Senhor não lança suas palavras assim sem mais.


Então a Virgem considerou que haveria uma grande possibilidade de se querer construir uma grande igreja para Ela, como está acontecendo em quase todos os lugares, porque naquela época, correríamos o risco de nos envolvermos
na preocupação em ter dinheiro para construir e esquecer o homem, que é, ele, o Templo de Deus, e que tudo leva ao Senhor. E é por isso que Ela nos disse: Não estou pedindo que me construam uma igreja, mas um lugar de peregrinação. Ela nos esclareceu durante um posterior êxtase que, para este lugar de peregrinação, portanto de oração, teríamos que retirar uma pedra do arco da porta de entrada externa da casa, e colocar em seu lugar um ícone da Virgem, com uma pequena palavra de gratidão e agradecimento a Jesus. Isso é o que foi feito. E colocamos uma janela com
uma pequena lamparina, acesa noite e dia. Muitas vezes as pessoas que passam em casa param para orar ou até se ajoelham na calçada. Não era incomum para mim ver pessoas, mesmo jovens, ajoelhadas na calçada, quando passavam à
noite e viam a porta fechada. Eles estavam orando de joelhos na calçada. É um lugar de oração, não mais do que isso.


E a Virgem termina dizendo: Doem. Não privem ninguém que procure ajuda. Deus é um presente. Deus é um dom ou Ele não é nada. E para ser realmente um filho de
Deus, você tem que dar. Isso, Myrna e Nicolas entenderam desde o primeiro minuto. Eles abriram suas portas. E até agora, eles não recusaram nenhum pedido. Mesmo à noite, quando alguém chega, a qualquer hora, eles abrem a porta.
Eles dão o que podem dar. Primeiro suas boas-vindas. Com uma paciência e um sorriso desconcertantes. Em seguida, uma discrição total. Um apagamento total de si, sem nenhuma pretensão, sem nenhuma vaidade. Eles apresentam o ícone às pessoas e se afastam. E se estas não fizerem perguntas,
eles as deixam com a Virgem. É Deus quem tem prioridade.”

Padre Elias Zahlaoui. LEMBRAI-VOS DE DEUS: MENSAGENS DE JESUS E MARIA EM SOUFANIEH.

LINK PARA ACESSAR O LIVRO EM VERSÃO PDF:LEMBRAI VOS DE DEUS

Voltar à Cruz do Cristo – Parte II

Segunda parte das meditações do Padre Zahlaoui: Lembrar-se de Deus, o dinheiro e a fé

Aqui temos um chamado de Nossa Senhora ao amor, à humildade e à renúncia, por parte da igreja, ao dinheiro. Tudo em Soufanieh é gratuidade. Nada, absolutamente nada é cobrado! Meditemos sobre isso, nestes tempos confusos, onde Deus é vendido à cada esquina, onde nós cristãos nos esquecemos dessa gratuidade da graça. A meditação do Padre Zahlaoui, vale para todos nós e não apenas para a igreja do Oriente.

“E imediatamente a Virgem coloca a nota sobre a penitência: Arrependam-se e tenham fé. Diante de Deus, devemos nos arrepender. Tenham fé e lembrem-se de mim em sua
alegria. É muito significativo. Normalmente, o homem só se volta para Deus quando está com dor, quando está angustiado. Quando ele está alegre, se preocupa muito pouco com Ele.
Mas: Lembrem-se de mim em sua alegria. Se realmente nos lembrarmos de Deus em nossa alegria, essa alegria será muito diferente da alegria que o mundo nos permite experimentar.
Ela será mais pura, mais saudável, mais libertadora, mais amorosa. Portanto, a Virgem não quer uma memória simples. Em árabe, se lembrar de Deus é, antes de tudo pensar Nele, louvá–Lo. É reconhecer sua grandeza, seu amor. É, portanto, viver em sua presença. Na verdade é o termo árabe “zikroullah”.
Em seguida, a Virgem, depois deste apelo a nos voltarmos para Deus, à nossa humildade enquanto seres que conhecem, depois deste apelo à necessidade de fazer o bem, de se abster de fazer o mal, depois deste apelo à penitência, à fé, à recordação de Deus na nossa alegria, Nossa Senhora nos lembra de algo essencial, especialmente no mundo árabe: Anunciem […]. Anunciem meu filho, Emmanuel. A
Igreja, no Oriente Médio, vive há muito tempo sobre posições adquiridas, que aos poucos vai perdendo. Simplesmente vivendo ao nível de seus fiéis. Ela parou de pensar
na possibilidade de evangelizar o grupo fora dos cristãos.
Já está tendo dificuldade em cristianizar o pequeno número de cristãos que estão no Oriente Médio. Como ela se importaria com o que poderia ser uma missão além? Agora a Virgem nos diz: Anunciem meu filho, Emmanuel! Quem o anuncia é salvo, e quem não o anuncia, a sua fé é vã. Isso nos traz de volta ao que Jesus nos disse há dois mil anos:
“Ide!”. Nossa razão de ser como cristãos é levar a mensagem.

Depois, a Virgem nos chama ao amor. E ao amor recíproco e mútuo: Amem-se uns aos outros. Ela não especificou: “os cristãos”. Ela apenas disse: Amem-se uns aos outros.
Então imediatamente Ela aborda uma questão que atormenta a Igreja há dois mil anos, o dinheiro. A Virgem diz, desde a primeira mensagem: Não estou pedindo dinheiro
[…]. Eu peço amor. Quantas vezes o dinheiro é apenas uma saída, uma justificativa para algum tipo de fuga de Deus, pela qual Lhe damos dinheiro e continuamos a levar nossas próprias vidas. A Virgem diz: “Não. Deixe o dinheiro de lado ”.
E é aqui que vemos realmente como Nicolas e Myrna, no seu sentido mais simples da gratuidade, um sentido espontâneo desde o início do fenômeno, corresponderam de antemão ao pedido da Virgem. E eles continuam até hoje com absoluta intransigência na recusa a qualquer coisa chamada dinheiro.
Eu peço amor. Deus é amor. Ele não precisa de nada além de amor. A Santíssima Virgem é a mãe de Deus, a mãe de Jesus. Ela não precisa de nada além de amor. Ela nos disse isso desde seu primeiro plano, desde sua primeira mensagem.”

Padre Elias Zahlaoui. LEMBRAI-VOS DE DEUS: MENSAGENS DE JESUS E MARIA EM SOUFANIEH.

LINK PARA ACESSAR O LIVRO EM VERSÃO PDF:LEMBRAI VOS DE DEUS

Dez maneiras simples de mostrar amor à Virgem Maria

Durante as aparições de Soufanieh (livros para download no primeiro post deste blog) Jesus dirá na noite de 14-15 de agosto

“Minha filha, ela é Minha Mãe de quem nasci.
Quem A honra, Me honra.
Quem A nega, Me nega.
E quem lhe pede obtém, porque ela é Minha Mãe”.

Este artigo do jornal Religion en Libertad confirma isso e convida a nos aproximarmos da Mãe de Deus:

A Virgem Maria, com Jesus, em um quadro da Paixão de Cristo

A Virgem Maria, com Jesus, em um quadro da Paixão de Cristo

A Virgem Maria é considerada a mãe entre as mães, por isso o imenso amor pelos filhos está longe de dúvida. Mas, como toda mãe, mesmo que não precise, ela também deseja ser amada.

Numa bela reflexão, o Padre Ed Broom apresenta dez formas de demonstrar a Nossa Senhora o grande amor  que professa por ela, sabendo que ela é também a grande intercessora:

1. Fale com ela

Devemos habituar-nos a falar  muitas vezes com Maria, nossa querida Mãe, e a confiar nela, a falar com ela de coração, a amá-la. O mais agradável é confiar toda a nossa vida a Ela, como também a Seu Filho Jesus, Filho de Deus e Filho da Bem-Aventurada Virgem Maria. Maria é nosso modelo, nossa guia, nossa amiga e nossa mãe mais terna. Ela nos ama muito e deseja manter um diálogo contínuo conosco.

Vamos começar hoje!  Todo bom amigo sempre pensa no outro e fala com frequência. Maria é nossa Mãe, mas também nossa amiga e confidente.

2. Comece o dia com Maria

Ao acordar todas as manhãs, nossa primeira ação deve ser a oração, e que oração? Por que não começar o dia entregando-se totalmente a Jesus, em tudo o que você diz, faz e pensa, por meio do Imaculado Coração de Maria?  Dê a Jesus, através de Maria, seus olhos, seus ouvidos, sua mente, seu coração, seu corpo e até mesmo suas intenções; Em uma palavra, dar tudo a Jesus por meio da Mãe Maria. Como é importante começar bem o dia pelo Coração de Maria! Se quiser, você pode fazer a Oração de Consagração a Maria que aparece abaixo. Se você não tem um escapulário marrom, seria bom que você comprasse um e carregasse o escapulário da Virgem como um sinal de que você pertence a ela e está sob sua proteção. Sempre use, exceto no chuveiro.

Consagração a Nossa Senhora

Ó Senhora minha, ó minha Mãe,
eu me ofereço todo(a) a vós,
e em prova da minha devoção para convosco,
Vos consagro neste dia e para sempre,
os meus olhos, os meus ouvidos,
a minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser.
E porque assim sou vosso(a),
ó incomparável Mãe,
guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade vossa.

3. Diga a Maria que você a ama

A mãe não se cansa de ouvir o filho dizer: “Mãe, eu te amo, você é a melhor!” Alguém pode ficar tentado a dizer: “Ela já sabe, por que dizer a ela se ela já sabe?” É verdade, uma boa mãe provavelmente já sabe. Mesmo assim, ele gosta de ouvir as palavras. Quando ela diz: “Mãe, eu te amo”, o coração de uma mãe pula de alegria.  O mesmo deve ser dito da Virgem. Nas palavras mais simples, quando dizemos: “Mãe Maria, eu te amo”, então Maria, a Mãe de Deus, experimenta grande alegria no seu mais puro e Imaculado Coração. Portanto, ao longo do dia, lembremo-nos de dizer: “Mãe Maria, eu te amo!”

4. Caminhe com ela

Existe uma canção conhecida, tanto em espanhol como em italiano, dedicada a Maria e relacionada com este tema, cujo título é Santa María del Camino, que significa “Nossa Senhora do Caminho”. Portanto, quando viajamos, seja uma viagem curta ou muito longa, devemos pedir a Madre Maria que nos acompanhe. A Virgem é a melhor companheira de viagem e nos protege de muitos perigos ao longo do caminho,  tanto físicos quanto morais. Quantos acidentes, físicos e morais, certamente foram evitados viajando com Nossa Senhora do Caminho!

Maria Auxiliadora

5. Imitar Maria

Quando encontramos alguém e temos profundo respeito por essa pessoa, o resultado muitas vezes é a imitação, e a imitação leva seguir e a um amor profundo por essa pessoa. São Luís de Montfort destaca as dez principais virtudes de Maria que devemos tentar imitar:  sua profunda humildade, sua fé viva, sua obediência cega, sua oração incessante, sua abnegação constante, sua pureza avassaladora, seu amor ardente, seu heroísmo paciência, sua bondade Angélica e sua sabedoria celestial.  (A verdadeira devoção a Maria, San Luis de Montfort).

6. Confie e se entregue a Maria

Quando você realmente confia em uma pessoa, você lhe confia o cuidado de si, sabendo que essa pessoa especial cuidará de nós e nos protegerá. Pense nisto: Deus Pai confiou seu Filho unigênito aos cuidados de Maria. Por isso, podemos confiar totalmente a nossa vida aos cuidados de Maria, nossa querida e amorosa Mãe.  “Nunca se soube que alguém que pedindo sua proteção ficou sem ajuda.”  (O Memorando, São Bernardo).

7. Conte a Maria sobre suas dores e fracassos

Poderíamos ser tentados pelo inimigo, o diabo, que realmente odeia Maria, a nos sentirmos inibidos de contar a Mãe Maria sobre nossa profunda dor e sofrimento. O oposto deve ser o caso! Maria, a melhor das mães, sabe muito bem que, quando um filho se magoa, é quando ele precisa do mais terno amor e carinho. Assim deve ser conosco! Quando os dias parecem nublados, sombrios e deprimentes no fundo da nossa alma, é quando realmente precisamos nos abrir e falar com Maria , nossa Mãe! Maria é refúgio para os pecadores e saúde para os enfermos: dois títulos de Maria em suas famosas Litanias!

8. Chame Maria quando estiver sendo tentado

Nossa vida é uma batalha constante; somos soldados de Jesus e da Mãe Maria. Isso significa que estamos em um campo de batalha constante . Nossos inimigos são três: o diabo, a carne e o mundo. Conscientes desta intensa realidade de combate espiritual, devemos invocar o Santo Nome de Maria no meio da batalha e a vitória será nossa! A famosa Batalha de Lepanto revelou-se uma vitória surpreendente, invocando Maria e rezando o Santo Rosário, por insistência do Papa São Pio V. Confiemos as nossas batalhas a Maria, que é mais poderosa do que um exército inteiro em batalha! O mero nome de Maria causa terror e medo em todo o inferno!

9. Promova o amor a Maria como Mãe

Se realmente experimentamos o amor, o cuidado e a ternura de Maria em nossa vida cotidiana, sem dúvida desejaremos tornar a Mãe Maria conhecida em todos os lugares. Maria não é amada ou honrada por um motivo principal: ela não é conhecida!  Como isso pode ser divulgado? De muitas maneiras!  Incentive a leitura de bons livros sobre Maria, como  As Glórias de Maria  de Santo Afonso de Ligorio,  A Verdadeira Devoção a Maria de São Luís de Montfort;   Redemptoris Mater  e  A Bem-Aventurada Virgem Maria e o Rosário , ambos do Papa São João Paulo II.

Incentive a oração do Santo Rosário  e reze-o diariamente, distribua Rosários com brochuras sobre como rezar o Rosário e, por fim, incentive o uso do Escapulário de Nossa Senhora do Carmelo.

10. A morte nos braços de Maria

O momento mais importante de nossa vida é o momento em que morremos. Este momento determinará por toda a eternidade nosso destino eterno, seja céu ou inferno. Por que não se preparar para morrer na graça, para ter uma morte santa, pelo menos 50 vezes ao dia? Como, você pode perguntar? Simplesmente rezando o Santo Rosário diariamente. A cada vez que recitamos a Ave Maria, nos preparamos para uma morte santa e feliz  com estas palavras: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amem”.

Alegremo- nos, portanto , pela aguda consciência de que todos temos uma Mãe celeste, Maria, a Mãe de Deus, a Mãe da Igreja e nossa querida Mãe . Ela nos conhece, cuida de nós, nos protege, mas acima de tudo, ela nos ama! Com efeito, entre as provações, as lutas e as batalhas intensas da vida, encontremos o nosso refúgio no Coração Imaculado de Maria e no Sagrado Coração de Jesus.

(Originalmente publicado no portal de notícias mariano CariFilii.es)

Publicado em https://www.religionenlibertad.com/cultura/630592303/10-formas-demostrar-amor-virgen-maria.html?eti=1934#%23STAT_CONTROL_CODE_3_630592303%23%23

Deus: uma ideia em nossas mentes e a atualidade das mensagens de Soufanieh.

Soufanieh não está distante. sua mensagem é presente e atualíssima. O Padre Elias Zahlaoui, desenvolveu este profundo comentário à mensagem de 21.02.1983, publicada no post anterior. O transcrevemos em razão de sua atualidade, hoje em 2021, para uma mundo que perdeu o sentido de Deus, um mundo mergulhado na divisão de uns contra os outros. Para isso Nossa Senhora pede que perdoemos. Ao mesmo tempo Ela nos ensina uma oração que devemos guardar no coração: Deus me salva, Jesus me ilumina, o Espírito Santo é a minha vida, por isso nada temo“. Como diz o Padre Elias esta é “a forma como a Virgem pede aos seus filhos que coloquem esta ideia em mente: Deus”. Não devemos ter medo de nada, pois Ele está conosco. Quão importante isso em tempos de medo da morte e da violência. E, por fim, a Virgem nos lembra, o que esquecemos mergulhados que estamos nos afazeres e nas vidas virtuais propiciadas pela tecnologia: “Diz a todos que aumentem suas orações porque eles precisam da oração para apelar ao Pai“.

os grifos são nossos:

“Chego agora à terceira mensagem, que completa a segunda. Esta terceira mensagem foi dada logo depois que a imagem foi trazida para casa dessa forma enigmática. Nicolas entrou em confronto com os dois sacerdotes que a trouxeram. Ele lhes disse: “Mas o que ela fez, a Virgem, para ser trazida de volta para aqui? É indigno”. Houve uma violenta altercação. Então, os dois padres se retiraram. Mas, nesse ínterim, o padre Malouli tinha chegado à casa. Ouvindo vozes altas na sala de estar, ele ficou no pátio. Quando os dois padres partiram, Nicolas lhe contou o que acontecera. Então ele pediu a Nicolas que lhe permitisse orar com Myrna na frente do ícone. Eles recitaram uma dezena do rosário. Em seguida, o Padre Malouli fez esta oração no seu coração, que só mais tarde revelou: “Virgem Maria, nos ilumina para que não cometamos erros que comprometam o teu plano”. Pouco depois, ele vê Myrna saindo. Ele termina sua oração e vai embora. Eles lhe dizem: “Ela está no terraço”. Ele sobe e a vê de joelhos. Em torno dela, a família.

E, de repente, ele a ouve dizer algumas palavras, o seu ar é de quem ouve e apenas repete. A mensagem foi transmitida em árabe dialetal e consistia em duas partes distintas. A primeira, nós a dissecamos por pelo menos dois anos. Seu teor era obviamente severo. A mensagem dizia: Meus filhos. Vejam, sempre esta palavra: Meus filhos, isto é entre nós. Como uma mãe que está aqui para conversar com os filhos. Eu estou de volta. Não insultem os altivos que são desprovidos de humildade. A pessoa humilde anseia pelas observações dos outros para corrigir as suas falhas. Enquanto o orgulhoso corrompido, subestima, se revolta, torna-se hostil. O perdão é a melhor coisa. Por mais que sejamos  caridosos, que tentemos ser verdadeiramente caridosos e compreensivos, não poderíamos deixar de ver nessas palavras uma reprovação amarga. Mas também vemos um belo convite da Virgem para não se rebelar, para não atacar, para não acusar, para perdoar. Todo aquele que afirma ser puro e amável diante dos homens é impuro diante de Deus. Esta é a primeira passagem, que conseguimos compreender nesses dois anos.

A segunda passagem é toda uma regra de vida, sempre dita em árabe dialetal: Eu lhes peço. Isto é dito em árabe, o que deixa aquele que lê o texto um tanto confuso diante da Virgem. Porque a Virgem parece implorar aos seus filhos algo que Ela gostaria que fizessem: tenho um pedido para vocês. Parece um inferior pedindo ao seu superior. Uma palavra que vocês gravarão na memória, que repetirão sempre: “Deus me salva, Jesus me ilumina, o Espírito Santo é a minha vida, por isso nada temo. Não é isso, meu filho Joseph?”

Existem duas coisas extraordinárias aqui. Em primeiro lugar, a forma como a Virgem pede aos seus filhos que coloquem esta ideia em mente: Deus. Não tenham medo dos homens. É Deus quem é a Vida, a Luz. Não tenham medo de ninguém que não seja Ele: Ele é a salvação. E, portanto, não se esqueçam Dele. E a segunda: não é isso, meu filho Joseph? Isso ocorreu na mesma manhã em que fui proibido de continuar indo a Soufanieh. Uma autoridade religiosa superior havia me notificado pessoalmente. Correram boatos de que o governo tinha me usado para “aproveitar a onda de Soufanieh” , ou seja, para distrair as pessoas dos problemas do país! Era preciso muita imaginação para isso! Eu aceitei esta ordem com o coração ao mesmo tempo em paz e ferido. E avisei à Myrna, a Nicolas e ao meu colega padre Joseph Malouli que não voltaria mais à Soufanieh. Então, naquela noite, quando Nossa Senhora disse ao Padre Malouli: Não é isso, meu filho Joseph? O padre Malouli se sentiu responsável de uma forma que o vinculou para sempre a Soufanieh.

Eu considero que esta mensagem dirigida ao Padre Malouli foi um ponto de guinada em todo o fenômeno. Porque o Padre Malouli é um padre que vive em Damasco desde 1940. Sem qualquer suspeita. Um homem de uma integridade e justiça como eu, francamente, nunca vi antes. E um homem idoso. Ele não poderia ser acusado de ter uma tal afeição especial por Myrna, como me foi sugerido. Além disso, por temperamento e formação, o padre Malouli sempre foi alérgico ao maravilhoso. Ele é conhecido por ter combatido ferozmente as muitas manifestações “fantásticas” que ocorreram em Damasco desde 1940.

Por outro lado, embora o conhecesse antes, percebi depois que, do ponto de vista da formação teológica, o Padre Malouli estava cem côvados à minha frente. Realmente. Finalmente, ele tem um dom de que eu estou privado. Por causa da minha memória muito poderosa, eu não escrevi nada, memorizei tudo ou pensei ter feito. Mas não percebi que se tivesse me contentado em memorizar tudo assim, depois de um tempo eu teria perdido muita coisa sobre Soufanieh. O Padre Malouli, desde o primeiro minuto, teve o cuidado de anotar tudo. Tudo. Até os segundos. Tanto que conseguiu montar um dossiê do qual nos disse um professor de psicanálise, que trabalha na Bélgica, na Alemanha e nos Estados Unidos: “Eu apresentei o dossiê elaborado pelo padre Malouli como sendo o melhor dossiê científico que eu já tive em mãos”.  Graças às anotações que ele fazia dia a dia, minuto a minuto, segundo a segundo, algo em que eu nunca teria pensado. Ou talvez eu tivesse pensado nisso depois de alguns meses, mas teria perdido muitas coisas.

Portanto, a minha partida foi benéfica para Soufanieh, porque permitiu a presença do Padre Malouli, que é um sacerdote verdadeiramente excepcional. E a Virgem, aqui, lhe perguntando através da mensagem: Não é isso, meu filho Joseph? lhe permitiu compreender algo que não entendíamos naquela altura e que depois nos explicou, revelando-nos a oração que fizera no coração, pouco antes desta mensagem de Maria.

Portanto, foi a mensagem de 21 de fevereiro de 1983 que realmente prendeu o padre Malouli a Soufanieh. E sua presença em Soufanieh foi decisiva. Vou dar um exemplo. Em 1984, estive em Boston, nos Estados Unidos, com um amigo de Damasco, Antoine Horanieh, doutor em farmacologia. Passei dois dias com ele. E na primeira noite ele convidou um grupo de amigos de Damasco. Jovens emigrantes, infelizmente, que se estabeleceram nos Estados Unidos. Eles passaram a noite toda, até as duas da manhã, me ouvindo falar sobre Soufanieh. Eles estavam lá para ouvir como crianças. Em um ponto durante a palestra, um deles, que eu não conheci em Damasco mas que fora aluno do Padre Malouli, me perguntou: “Padre, existem outros Padres além de você?” Eu compreendi. Diante de tais fatos, por mais que confiemos em quem os conta, às vezes podemos nos perguntar: “Mas ele não está exagerando? Ele não está derrapando? O que ele está nos dizendo?”  Então eu entendi e lhe disse: “Sim, o Padre Malouli”. Ele então teve uma reação espontânea muito clara: “Bem, se é o Padre Malouli, acabou!” Ou seja, não há mais dúvidas.

Suportem e perdoem. Novamente o perdão. Vocês suportam muito menos do que suportou o Pai. A palavra Pai, em árabe, “El Ab”, é Deus Pai. Na época, não entendíamos. Só mais tarde, por meio de outras mensagens, entendemos que a Virgem dizia, como em outras aparições, La Salette, Medjugorje: “O braço do Pai começa a pesar muito e eu tenho dificuldades em retê-lo”. Isso foi dito. Ora, em uma das mensagens, em 18 de agosto de 1989, a Santíssima Virgem disse à Myrna: Diz a todos que aumentem suas orações porque eles precisam da oração para apelar ao Pai.

E Ela nos fez entender, em 21 de fevereiro de 1983, que o Pai está suportando muito. E tudo o que toleramos não é nada comparado com o que Ele suporta por nossa causa. Isso nos traz diretamente de volta à mensagem de La Salette, à mensagem de Lourdes, à mensagem de Medjugorje e em todos os lugares: o Senhor que nos convida à oração. E, no dia 26 de novembro de 1985, sem explicar o que foi dito pela Virgem, ou o que foi dito em filigranas mas que Ela explicou depois, Jesus disse à Myrna: Vai à terra onde a corrupção se espalhou e esteja na paz de Deus. A generalização da corrupção sugere, portanto, que o bom Deus não está feliz. ” (Lembra-vos de Deus, livro disponível para download abaixo).

As mensagens de Soufanieh

Mensagem da Santa Virgem Maria (Soufanieh, segunda-feira, 21 de fevereiro
de 1983). Nela a Virgem nos ensina uma oração:

Nota: No domingo, 9 de janeiro de 1983, o ícone de Nossa Senhora foi
solenemente transferido para a Igreja Ortodoxa Grega da Santa Cruz. No dia anterior,
sábado, 8 de janeiro de 1983, Nossa Senhora apareceu à Myrna. Nossa Senhora chorou.
Ela disse à Myrna: « Não importa ». Myrna também chorou e gritou: “Nossa Senhora
está chorando!”. Finalmente, a Virgem se retirou. E antes de desaparecer, ela sorriu
docemente.
Na igreja, o óleo parou de escorrer do ícone. Este foi trazido para casa na tarde
de segunda-feira, 21 de fevereiro de 1983, com a maior discrição. Nessa mesma noite,
a Virgem Maria apareceu à Myrna e lhe confiou a seguinte mensagem:


“Meus filhos, isto é entre nós:
Eu estou de volta.
Não insultem os altivos que são desprovidos
de humildade.
A pessoa humilde anseia pelas observações
dos outros para corrigir as suas falhas.
Enquanto o orgulhoso corrompido, subestima,
se revolta, torna-se hostil.
O perdão é a melhor coisa.
Aquele que finge ser puro e caridoso
diante dos homens, é impuro diante de
Deus.
Tenho um pedido para vocês, umas palavras
que gravarão no seu espírito e
repetirão sem cessar:
Deus me salva,
Jesus me ilumina, o Espírito Santo
é a minha vida, por isso nada
temo”.

Não é assim, meu filho Joseph?
Tolerem e perdoem, vocês têm muito menos
a suportar do que suportou Deus Pai”.

Fonte: Soufanieh na Síria e no Mundo, Padre Elias Zahlaoui (link abaixo para donwload)

A Virgem de Soufanieh pela unidade dos cristãos do Oriente e do Ocidente

Enquanto o sangue flui na Síria há quase sete anos*, o óleo da Virgem Maria de Sufanieh continua a fluir em Damasco, a capital síria, há mais de 35 anos.

Nadine Zelhof

Atualmente são 10 anos de guerra. O texto foi publicado em Aleteia, em 27.04.2018

Esta é uma história relativamente pouco conhecida no Ocidente. Em novembro de 1982, em um bairro modesto ao norte de Damasco perto de “O Portão de Tomé”, um óleo perfumado fluiu de um pequeno ícone da Virgem Maria carregando o menino Jesus, uma reprodução da Virgem de Kazan. Este óleo apareceu pela primeira vez nas mãos da jovem recém-casada, Myrna Nazzour, em 22 de novembro do mesmo ano. “Não tenha medo da minha filha, estou com você. Abra as portas e não prive ninguém da minha visão! Foi nestes termos que a Virgem Maria apareceu pela primeira vez à Myrna. Com lágrimas nos olhos e emocionada, a jovem testemunhou: “Surpresa, medo, alegria ou emoção, não posso descrever meus sentimentos porque estava tão confusa, mas a pergunta que sempre esteve na minha cabeça: por que eu?”.

Soufanieh é este óleo puro que escorre da imagem da Virgem, mas também das mãos, olhos e testa de Myrna. A jovem também teve estigmas nas mãos, pés e testa durante todas as Semanas Santas em que o feriado de Páscoa das duas comunidades cristãs, ortodoxas e católicas, foi unificado. Esse foi o caso cinco vezes: 1984, 1987, 1990, 2001 e 2004.

Soufanieh também são aquelas mensagens entregues por Jesus Cristo e a Virgem Maria pela primeira vez em árabe. Mensagens do mesmo espírito que o Evangelho e a Santa Igreja, às quais Myrna confessou não entender nada na época, mas que se tornaram claras mais tarde, à luz dos trágicos acontecimentos.

Desde dezembro de 1982, essas mensagens têm sido um lembrete da necessidade de unidade da igreja. Em sua última mensagem, a Virgem Maria disse a Myrna Nazzour: “Não tenha medo  minha filha, se eu lhe disser que esta é a última vez que você me vê, até que a festa da Páscoa seja unificada. (…) Quanto ao óleo, continuará se manifestando em suas mãos para a glorificação do meu filho Jesus”.

Em 2004, ela então teve uma aparição de Jesus Cristo lhe dizendo: “ Este é o meu último mandamento. Voltem para suas casas, mas levem o Oriente em seus corações. Daqui jorrou novamente uma luz da qual vocês são os reflexos para um mundo seduzido pelo materialismo, pela sensualidade e pela fama ao ponto de quase ter perdido seus valores. Quanto a vocês, preservem a sua autenticidade oriental. Não permitam que os afastem de sua vontade, de sua liberdade e de sua fé neste Oriente.”

Em 2014, dez anos depois, quando os cristãos orientais se viram em profundo desespero em uma Síria completamente devastada, outro milagre ocorreu. Jesus envia uma mensagem: “As feridas que sangraram nesta terra são as mesmas que estão em meu corpo. Porque o autor e a causa são os mesmos”. Em 2017, no ano passado, as três Páscoas coincidiram: a Páscoa dos católicos, a Páscoa dos ortodoxos e a dos judeus. No Sábado Santo, o ícone então exalou óleo após dezesseis anos de interrupção!

Testemunhos: passado e presente

Não se pode falar de Soufanieh sem mencionar o Padre Elias Zahlaoui, fundador do Coral Alegroa, o coro da Igreja de Nossa Senhora de Damasco, e a primeira testemunha dos milagres de Soufanieh. Ele acompanha Myrna em todos os lugares em suas viagens, suas intervenções e suas viagens, das quais ele é o principal organizador.

“Escrevi meu primeiro livro sobre Soufanieh em 1990 para comunicar aos outros o que eu via, ouvia e vivia. Então eu reimprimi e atualizei em outubro de 2008, e a última edição foi no final de 2013. É meu dever divulgar seus fatos, suas mensagens, sua espiritualidade, seu movimento de oração e seus apelos. Eu vi várias vezes o óleo derramado das mãos de Myrna, incluindo o momento em que ungiu sua mãe e cunhada, que sofriam e estavam acamadas, com este estranho óleo, e eis que ela  restabeleceram a saúde. E tantas outras vezes quando estou acompanhado por simples civis, cardeais ou padres, como o padre Pierre Boz da Arquidiocese de Paris, e os milagres acontecem”.

Desde novembro de 1982, o Padre Zahlaoui tornou-se uma testemunha fiel do cotidiano de Soufanieh. Esta modesta casa se transformou durante a noite em um lugar de paz, de conforto, na “Casa da Virgem”. Inicialmente, as orações eram feitas dia e noite espontaneamente, levadas pelo improviso das pessoas. Então o Padre Zahlaoui os levou a recorrer às orações litúrgicas bizantinas, bem como às orações e canções maronitas e latinas.

Em 1992, durante a celebração da missa em Soufanieh pelo Núncio Apostólico, o óleo fluiu das mãos de Myrna durante a comunhão. No final da missa, quando o Núncio anunciou seu desejo de ver um centro ecumênico de Nossa Senhora de Soufanieh construído em Roma, o óleo novamente cobriu as mãos de Myrna. Em outubro de 1999, quando o centro foi inaugurado, o óleo foi mais uma vez derramado de suas mãos.

Uma voz com múltiplas expressões

“Já são 25 anos, mas a voz do Senhor e de Sua Santa Mãe nunca deixam de murmurar em nós e nos fortalecer. Uma única voz com múltiplos sotaques. Uma única voz com múltiplas expressões. Soufanieh é Soufanieh para hoje e para amanhã e realiza aquilo que se ouviu lá, a Unidade da Igreja”, disse o patriarca grego católico melquita Monsenhor Joseph Absi, na época vigário patriarcal, durante sua homilia na missa de celebração do 25º aniversário de Soufanieh.

“O evento de Sufanieh está no Oriente como um poderoso farol para corrigir o curso de uma humanidade que se tornou tão arrogante por causa de seu progresso científico que parece ter perdido sua orientação certa”, disse Zakka Iwaz, o Patriarca Ortodoxo Sírio de Antioquia. É neste país árabe que Jesus e a Virgem Maria escolheram pela primeira vez nos enviar mensagens universais, espirituais, cristãs e humanas em árabe, para que os cristãos aprofundem sua fé neste Oriente Árabe e Muçulmano”.

O coração de Soufanieh sem fronteiras

Graças a Soufanieh, petições foram lançadas em todo o mundo pela unidade dos cristãos e da festa da  Páscoa. Estações de televisão estrangeiras se deslocaram e continuam a afluir, mesmo nestes tempos difíceis de guerra. Desde que Roma reconheceu esse fenômeno e inaugurou o centro “Nossa Senhora de Soufanieh” no Vaticano em 1999, equipes da Rússia, Grécia, Alemanha, Bélgica, Canadá e países escandinavos estiveram presentes. Na França, o professor de teologia Patrick Sbalchiero esteve muito interessado e organizou muitas viagens para lá que ele considera como peregrinações.

“Em particular, a festa da Páscoa de 2004 se colocou sob o signo da unidade cristã. Assim que cheguei, notei uma imensa fadiga no rosto de Myrna, enquanto estava feliz em ver as multidões se aglomerando para orar e testemunhar os eventos que viriam. Havia também uma equipe médica de Oslo que tinha ido realizar extensos exames em Myrna. Exame de sangue, testes cardíacos, testes de pele, um doppler de ressonância magnética para entender a formação de feridas passionais. Assim como outros praticantes de Los Angeles, França ou Líbano”, testemunha ele.

Soufanieh é hoje um evento que tem um significado muito especial neste Oriente de maioria muçulmana e nesta Síria à fogo e sangue desde março de 2011. Como Myrna continua repetindo: “O Senhor entrou na minha vida, não tenho medo, estou confiante. Ele me pediu para rezar para que Sua vontade possa ser cumprida porque uma nova luz virá do Oriente e devemos ser testemunhas dessa luz.”

Fotos : Nadine Zelhof

Fonte: La Vierge de Soufanieh pour l’unité des chrétiens d’Orient et d’Occident (aleteia.org)

A DIMENSÃO CÓSMICA DO CRISTO E DE SUA MÃE A VIRGEM MARIA

“A questão é que, de certa forma, muitos humanos podem se identificar com Maria mais do que com Jesus, precisamente porque ela não foi Deus, mas o arquétipo do nosso sim a Deus! Nenhuma ação heroica é atribuída a ela, apenas a confiança. Puro ser e não fazer. Do seu primeiro sim ao anjo Gabriel (Lucas 1:38), ao próprio nascimento (2: 7), ao seu último sim ao pé da cruz (João 19:25), e sua presença plena no fogo, no vento de Pentecostes (veja Atos 1:14, onde ela é a única mulher nomeada na primeira manifestação do Espírito), Maria aparece na hora dos momentos-chave das narrativas do Evangelho. Ela é Todas as Mulheres e Todos os Homens, e é por isso que eu a chamo de o símbolo feminino da encarnação universal.

Maria é o Grande Sim que a humanidade precisa para sempre para que Cristo nasça no mundo.”

Richard Rohr, OFM. The Universal Christ.

ORAÇÃO ENSINADA PELA VIRGEM MARIA EM SOUFANIEH

ORAÇÃO ENSINADA PELA VIRGEM MARIA EM SOUFANIEH

Em 21 de fevereiro de 1983, pela primeira vez a Mãe de Deus nos ensina a seguinte oração em Soufanieh:

Tenho um pedido para vocês, umas palavras
que gravarão no seu espírito e
repetirão sem cessar
:

Deus me salva,
Jesus me ilumina, o Espírito Santo
é a minha vida, por isso nada
temo”