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DOCUMENTÁRIO, COM DR. PHILLIPE LORON, SOBRE SOUFANIEH

Documentário da TV francesa, com o famoso neurologista francês Dr. Phillippe Loron, sobre os fenômenos de Nossa Senhora de Soufanieh, na Síria. O documentário tem legendas em português no Youtube.

DIANTE DA GUERRA

As mensagens e fenômenos de Soufanieh começaram décadas antes da Guerra da Síria, país que foi totalmente destruído. Elas mantêm, cada vez mais, a atualidade diante do mundo em guerra e sob ameaça em que vivemos. Elas mantêm o tom de aviso, mas também de fé de que não estamos sós. Suas mensagens encerram um apelo para rompermos o peso e as energias espirituais maléficas que pairam sobre o mundo e sobre as nações, peso que nasce da mentira e do egoísmo, da insanidade de líderes ( e de seus seguidores) com poderes de destruição inimaginável de seus próprios povos e dos demais. Essa atualidade provavelmente, tantas décadas depois dos fenômenos de Soufanieh, se encerra na própria noção de tempo. O nosso, um tempo linear, cronológico, que aparentemente tem décadas e, por isso, tende a obscurecer a intervenção e mensagem de Deus. O tempo de Deus, Kairós, um tempo espiritual em que segundos são como anos. Daí que lermos o transmitido há décadas têm importância especial nos tempos de hoje. Sua dimensão profética permanece pois diz respeito a esse tempo espiritual.

Abaixo reproduzimos parte da mensagem dada em 1983, na Síria, à Myrna Nazzour, no Bairro de Soufanieh, em Damasco, muitos anos antes da Guerra da Síria, seguida do comentário do Padre Elias Zahlaoui:

“Unam-se!
Eu lhes digo: “Rezem. Rezem. Rezem!” Como são belos meus
filhos quando se ajoelham, a implorar. Não tenham medo:
eu estou com vocês. Não se dividam como os grandes. Vocês,
vocês mesmos, ensinarão às gerações a palavra da Unidade,
do Amor e da Fé. Rezem pelos habitantes da terra e do céu.”
(Quinta aparição, quarta mensagem, Quinta-feira, 24 de março de 1983).

“Como são belos meus filhos quando se ajoelham, a implorar. […] E que esta frase os convida de vez em quando, a agradar à Maria, a se ajoelhar. E, uma vez que você está de joelhos diante de Deus, muitas coisas desaparecem. Porque, no final, ficamos de joelhos diante de muitos homens. Estamos de joelhos diante de tudo, exceto de Deus. É hora de se ajoelhar diante de Deus e se levantar diante de tudo, contra tudo mesmo, se necessário, mas com Deus. É o único que nos liberta.


E é por isso que Ela diz: Não tenham medo, Eu estou com vocês. Não tenham medo! No entanto, há um motivo. Há um motivo, acreditem-me! O fenômeno Soufanieh surgiu em um momento em que, na própria Síria, a situação deixava a desejar. As emoções de natureza confessional, sobre os quais não sabíamos muito na Síria, e que, de certo modo, desapareceram durante algum tempo, começaram a ressurgir de 1958 a 1960. E desde então só cresceram lentamente. A chegada de Khomeini ao Irã teve muito a ver com esse tipo de aumento do fundamentalismo. E, com a guerra no Líbano chegou ao auge. Mais recentemente, o que foi chamado de
crise e guerra do Golfo realmente não ajudou a diminuir essa
efervescência confessional. E quando há fundamentalismo
de um lado, frequentemente há fundamentalismo do outro.
Em última análise, é o jogo do pêndulo e tal jogo não é feito para trazer paz, amizade ou verdadeira assistência mútua
entre os homens. Pelo contrário, corre o risco de dividir as
pessoas e, mais do que isso, corre o risco de fazer com que
aqueles que estavam muito próximos se afastem lentamente
uns dos outros. E isso nós o vemos, infelizmente.

Agora, Nossa Senhora nos diz: Não tenham medo, eu estou com vocês.
Quando você pensa que, às vezes, algumas pessoas,
por fazerem amizade com alguém em posições elevadas, adquirem um sentimento de segurança, de poder, ao passo que
essa pessoa de quem elas derivam tal sentimento de segurança pode, um belo dia, estar completamente no chão, por
que não pensar que do Senhor e que somente Dele você pode
tirar a verdadeira paz? Só com Ele temos a paz, a verdadeira paz, apesar de todos os condicionamentos que podem se E é por isso que Ela diz: Não tenham medo, Eu estou com vocês. Não tenham medo! No entanto, há um motivo.
Há um motivo, acreditem-me! O fenômeno Soufanieh surgiu em um momento em que, na própria Síria, a situação deixava a desejar. As emoções de natureza confessional, sobre os quais não sabíamos muito na Síria, e que, de certo modo, desapareceram durante algum tempo, começaram a ressurgir de 1958 a 1960. E desde então só cresceram lentamente. A chegada de Khomeini ao Irã teve muito a ver com esse tipo de aumento do fundamentalismo. E, com a guerra no Líbano
chegou ao auge. Mais recentemente, o que foi chamado de crise e guerra do Golfo realmente não ajudou a diminuir essa efervescência confessional. E quando há fundamentalismo de um lado, frequentemente há fundamentalismo do outro.
Em última análise, é o jogo do pêndulo e tal jogo não é feito para trazer paz, amizade ou verdadeira assistência mútua entre os homens. Pelo contrário, corre o risco de dividir as pessoas e, mais do que isso, corre o risco de fazer com que
aqueles que estavam muito próximos se afastem lentamente uns dos outros.

E isso nós o vemos, infelizmente. Agora, Nossa Senhora nos diz: Não tenham medo, eu estou com vocês.
Quando você pensa que, às vezes, algumas pessoas, por fazerem amizade com alguém em posições elevadas, adquirem um sentimento de segurança, de poder, ao passo que essa pessoa de quem elas derivam tal sentimento de segurança pode, um belo dia, estar completamente no chão, por que não pensar que do Senhor e que somente Dele você pode tirar a verdadeira paz? Só com Ele temos a paz, a verdadeira paz, apesar de todos os condicionamentos que podem ser.”

A união dos cristãos: o centro da mensagem de Soufanieh – Segunda parte.


E é por isso que a Virgem disse, na mensagem de 26 de novembro de 1989: Jesus disse a Pedro: Vós sois a pedra e sobre ela edificarei a minha Igreja. E eu digo agora: Vocês são o coração sobre o qual Jesus construirá a sua UNICIDADE. Nossa Senhora quer nos levar além do que é uma instituição externa. Sem negar a instituição. Porém, reivindicando uma única instituição, que expressa a unidade de corações, esta unidade que deve ser a verdadeira Igreja que Jesus quer e que quer presente no meio do mundo, para que, através desta unidade, as pessoas vejam Jesus, venham a Jesus
, acreditem em Jesus. Vejam como as coisas se encadeiam.


Jesus a construiu. Esta frase é tão simples, mas ao mesmo tempo tão grande! A Igreja é o reino dos céus na terra. Aquele que a dividiu pecou. E aquele que se regozijou com a sua divisão também pecou.


Isso me lembra de um caso que aconteceu comigo aqui em Paris. Um dia, há quatro anos, o padre Jean Maksud, atual diretor da “Oeuvre d’Orient”, me convidou para conhecer a equipe do “Peuple du Monde”, da qual ele era o diretor, para falar um pouco sobre Soufanieh. Eram, creio eu, treze ou quatorze pessoas. Certamente havia padres entre eles, mas, por suas vestimentas laicas, não os reconheci. E também havia
uma ou duas senhoras e uma jovem. Durante três quartos de hora, eu lhes falei um pouco sobre o fenômeno, após uma breve introdução durante a qual lhes disse: “Peço-lhes que ponham de lado todos os seus critérios cartesianos e procurem
me ouvir como testemunha de algo que vi e que ouvi, como
vejo vocês agora. A seguir vocês estarão livres para acreditar ou para recusar”. Então, eu expliquei um pouco o fenômeno a eles e citei algumas mensagens. Entre outras, esta: A Igreja é o reino dos céus na terra. Quem a dividiu pecou […]. Depois que terminei, um dos padres disse: “Esta mensagem é contrária à teologia do Vaticano II, porque a Igreja não pode ser o reino dos céus na terra. Ela será, no céu, o
reino completo de Deus. Mas sobre a terra, ela não pode ser”.


Houve também outras oposições, outras objeções. Entre outras coisas, alguém objetou que a frase de Jesus à Myrna: Eu quero […] que tu te dediques à oração e te despreze,
pois aquele que se despreza aumenta em força e em elevação da parte de Deus,
era inaceitável, porque Deus não pode pedir que nos desprezemos. Eu respondi: “Mas toda a espiritualidade da Igreja, especialmente a espiritualidade oriental e a espiritualidade dos Padres, nos chamam a um apagamento total nosso diante da grandeza de Deus”. E para quem achava que a mensagem citada era contrária à teologia do Vaticano II, eu lhe disse: “Escute, padre, eu não sou teólogo e não estou aqui para discutir. Mas um dia eu vou lhe dar uma resposta”. E no mesmo dia em que voltei a Damasco, encontrei o Padre Malouli. Eu lhe fiz um relato de minha viagem e, entre outras coisas, citei essa objeção. Ele respondeu: “Mas, encontramos esta frase tal e qual em Santo Agostinho e São Basílio!” Eu lhe pedi: “Dê-me a referência”. Ele me disse: “Você a encontrará no livro do Padre de Lubac, Catolicismo. Não sei mais em qual página. Procure-a!” Ora, eu tinha o livro do padre de Lubac. Naquela mesma noite, folheei página por página e cai efetivamente sobre as passagens de Santo Agostinho e São Basílio onde se diz assim: A Igreja é o reino dos céus sobre a terra. Assim mesmo. Então, fotocopiei a página. Escrevi uma carta ao Padre Maksud dizendo-lhe: “Por favor, dê o texto a quem se opôs a esta frase”. Vejam, são frases que chegam até nós com tanta simplicidade e que foram ditas por Padres tão grandes como Santo Agostinho e São Basílio. E se vem agora nos dizer que não é possível! Mas foi a Virgem quem disse isso …


Apesar de todas as suas misérias, e só Deus sabe se nela tem havido, nós conhecemos alguma coisa da Igreja, mas o Senhor, certamente, a conhece mais. A Igreja portanto, a despeito de todas as suas misérias, que são muito dolorosas, Jesus quis que ela fosse Sua presença na terra. E a presença de Deus na terra é o reino dos céus na terra. E, por
meio dessa presença, a Igreja, por mais deficiente que seja, realiza a santificação dos homens. Santificação que vemos em grau extraordinário nesta ou naquela figura de santo.

Portanto, a Igreja é o reino dos céus na terra. Quem a dividiu pecou […]. Quem a dividiu. Muitos são os que a dividiram. E, até hoje, nós todos continuamos a dividi-la.


Algum tempo atrás, um padre francês veio me ver, um padre ortodoxo, convertido à ortodoxia. Passamos duas horas e meia conversando sobre Soufanieh. Foi a primeira vez que o vi. Enquanto lia para ele as mensagens, às vezes, eu via seus lábios se moverem. A certa altura, parei e lhe disse: “Você está orando, Padre?” Ele respondeu: “Sim. Porque essas mensagens significam algo para mim. Essa é a minha vida.
E agradeço ao Senhor por nos ter lembrado com palavras tão simples de tão grandes verdades”. E, antes de sair, ele me disse: “Agradeço-te sobretudo, porque através destas mensagens, percebi que também pequei por não orar o suficiente …” então, corrigiu: “… por não orar sobretudo pela unidade da Igreja. De agora em diante, vou orar pela unidade da Igreja”.


Todos nós somos responsáveis por dividir a Igreja. Portanto, quem a dividiu pecou. Não apenas no passado. Quem continua a dividi-la agora. E quem se regozijou com
sua divisão pecou. Portanto, imagino que a Virgem, que conhece tão bem os corações dos homens, alcança com esta palavra todos aqueles que encontram na divisão da Igreja, na destruição da Igreja, no aniquilamento da Igreja, sua alegria ou seu lucro. E acredito que Ela alcança aqui uma ampla gama de pessoas, no presente, no passado e no futuro.

Sempre haverá pessoas que se alegrarão, talvez até acreditando que estão agindo bem, com a divisão da Igreja e que talvez trabalhem para aprofundar essa divisão na Igreja.
Nossa Senhora aqui lembra a todos que eles são responsáveis. Por fim, Ela nos diz: Vocês são responsáveis pela presença de Deus em seu meio. A Igreja é a presença do Senhor entre vocês. Vocês são responsáveis pela vida de Deus. Imagine a que
distância a Virgem nos leva! Eu, como padre que sou, qualquer homem por mais miserável que seja, sou responsável pela vida de Deus sobre a terra! Ela, a Virgem nos faz crescer muito.

E, no entanto, sabemos como somos pequenos e miseráveis. Mas aí eu descubro o quanto o Senhor quer que sejamos grandes, apesar de nossa obstinação em querer permanecer pequenos. Ele nos quer grandes além de toda magnitude. Finalmente, Ele nos fez Seus filhos. Exatamente o que já dizia São João, no prólogo do seu Evangelho. Deus faz dos homens seus filhos. Isso me lembra as palavras do santo russo, Serafim de Sarov, a seu amigo Motovilov que teve a visão de Serafim em estado de irradiação luminosa. São Serafim começou por lhe perguntar qual é o propósito da vida do homem. Motovilov não conseguiu responder. Por fim, São Serafim disse–lhe: “O verdadeiro objetivo da vida cristã é tornar-se receptáculo do Espírito Santo”. Portanto, finalmente, tornar-se filho de Deus, Templo vivo do Espírito, como dizia São Paulo (cf.
Rm 8,16; 1 Cor 3,16). Quer queiramos ou não, quer estejamos na lama ou tentando nos tornar santos, através de Deus nós somos grandes, e muito grandes, maiores do que pensamos. E se Soufanieh tem algo a nos dizer é nos relembrar de nossa
grandeza essencial. Nos recordar de nossa grandeza essencial.

Então, a Virgem nos diz algo que pode nos deixar confundidos: Unam-se! Mas, Virgem Maria, se eu sou incapaz de me unir comigo mesmo, como você quer que eu me una com os outros? Na mesma casa, nós vemos quantas divisões existem entre marido, mulher e filhos. Na sociedade, é o colapso geral, mesmo no Oriente Médio. Como podemos ficar juntos? Como, Virgem Maria, podemos estar juntos, senão nos refugiando no Senhor? E sabemos que quando o Senhor dá uma ordem, Ele dá os meios para cumprir essa ordem. É a oração de Santo Agostinho ao Senhor: “Dê o que você manda!” É extraordinário como uma frase: “Senhor, dê o que tu ordenas!” O Senhor não nos manda fazer o impossível. É impossível para nós, mas ao nos dar a ordem, o Senhor nos dá a graça de cumprir essa ordem. É esplêndido. Mais uma vez, Ele nos torna maiores.

E na concretude da divisão das Igrejas, na concretude da dilaceração das Igrejas, este convite da Virgem que nos diz: Unam-se! , é também uma missão de grandeza, tanto
para nós como para os outros, como é este esforço de unificar a Igreja. Mesmo se momento não se veja lá grandes coisas.”

Excerto de Padre Elias Zahlaoui. LEMBRAI-VOS DE DEUS: MENSAGENS DE JESUS E MARIA EM SOUFANIEH.

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A união dos cristãos: o centro da mensagem de Soufanieh – Primeira parte.

Quão urgente e atual se faz a mensagem de Soufanieh, dada nos anos 80 à Myrna Nazzour. Abaixo o testemunho e exegese do Padre Elias Zahlaoui acerca da mensagem de 24 de março de 1983 (uma das últimas mensagens da Virgem). Quando fala em igreja, aqui, a Virgem não se refere aos ortodoxos, católicos, protestantes, espíritas, religiões de matriz africana, ou outra divisão. Ela se refere aos CRISTÃOS, melhor ainda, àqueles que creem no Cristo, frequentem ou não, façam parte ou não de qualquer ramo religioso. Em uma hora onde a divisão entre estes se aprofunda em várias partes do mundo, e do Brasil em particular, como são importantes e urgentes as palavras de Maria ditas naquele longínquo ano de 1983. A guerra sequer era uma ameaça para a Síria e a divisão e intolerância entre cristãos, assim como a utilização política disto, que surgiria no Brasil era algo distante e, talvez, impensável. Como isso é importante para cada um de nós, em particular, meditarmos e tentarmos incorporar e divulgar. A igreja é UNA porque Jesus é UM. A igreja dividida é a destruição da visão cristã do mundo e a barbarização completa da humanidade. Passarão a predominar, então, o desamor, o egoísmo, o olho por olho, dente por dente, a crueldade contra tudo e contra todos. Enfim, como disse há 200 anos atrás Dostoievski: “Se Deus morreu, tudo é permitido! Tudo!”

Meus filhos, a minha missão terminou. Naquela noite,
o Anjo me disse: “Bem-aventurada és tu entre as mulheres”.
E eu só pude lhe dizer “Eis a serva do Senhor”. Eu estou feliz. Eu mesma não mereço lhes dizer: “Os seus pecados estão perdoados.” Mas o meu Deus o disse. Fundem uma igreja. Eu não disse: “Construam uma igreja”. A Igreja que Jesus adotou é uma Igreja Una, porque Jesus é Um. A Igreja é o reino
dos céus na terra. Aquele que a dividiu pecou. E aquele que se regozijou com a sua divisão também pecou. Jesus a construiu, ela era pequena, E quando ela cresceu, ficou dividida. Aquele que a dividiu não tem Amor dentro de si. Unam-se! Eu lhes digo: “Rezem. Rezem. Rezem!” Como são belos meus filhos quando se ajoelham, a implorar. Não tenham medo: eu estou com vocês. Não se dividam como os grandes. Vocês, vocês mesmos, ensinarão às gerações a palavra da Unidade, do Amor e da Fé. Rezem pelos habitantes da terra e do céu
. (Quinta aparição da Virgem, quarta mensagem. Quinta-feira, 24 de março de 1983).


“Foi a quinta aparição e a quarta mensagem das aparições. Vejam como a Virgem se coloca aqui como uma serva. Sempre o mesmo: meus filhos. Nós temos muito a tendência de esquecer que somos verdadeiramente filhos de Deus e da Virgem. Meus filhos, minha missão acabou. A Virgem está aqui para cumprir uma missão e depois ir embora. Ela permanece a criatura na dependência do Criador. Apesar de toda a grandeza que o Senhor lhe deu, ela conhece seus limites. Mas é extraordinário pensar nisso.


Isso nos assustou um pouco. Dissemos a nós mesmos que o fenômeno Soufanieh poderia ter acabado. Minha missão acabou. Então, talvez fosse como em Lourdes, onde Ela apareceu para Bernadette e depois desapareceu. Então agora… E para nós foi uma verdadeira tristeza, embora tenhamos ficado muito felizes em ouvir tal mensagem. Mas ficamos profundamente tristes ao pensar que este clima, esta nova vida vivida com Deus e com Maria, através de Maria, poderia, talvez, acabar. Mal podíamos acreditar que isso poderia cessar. Apesar do Padre Malouli ter dito que vivíamos num estado
de sonho, que não era realidade mas sim um sonho que nós vivíamos, de fato, tínhamos muita dificuldade em pensar que esse sonho pudesse acabar. Mas a Virgem nos lembrou que ela estava em missão e que a missão estava para terminar.
Claro, o que termina aos olhos de Deus não termina aos nossos próprios olhos da mesma maneira. Maria cumpriu uma missão, ela cumprirá outras. E isso acabaria em seguida.


Naquela noite, o Anjo me disse: “Bem-aventurada és tu entre as mulheres.” Em alguns textos dos Evangelhos em árabe, esta frase é colocada na boca do anjo. Em outras traduções, foi retirada da boca do Anjo e mantida apenas na boca de Isabel. É por isso que, quando ouvi este texto, corri para a igreja
naquela mesma noite para ver, no livro do Evangelho que usamos na missa, se essa frase existia ali na boca do anjo … ou não. Eu tinha dito a mim mesmo que, se realmente nos Evangelhos em uso agora, não encontramos esta frase, alguns aproveitariam sua ausência para dizer: “Veja que isto não é verdade.
Não foi o Anjo que disse isso à Santíssima Virgem. Portanto, não é a Santíssima Virgem que está falando”. Vejam como foi necessário navegar por várias águas, para procurar evitar todas as especulações possíveis, todas as acusações possíveis.
E eu só pude lhe dizer “Eis a serva do Senhor”. Mas que humildade tem a Virgem! Quanta humildade! Que simplicidade! Ela poderia ter dito mais alguma coisa? Eu só pude … Você vê a construção da frase: só. Ela se sentia tão plena que Sua língua estava presa. Ela não podia mais dizer nada, exceto: Eis a serva do Senhor.


Não gostaria de fazer um longo comentário sobre isso, mas gostaria de me alongar sobre um ponto em particular: como a Igreja atualmente tem interesse de se fazer serva, em deixar de ser poder, em imitar Maria! Que deixe de ser poder! Ela não será realmente uma Igreja, onde quer que esteja, senão no dia em que se tornar uma serva. E uma serva, começando pelos mais pequenos, os mais necessitados, os mais
pobres. Enquanto a Igreja quiser flertar com o poder, ela não pode ser uma serva! Haverá servos na Igreja porque ela é o reino. O Senhor quis assim. Mas a instituição como tal corre o risco de se putrefazer, de apodrecer, se a Igreja não for serva.


Então a Virgem nos diz: eu estou feliz. Ficamos felizes em ouvir alguém maior do que nós nos dizer: “Eu estou feliz”. Sempre me lembra aquela palavra atribuída a Napoleão:
“Soldados, estou feliz com vocês!” Ele estava dizendo isso ou não? Ainda assim, fomos ensinados, quando estudávamos a história da França, que Napoleão conseguiu, por meio de pequenas palavras como esta, galvanizar seus milhares de soldados: “Soldados, estou feliz com vocês!” E a Virgem disse: Eu estou feliz. Não é a mandachuva, não é a vizinha, não é uma religiosa. É a Virgem que nos diz: Eu estou feliz. Portanto, foi um reconhecimento do nosso modesto esforço em tentar orar, em responder aquilo que o Senhor esperava de nós.

Na verdade, muitas vezes não sabíamos o que fazer. Agora que nos lembramos de certas iniciativas, de certas palavras, dizemos a nós mesmos: “Mas foi Ele quem nos guiou!” Foi o Senhor que nos ajudou dizer tal e tal coisa, quando nós, com nossa estupidez e talvez com nosso amor-próprio ou com nosso orgulho, poderíamos ter dito ou feito exatamente o contrário. Foi Ele quem nos impediu de nos desviarmos, de escorregarmos ou de nos orgulharmos e, em última instância, talvez até de distorcermos toda a mensagem. Mais uma vez, não temos nada a ver com isso. Eu estou feliz!

E então Ela nos diz uma coisa extraordinária: Eu mesma não mereço lhes dizer: “Os seus pecados estão perdoados.” Mas o meu Deus o disse. De fato, duas coisas incríveis.
Diante de Deus, o homem que tenha um pouco lucidez sempre se reconhece culpado. Podemos nos esconder, fugir, nos justificar, buscar a justificativa humana, no fundo sabemos que somos culpados. Nós sabemos que somos culpados. E
precisamos, diante desse sentimento de culpabilidade, saber que fomos perdoados. E não perdoados por qualquer um. Os homens podem perdoar, eles não conhecem a profundidade de nossa ferida. Eles podem nos dar a ilusão de ter perdoado. Mas, embora iludido, o homem, olhando para o fundo de si mesmo, sempre encontra a ferida do pecado a transbordar. Por isso, ficamos felizes em saber que fomos perdoados, embora não tivéssemos passado pelo sacramento da penitência. Este texto pode parecer uma espécie de fenda aberta no sacramento da penitência. É o Senhor quem perdoa.

Ele quis dentro da Igreja nos perdoar através do canal do sacramento da penitência. Mas se Ele quer também dizer, como no Evangelho, “Teus pecados estão perdoados”,
quem pode impedi-Lo? Então, para nós, foi um consolo e uma alegria saber que fomos perdoados, apesar de todas as nossas misérias, de todas as nossas fraquezas e talvez até de todas as nossas estupidezes, cometidas por causa de Soufanieh ou em relação a Soufanieh. E não é Maria quem nos perdoa, é o seu Deus. E Ela, que é a mãe de Deus, sabe que é sempre criatura, que Deus é sempre Deus e que não há Deus,
senão Deus. É extraordinário ouvir Maria falar tão simplesmente de verdades tão profundas, tão totais e tão radicais.


E então veio uma frase que pessoalmente me abalou bastante: Fundem uma igreja. Eu não disse: “Construam uma igreja”. Ela nos conhece, não é? Ela nos conhece em todas as nossas misérias, em todas as nossas fraquezas e em todas as nossas tentações. Fundem uma igreja. À primeira vista, reagimos, e podemos sempre reagir, a esta frase, dizendo o seguinte: “Mas quem fundou a Igreja é Jesus”. Ele sozinho é o fundador. Quem somos nós para fundar uma Igreja?
E a Igreja, por outro lado, já está fundada. Jesus a fundou há dois mil anos. O que temos agora para fundar uma Igreja? E podemos concluir, como outros já fizeram: “Portanto, não é Maria, não é Jesus que fala, é outro”. E outro é o Diabo. Portanto, deve haver algum deslizamento aqui, alguma clivagem diabólica! Alguns concluíram isso, chegaram a isso.

Mas, olhando mais de perto e dentro da verdade, entendemos o quanto o Senhor vê muito além de nós. Não conseguimos sequer ver a ponta do nosso nariz. Mas Ele vê. E
quando Maria disse: Fundem uma Igreja, Ela não negou a Igreja, pois, dois minutos depois, Ela disse: A Igreja é o reino dos céus na terra. E a Igreja, foi Jesus quem a construiu. Mas a Igreja está dividida. E, porque ela está dividida, porque é
dividida, ela é incapaz de testemunhar como deve ser testemunhado. Portanto, “Eu estou ordenando que vocês refaçam uma Igreja que seja Uma e que seja a Igreja de Jesus. A Igreja de Jesus existe, mas vocês agora estão tão espalhados, tão
dispersos, tão dilacerados, que não constituem uma Igreja”.


E de fato, por mais que finjamos, mesmo aqui no Ocidente, que a Igreja é Una e que é a Igreja de Jesus, bem, sejamos francos e honestos conosco mesmos, antes de o sermos
com o Senhor e com Maria, a Igreja não é o que deveria ser. Somente uma Igreja pode dar testemunho de Jesus. E é por isso que Jesus disse na sua oração depois da Última Ceia: “ Para que todos sejam um, e o mundo creia que Tu me enviaste” (Jo 17, 21). Em quem o mundo deve acreditar? As diferentes igrejas católicas? As diferentes igrejas ortodoxas? As diferentes igrejas protestantes? As milhares de seitas que
falam em nome de Jesus? Em quem é o mundo deve crer? E quando a Virgem disse: Fundem uma igreja. Eu não disse: “Construam uma igreja”. A Igreja que Jesus adotou é uma Igreja Una, porque Jesus é Um. Ela deixou claro que ela não quer uma igreja. Ela havia dito isso antes: “Não, eu não quero uma igreja. Quero um lugar de oração”. Fundem uma Igreja significa unir-se, buscar unir-se para ser Igreja.

E a Virgem esclareceu: A Igreja que Jesus adotou é uma Igreja Una, porque Jesus é Um. Ele poderia ter adotado outra. Pela palavra adotado, até nos perguntamos: “Foi
isto que a Virgem falou?” Ouvimos a fita novamente, porque o padre Malouli, a partir da data de 21 de fevereiro, adquiriu um gravador alimentado por bateria. Ele havia dito a si mesmo: “Se houver outras aparições e outras mensagens, então registraremos tudo”. E, de fato, tudo foi registrado. E ouvimos a gravação novamente. Isso é bom: a Igreja que Jesus adotou é uma Igreja Una. Ele poderia ter adotado outra. É Ele quem é o A e o Z. E a Igreja é Una porque Jesus é Um.

Claro, quando falamos em fundar uma Igreja, trata-se de compreender as palavras. Vislumbrar a fundação de uma Igreja é vislumbrar a revisão de tudo o que atualmente leva o nome de Igreja. Não para questionar as igrejas existentes: elas são o Corpo de Jesus Cristo. Mas, elas não são o que deveriam ser. Elas devem reencontrar a sua unidade para testemunhar a unicidade de Jesus.

E assim, seis anos e meio depois, no domingo, 26 de novembro de 1989, a Virgem disse à Myrna: Meus filhos, Jesus disse a Pedro: Vós sois a pedra e sobre ela edificarei a minha Igreja. E eu digo agora: Vocês são o coração sobre o qual Jesus construirá a sua UNICIDADE. Portanto, a Igreja, em última análise, não é a pedra. Não são as diferentes igrejas que estão próximas umas das outras, uma ao lado da outra, Católica,
Ortodoxa, Greco-Católica, Greco-Ortodoxa, Siríaco-Católica, Siríaco-Ortodoxa … Todas estas são células da Igreja que deve ser uma. Mas a verdadeira Igreja são os corações dos crentes. É a unidade de todos os crentes juntos, que devem através
de sua unidade de coração constituir a unicidade de Jesus.

Excerto de Padre Elias Zahlaoui. LEMBRAI-VOS DE DEUS: MENSAGENS DE JESUS E MARIA EM SOUFANIEH.

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A primeira oração ensinada por Maria em Soufanieh

Meus filhos, isto é entre nós:
Eu estou de volta.
Não insultem os altivos que são desprovidos
de humildade.
A pessoa humilde anseia pelas observações
dos outros para corrigir as suas falhas.
Enquanto o orgulhoso corrompido, subestima,
se revolta, torna-se hostil.
O perdão é a melhor coisa.
Aquele que finge ser puro e caridoso
diante dos homens, é impuro diante de
Deus.
Tenho um pedido para vocês, umas palavras
que gravarão no seu espírito e
repetirão sem cessar:

Deus me salva,
Jesus me ilumina, o Espírito Santo
é a minha vida, por isso nada
temo
.
Não é isso, meu filho Joseph?

Tolerem e perdoem, vocês têm muito menos
a suportar do que suportou Deus Pai.

As circunstâncias em que foi dada esta mensagem, da Virgem em 21.02.1983, são as seguintes:

O ícone de Nossa Senhora foi trasladado para a igreja por ordem do bispo local. Ocorre que lá chegando o ícone parou de exsudar óleo de oliva. A isso se seguiu que dois padres reconduziram o mesmo ícone de forma desrespeitosa para a casa de Nicolas e Myrna e a partir de então o ícone voltou a exsudar óleo e os inúmeros milagres se sucederam. A seguir o relato do Padre Zahlaoui sobre o ocorrido naquele dia.

“Chego agora à terceira mensagem, que completa a segunda. Esta terceira mensagem foi dada logo depois que a imagem foi trazida para casa dessa forma enigmática. Nicolas entrou em confronto com os dois sacerdotes que a trouxeram. Ele lhes disse: “Mas o que ela fez, a Virgem, para ser trazida de volta para aqui? É indigno”. Houve uma violenta altercação. Então, os dois padres se retiraram. Mas, nesse ínterim, o padre Malouli tinha chegado à casa. Ouvindo vozes altas na sala de estar, ele ficou no pátio.
Quando os dois padres partiram, Nicolas lhe contou o que acontecera. Então ele pediu a Nicolas que lhe permitisse orar com Myrna na frente do ícone. Eles recitaram uma dezena do rosário. Em seguida, o Padre Malouli fez esta oração no seu coração, que só mais tarde revelou: “Virgem Maria, nos ilumina para que não cometamos erros que comprometam o teu plano”. Pouco depois, ele vê Myrna saindo. Ele termina sua oração e vai embora. Eles lhe dizem: “Ela está no terraço”. Ele sobe e a vê de joelhos. Em torno dela, a família.
E, de repente, ele a ouve dizer algumas palavras, o seu ar é de quem ouve e apenas repete. A mensagem foi transmitida em árabe dialetal e consistia em duas partes distintas.
A primeira, nós a dissecamos por pelo menos dois anos. Seu teor era obviamente severo. A mensagem dizia: Meus filhos.
Vejam, sempre esta palavra: Meus filhos, isto é entre nós.
Como uma mãe que está aqui para conversar com os filhos.
Eu estou de volta. Não insultem os altivos que são desprovidos de humildade. A pessoa humilde anseia pelas observações dos outros para corrigir as suas falhas. Enquanto o orgulhoso corrompido, subestima, se revolta, torna-se hostil.
O perdão é a melhor coisa.

Por mais que sejamos caridosos, que tentemos ser verdadeiramente caridosos e compreensivos, não poderíamos deixar de ver nessas palavras uma reprovação amarga. Mas também vemos um belo convite da Virgem para não se rebelar, para não atacar, para não acusar, para perdoar. Todo aquele que afirma ser puro e amável diante dos homens é impuro diante de Deus. Esta é a primeira passagem, que conseguimos compreender nesses dois anos.
A segunda passagem é toda uma regra de vida, sempre dita em árabe dialetal: Eu lhes peço. Isto é dito em árabe, o que deixa aquele que lê o texto um tanto confuso diante
da Virgem. Porque a Virgem parece implorar aos seus filhos algo que Ela gostaria que fizessem: tenho um pedido para vocês. Parece um inferior pedindo ao seu superior. Uma palavra que vocês gravarão na memória, que repetirão sempre:
“Deus me salva, Jesus me ilumina, o Espírito Santo é a minha vida, por isso nada temo. Não é isso, meu filho Joseph?”
Existem duas coisas extraordinárias aqui. Em primeiro lugar, a forma como a Virgem pede aos seus filhos que coloquem esta ideia em mente: Deus. Não tenham medo dos
homens. É Deus quem é a Vida, a Luz. Não tenham medo de ninguém que não seja Ele: Ele é a salvação. E, portanto, não se esqueçam Dele. E a segunda: não é isso, meu filho Joseph? Isso ocorreu na mesma manhã em que fui proibido de continuar indo a Soufanieh. Uma autoridade religiosa superior havia me notificado pessoalmente. Correram boatos de que o governo tinha me usado para “aproveitar a onda de
Soufanieh”, ou seja, para distrair as pessoas dos problemas do país! Era preciso muita imaginação para isso! Eu aceitei esta ordem com o coração ao mesmo tempo em paz e ferido. E avisei à Myrna, a Nicolas e ao meu colega padre Joseph Malouli que não voltaria mais à Soufanieh. Então, naquela noite, quando Nossa Senhora disse ao Padre Malouli: Não é isso, meu filho Joseph? O padre Malouli se sentiu responsável de uma forma que o vinculou para sempre a Soufanieh. Eu considero que esta mensagem dirigida ao Padre Malouli foi um ponto de guinada em todo o fenômeno.
Porque o Padre Malouli é um padre que vive em Damasco desde 1940. Sem qualquer suspeita. Um homem de uma integridade e justiça como eu, francamente, nunca vi antes. E um homem idoso. Ele não poderia ser acusado de ter uma tal afeição especial por Myrna, como me foi sugerido. Além disso, por temperamento e formação, o padre
Malouli sempre foi alérgico ao maravilhoso. Ele é conhecido por ter combatido ferozmente as muitas manifestações “fantásticas” que ocorreram em Damasco desde 1940.
Por outro lado, embora o conhecesse antes, percebi depois que, do ponto de vista da formação teológica, o Padre Malouli estava cem côvados à minha frente. Realmente.
Finalmente, ele tem um dom de que eu estou privado. Por causa da minha memória muito poderosa, eu não escrevi nada, memorizei tudo ou pensei ter feito. Mas não percebi que se tivesse me contentado em memorizar tudo assim, depois de um tempo eu teria perdido muita coisa sobre Soufanieh. O Padre Malouli, desde o primeiro minuto, teve o cuidado de anotar tudo. Tudo. Até os segundos. Tanto que
conseguiu montar um dossiê do qual nos disse um professor de psicanálise, que trabalha na Bélgica, na Alemanha e nos Estados Unidos: “Eu apresentei o dossiê elaborado pelo padre Malouli como sendo o melhor dossiê científico que
eu já tive em mãos”. Graças às anotações que ele fazia dia a dia, minuto a minuto, segundo a segundo, algo em que eu nunca teria pensado. Ou talvez eu tivesse pensado nisso depois de alguns meses, mas teria perdido muitas coisas.
Portanto, a minha partida foi benéfica para Soufanieh, porque permitiu a presença do Padre Malouli, que é um sacerdote verdadeiramente excepcional. E a Virgem, aqui, lhe perguntando através da mensagem: Não é isso, meu filho Joseph? lhe permitiu compreender algo que não entendíamos naquela altura e que depois nos explicou, revelando-nos a oração que fizera no coração, pouco antes desta mensagem de Maria.
Portanto, foi a mensagem de 21 de fevereiro de 1983 que realmente prendeu o padre Malouli a Soufanieh. E sua presença em Soufanieh foi decisiva. Vou dar um exemplo. Em 1984, estive em Boston, nos Estados Unidos, com um amigo de Damasco, Antoine Horanieh, doutor em farmacologia.
Passei dois dias com ele. E na primeira noite ele convidou um grupo de amigos de Damasco. Jovens emigrantes, infelizmente, que se estabeleceram nos Estados Unidos. Eles passaram a noite toda, até as duas da manhã, me ouvindo falar sobre Soufanieh. Eles estavam lá para ouvir como crianças. Em um ponto durante a palestra, um deles, que eu não conheci em Damasco mas que fora aluno do Padre Malouli, me perguntou: “Padre, existem outros Padres além de você?” Eu compreendi. Diante de tais fatos, por mais que confiemos em quem os conta, às vezes podemos nos perguntar: “Mas ele não
está exagerando? Ele não está derrapando? O que ele está nos dizendo?” Então eu entendi e lhe disse: “Sim, o Padre Malouli”. Ele então teve uma reação espontânea muito clara: “Bem, se é o Padre Malouli, acabou!” Ou seja, não há mais dúvidas.
Suportem e perdoem. Novamente o perdão. Vocês suportam muito menos do que suportou o Pai. A palavra Pai, em árabe, “El Ab”, é Deus Pai. Na época, não entendíamos.
Só mais tarde, por meio de outras mensagens, entendemos que a Virgem dizia, como em outras aparições, La Salette, Medjugorje: “O braço do Pai começa a pesar muito e eu
tenho dificuldades em retê-lo”. Isso foi dito. Ora, em uma das mensagens, em 18 de agosto de 1989, a Santíssima Virgem disse à Myrna: Diz a todos que aumentem suas orações porque eles precisam da oração para apelar ao Pai.
E Ela nos fez entender, em 21 de fevereiro de 1983, que o Pai está suportando muito. E tudo o que toleramos não é nada comparado com o que Ele suporta por nossa causa.
Isso nos traz diretamente de volta à mensagem de La Salette, à mensagem de Lourdes, à mensagem de Medjugorje e em todos os lugares: o Senhor que nos convida à oração. E, no dia 26 de novembro de 1985, sem explicar o que foi dito pela Virgem, ou o que foi dito em filigranas mas que Ela explicou depois, Jesus disse à Myrna: Vai à terra onde a corrupção se espalhou e esteja na paz de Deus. A generalização da corrupção sugere, portanto, que o bom Deus não está feliz.”

Padre Elias Zahlaoui. LEMBRAI-VOS DE DEUS: MENSAGENS DE JESUS E MARIA EM SOUFANIEH.

LINK PARA ACESSAR O LIVRO EM VERSÃO PDF:LEMBRAI VOS DE DEUS

Voltar à Cruz do Cristo


Atualmente, diante de um mundo que celebra a mentira e a falsidade, vemos o quão atuais são as mensagens dadas pela Virgem Maria e por Jesus Cristo, há 40 anos atrás, em Soufanieh, na Síria. Vamos, a partir de hoje, abordar as meditações do Padre Elias Zahlaoui sobre essas mensagens que, longe de serem datadas e de se limitarem ao Oriente, o qual seria anos depois destruído pela guerra e pelo terrorismo, se dirigem ao mundo inteiro.

Quando, como hoje, nos defrontamos com a voracidade e a velocidade dos acontecimentos, o turbilhão de mentiras, de ódio e de destruição que buscam capturar nossas mentes, a destruição da memória e da fé, temos que retornar à Cruz do Cristo, pois, como dito há séculos pelos monges cartuxos: STAT CRUX VOLVITUR ORBIS, o mundo gira e a Cruz permanece. Soufanieh é um aviso e uma advertência sobre isso e, ao mesmo tempo, um prenúncio dos tempos difíceis que vivemos:

Meus filhos, lembrem-se de Deus, porque Deus está
conosco.
Vocês sabem de todas as coisas e mesmo
assim não sabem nada.
O seu conhecimento é um conhecimento
incompleto.
Mas chegará o dia em que saberão todas
as coisas da maneira como Deus me conhece.
Façam o bem àqueles que fazem o mal.
E não façam mal a ninguém.
Eu lhes dei o óleo.
Quero lhes dar algo muito mais poderoso do que o óleo.
Arrependam-se e tende fé.
E lembrem-se de mim na vossa alegria.
Anunciem o Meu Filho, o Emanuel.
Aquele que O anuncia é salvo, e aquele
que não O anuncia, sua fé é vã.
Amem-se uns aos outros. Eu não peço
que dinheiro seja dado às igrejas, nem
que dinheiro seja distribuído aos pobres.
Eu estou pedindo o Amor (em árabe:al-mahabba).
Aqueles que distribuem seu dinheiro
para os pobres e para as igrejas, mas
não têm o Amor, isso não é nada.
Eu vou visitar mais as casas,
pois aqueles que vão à igreja,
nem sempre vão lá para orar.
Eu não peço que vocês me construam
uma igreja, mas um lugar de peregrinação
(em árabe: mazaran).
Doem. Não privem ninguém,
deem a todos aqueles que pedem socorro.

Meditação do Padre Elias Zahlaoui – Primeira Parte

O verdadeiro significado do fenômeno Soufanieh já aparece na primeira mensagem, dada pela Santíssima Virgem durante a segunda aparição. Digo primei- –
ra mensagem e segunda aparição porque, na primeira aparição, Myrna ficou tão perturbada que fugiu. Sua cunhada Hélène, acreditando que ela havia enlouquecido, começou a esbofeteá-la. E a Virgem, é claro, não disse nada à Myrna.
Mas, três dias depois, na noite de 18 de dezembro de 1982, a Virgem aparece novamente para Myrna. Esta havia se preparado por meio da oração para recebê-la.
E foi aqui que Maria lhe deu uma mensagem, cujo conteúdo, eu diria, constitui o plano, ou um dos múltiplos aspectos deste, que pode ser considerado como o significado dos acontecimentos de Soufanieh. Basta-me lê-la na íntegra, destacando os pontos principais, para que percebam que esta mensagem é realmente um plano e tanto.


É um plano e tanto. Deus. Deus conosco. Voltem-se para Deus, Ele está conosco. Quer queiramos ou não, Ele está conosco. É o Emmanuel.


Em segundo lugar, o que marca um homem é seu conhecimento. E o homem, em nome do conhecimento e da ciência, muitas vezes, acreditou que poderia viver sem Deus.
E a Virgem nos disse que, realmente, nós conhecemos. Conhecemos, como acreditamos, tudo. Mas, na verdade, não sabemos de nada. No nível do mundo material, sabemos muitas coisas e ainda ignoramos muitas outras. Mas, no nível do
outro mundo, nada sabemos, exceto o que Deus nos revela, como dizia São João. E é por isso que a Virgem repetiu uma frase que já era dita há dois mil anos: chegará o dia em que vocês conhecerão todas as coisas, como Deus me conhece. É exatamente o que diz São Paulo (cf. 1 Cor 13,12). Portanto, nossa plenitude de conhecimento se tornará realidade no além.


Terceira coisa: na terra, o que devemos fazer? Faça o bem aos que praticam o mal. O mal está em todo o mundo. Se algo distingue o cristão, é porque, como diz São Paulo,
ele triunfa sobre o mal através do bem (cf. Rm 12, 21). E a Virgem nos disse: Façam o bem aos que praticam o mal e não façam mal a ninguém. Podemos encontrar mil pretextos para errar. Nossa Senhora nos diz: “Acabou. Sem problemas!”. Eu lhes dei óleo […] e vou lhes dar algo muito mais forte do que óleo. Na verdade, descobrimos mais tarde que o óleo era apenas uma isca, como jogar um anzol para um
peixe. E o Senhor nos apanhou, para nos levar lentamente a algo muito mais bonito. Além do óleo, estava Ele. Ele. Seu amor. Sua presença conosco. E a consequência deste
amor e desta presença, o amor que devemos uns aos outros.

Padre Elias Zahlaoui. LEMBRAI-VOS DE DEUS: MENSAGENS DE JESUS E MARIA EM SOUFANIEH.

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Deus: uma ideia em nossas mentes e a atualidade das mensagens de Soufanieh.

Soufanieh não está distante. sua mensagem é presente e atualíssima. O Padre Elias Zahlaoui, desenvolveu este profundo comentário à mensagem de 21.02.1983, publicada no post anterior. O transcrevemos em razão de sua atualidade, hoje em 2021, para uma mundo que perdeu o sentido de Deus, um mundo mergulhado na divisão de uns contra os outros. Para isso Nossa Senhora pede que perdoemos. Ao mesmo tempo Ela nos ensina uma oração que devemos guardar no coração: Deus me salva, Jesus me ilumina, o Espírito Santo é a minha vida, por isso nada temo“. Como diz o Padre Elias esta é “a forma como a Virgem pede aos seus filhos que coloquem esta ideia em mente: Deus”. Não devemos ter medo de nada, pois Ele está conosco. Quão importante isso em tempos de medo da morte e da violência. E, por fim, a Virgem nos lembra, o que esquecemos mergulhados que estamos nos afazeres e nas vidas virtuais propiciadas pela tecnologia: “Diz a todos que aumentem suas orações porque eles precisam da oração para apelar ao Pai“.

os grifos são nossos:

“Chego agora à terceira mensagem, que completa a segunda. Esta terceira mensagem foi dada logo depois que a imagem foi trazida para casa dessa forma enigmática. Nicolas entrou em confronto com os dois sacerdotes que a trouxeram. Ele lhes disse: “Mas o que ela fez, a Virgem, para ser trazida de volta para aqui? É indigno”. Houve uma violenta altercação. Então, os dois padres se retiraram. Mas, nesse ínterim, o padre Malouli tinha chegado à casa. Ouvindo vozes altas na sala de estar, ele ficou no pátio. Quando os dois padres partiram, Nicolas lhe contou o que acontecera. Então ele pediu a Nicolas que lhe permitisse orar com Myrna na frente do ícone. Eles recitaram uma dezena do rosário. Em seguida, o Padre Malouli fez esta oração no seu coração, que só mais tarde revelou: “Virgem Maria, nos ilumina para que não cometamos erros que comprometam o teu plano”. Pouco depois, ele vê Myrna saindo. Ele termina sua oração e vai embora. Eles lhe dizem: “Ela está no terraço”. Ele sobe e a vê de joelhos. Em torno dela, a família.

E, de repente, ele a ouve dizer algumas palavras, o seu ar é de quem ouve e apenas repete. A mensagem foi transmitida em árabe dialetal e consistia em duas partes distintas. A primeira, nós a dissecamos por pelo menos dois anos. Seu teor era obviamente severo. A mensagem dizia: Meus filhos. Vejam, sempre esta palavra: Meus filhos, isto é entre nós. Como uma mãe que está aqui para conversar com os filhos. Eu estou de volta. Não insultem os altivos que são desprovidos de humildade. A pessoa humilde anseia pelas observações dos outros para corrigir as suas falhas. Enquanto o orgulhoso corrompido, subestima, se revolta, torna-se hostil. O perdão é a melhor coisa. Por mais que sejamos  caridosos, que tentemos ser verdadeiramente caridosos e compreensivos, não poderíamos deixar de ver nessas palavras uma reprovação amarga. Mas também vemos um belo convite da Virgem para não se rebelar, para não atacar, para não acusar, para perdoar. Todo aquele que afirma ser puro e amável diante dos homens é impuro diante de Deus. Esta é a primeira passagem, que conseguimos compreender nesses dois anos.

A segunda passagem é toda uma regra de vida, sempre dita em árabe dialetal: Eu lhes peço. Isto é dito em árabe, o que deixa aquele que lê o texto um tanto confuso diante da Virgem. Porque a Virgem parece implorar aos seus filhos algo que Ela gostaria que fizessem: tenho um pedido para vocês. Parece um inferior pedindo ao seu superior. Uma palavra que vocês gravarão na memória, que repetirão sempre: “Deus me salva, Jesus me ilumina, o Espírito Santo é a minha vida, por isso nada temo. Não é isso, meu filho Joseph?”

Existem duas coisas extraordinárias aqui. Em primeiro lugar, a forma como a Virgem pede aos seus filhos que coloquem esta ideia em mente: Deus. Não tenham medo dos homens. É Deus quem é a Vida, a Luz. Não tenham medo de ninguém que não seja Ele: Ele é a salvação. E, portanto, não se esqueçam Dele. E a segunda: não é isso, meu filho Joseph? Isso ocorreu na mesma manhã em que fui proibido de continuar indo a Soufanieh. Uma autoridade religiosa superior havia me notificado pessoalmente. Correram boatos de que o governo tinha me usado para “aproveitar a onda de Soufanieh” , ou seja, para distrair as pessoas dos problemas do país! Era preciso muita imaginação para isso! Eu aceitei esta ordem com o coração ao mesmo tempo em paz e ferido. E avisei à Myrna, a Nicolas e ao meu colega padre Joseph Malouli que não voltaria mais à Soufanieh. Então, naquela noite, quando Nossa Senhora disse ao Padre Malouli: Não é isso, meu filho Joseph? O padre Malouli se sentiu responsável de uma forma que o vinculou para sempre a Soufanieh.

Eu considero que esta mensagem dirigida ao Padre Malouli foi um ponto de guinada em todo o fenômeno. Porque o Padre Malouli é um padre que vive em Damasco desde 1940. Sem qualquer suspeita. Um homem de uma integridade e justiça como eu, francamente, nunca vi antes. E um homem idoso. Ele não poderia ser acusado de ter uma tal afeição especial por Myrna, como me foi sugerido. Além disso, por temperamento e formação, o padre Malouli sempre foi alérgico ao maravilhoso. Ele é conhecido por ter combatido ferozmente as muitas manifestações “fantásticas” que ocorreram em Damasco desde 1940.

Por outro lado, embora o conhecesse antes, percebi depois que, do ponto de vista da formação teológica, o Padre Malouli estava cem côvados à minha frente. Realmente. Finalmente, ele tem um dom de que eu estou privado. Por causa da minha memória muito poderosa, eu não escrevi nada, memorizei tudo ou pensei ter feito. Mas não percebi que se tivesse me contentado em memorizar tudo assim, depois de um tempo eu teria perdido muita coisa sobre Soufanieh. O Padre Malouli, desde o primeiro minuto, teve o cuidado de anotar tudo. Tudo. Até os segundos. Tanto que conseguiu montar um dossiê do qual nos disse um professor de psicanálise, que trabalha na Bélgica, na Alemanha e nos Estados Unidos: “Eu apresentei o dossiê elaborado pelo padre Malouli como sendo o melhor dossiê científico que eu já tive em mãos”.  Graças às anotações que ele fazia dia a dia, minuto a minuto, segundo a segundo, algo em que eu nunca teria pensado. Ou talvez eu tivesse pensado nisso depois de alguns meses, mas teria perdido muitas coisas.

Portanto, a minha partida foi benéfica para Soufanieh, porque permitiu a presença do Padre Malouli, que é um sacerdote verdadeiramente excepcional. E a Virgem, aqui, lhe perguntando através da mensagem: Não é isso, meu filho Joseph? lhe permitiu compreender algo que não entendíamos naquela altura e que depois nos explicou, revelando-nos a oração que fizera no coração, pouco antes desta mensagem de Maria.

Portanto, foi a mensagem de 21 de fevereiro de 1983 que realmente prendeu o padre Malouli a Soufanieh. E sua presença em Soufanieh foi decisiva. Vou dar um exemplo. Em 1984, estive em Boston, nos Estados Unidos, com um amigo de Damasco, Antoine Horanieh, doutor em farmacologia. Passei dois dias com ele. E na primeira noite ele convidou um grupo de amigos de Damasco. Jovens emigrantes, infelizmente, que se estabeleceram nos Estados Unidos. Eles passaram a noite toda, até as duas da manhã, me ouvindo falar sobre Soufanieh. Eles estavam lá para ouvir como crianças. Em um ponto durante a palestra, um deles, que eu não conheci em Damasco mas que fora aluno do Padre Malouli, me perguntou: “Padre, existem outros Padres além de você?” Eu compreendi. Diante de tais fatos, por mais que confiemos em quem os conta, às vezes podemos nos perguntar: “Mas ele não está exagerando? Ele não está derrapando? O que ele está nos dizendo?”  Então eu entendi e lhe disse: “Sim, o Padre Malouli”. Ele então teve uma reação espontânea muito clara: “Bem, se é o Padre Malouli, acabou!” Ou seja, não há mais dúvidas.

Suportem e perdoem. Novamente o perdão. Vocês suportam muito menos do que suportou o Pai. A palavra Pai, em árabe, “El Ab”, é Deus Pai. Na época, não entendíamos. Só mais tarde, por meio de outras mensagens, entendemos que a Virgem dizia, como em outras aparições, La Salette, Medjugorje: “O braço do Pai começa a pesar muito e eu tenho dificuldades em retê-lo”. Isso foi dito. Ora, em uma das mensagens, em 18 de agosto de 1989, a Santíssima Virgem disse à Myrna: Diz a todos que aumentem suas orações porque eles precisam da oração para apelar ao Pai.

E Ela nos fez entender, em 21 de fevereiro de 1983, que o Pai está suportando muito. E tudo o que toleramos não é nada comparado com o que Ele suporta por nossa causa. Isso nos traz diretamente de volta à mensagem de La Salette, à mensagem de Lourdes, à mensagem de Medjugorje e em todos os lugares: o Senhor que nos convida à oração. E, no dia 26 de novembro de 1985, sem explicar o que foi dito pela Virgem, ou o que foi dito em filigranas mas que Ela explicou depois, Jesus disse à Myrna: Vai à terra onde a corrupção se espalhou e esteja na paz de Deus. A generalização da corrupção sugere, portanto, que o bom Deus não está feliz. ” (Lembra-vos de Deus, livro disponível para download abaixo).

As mensagens de Soufanieh

Mensagem da Santa Virgem Maria (Soufanieh, segunda-feira, 21 de fevereiro
de 1983). Nela a Virgem nos ensina uma oração:

Nota: No domingo, 9 de janeiro de 1983, o ícone de Nossa Senhora foi
solenemente transferido para a Igreja Ortodoxa Grega da Santa Cruz. No dia anterior,
sábado, 8 de janeiro de 1983, Nossa Senhora apareceu à Myrna. Nossa Senhora chorou.
Ela disse à Myrna: « Não importa ». Myrna também chorou e gritou: “Nossa Senhora
está chorando!”. Finalmente, a Virgem se retirou. E antes de desaparecer, ela sorriu
docemente.
Na igreja, o óleo parou de escorrer do ícone. Este foi trazido para casa na tarde
de segunda-feira, 21 de fevereiro de 1983, com a maior discrição. Nessa mesma noite,
a Virgem Maria apareceu à Myrna e lhe confiou a seguinte mensagem:


“Meus filhos, isto é entre nós:
Eu estou de volta.
Não insultem os altivos que são desprovidos
de humildade.
A pessoa humilde anseia pelas observações
dos outros para corrigir as suas falhas.
Enquanto o orgulhoso corrompido, subestima,
se revolta, torna-se hostil.
O perdão é a melhor coisa.
Aquele que finge ser puro e caridoso
diante dos homens, é impuro diante de
Deus.
Tenho um pedido para vocês, umas palavras
que gravarão no seu espírito e
repetirão sem cessar:
Deus me salva,
Jesus me ilumina, o Espírito Santo
é a minha vida, por isso nada
temo”.

Não é assim, meu filho Joseph?
Tolerem e perdoem, vocês têm muito menos
a suportar do que suportou Deus Pai”.

Fonte: Soufanieh na Síria e no Mundo, Padre Elias Zahlaoui (link abaixo para donwload)

AS MENSAGENS DE SOUFANIEH: 18 de dezembro de 1982

Mensagem da Santa Virgem Maria

“Meus filhos,
Lembrem-se de Deus, porque Deus está
conosco.
Vocês sabem de todas as coisas e mesmo
assim não sabem nada.
O seu conhecimento é um conhecimento
incompleto.
Mas chegará o dia em que saberão todas
as coisas da maneira como Deus me
conhece.
Façam o bem àqueles que fazem o mal.
E não façam mal a ninguém.
Eu lhes dei o óleo.
Quero lhes dar algo muito mais poderoso
do que o óleo.
Arrependam-se e tende fé.
E lembrem-se de mim na vossa alegria.
Anunciem o Meu Filho, o Emanuel.
Aquele que O anuncia é salvo, e aquele
que não O anuncia, sua fé é vã.

Amem-se uns aos outros. Eu não peço
que dinheiro seja dado às igrejas, nem
que dinheiro seja distribuído aos pobres.
Eu estou pedindo o Amor (em árabe:
al-mahabba).
Aqueles que distribuem seu dinheiro
para os pobres e para as igrejas, mas
não têm o Amor, isso não é nada.
Eu vou visitar mais as casas,
pois aqueles que vão à igreja,
nem sempre vão lá para orar.
Eu não peço que vocês me construam
uma igreja, mas um lugar de peregrinação
(em árabe: mazaran).
Doem. Não privem ninguém,
deem a todos aqueles que pedem socorro”.