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A união dos cristãos: o centro da mensagem de Soufanieh – Segunda parte.


E é por isso que a Virgem disse, na mensagem de 26 de novembro de 1989: Jesus disse a Pedro: Vós sois a pedra e sobre ela edificarei a minha Igreja. E eu digo agora: Vocês são o coração sobre o qual Jesus construirá a sua UNICIDADE. Nossa Senhora quer nos levar além do que é uma instituição externa. Sem negar a instituição. Porém, reivindicando uma única instituição, que expressa a unidade de corações, esta unidade que deve ser a verdadeira Igreja que Jesus quer e que quer presente no meio do mundo, para que, através desta unidade, as pessoas vejam Jesus, venham a Jesus
, acreditem em Jesus. Vejam como as coisas se encadeiam.


Jesus a construiu. Esta frase é tão simples, mas ao mesmo tempo tão grande! A Igreja é o reino dos céus na terra. Aquele que a dividiu pecou. E aquele que se regozijou com a sua divisão também pecou.


Isso me lembra de um caso que aconteceu comigo aqui em Paris. Um dia, há quatro anos, o padre Jean Maksud, atual diretor da “Oeuvre d’Orient”, me convidou para conhecer a equipe do “Peuple du Monde”, da qual ele era o diretor, para falar um pouco sobre Soufanieh. Eram, creio eu, treze ou quatorze pessoas. Certamente havia padres entre eles, mas, por suas vestimentas laicas, não os reconheci. E também havia
uma ou duas senhoras e uma jovem. Durante três quartos de hora, eu lhes falei um pouco sobre o fenômeno, após uma breve introdução durante a qual lhes disse: “Peço-lhes que ponham de lado todos os seus critérios cartesianos e procurem
me ouvir como testemunha de algo que vi e que ouvi, como
vejo vocês agora. A seguir vocês estarão livres para acreditar ou para recusar”. Então, eu expliquei um pouco o fenômeno a eles e citei algumas mensagens. Entre outras, esta: A Igreja é o reino dos céus na terra. Quem a dividiu pecou […]. Depois que terminei, um dos padres disse: “Esta mensagem é contrária à teologia do Vaticano II, porque a Igreja não pode ser o reino dos céus na terra. Ela será, no céu, o
reino completo de Deus. Mas sobre a terra, ela não pode ser”.


Houve também outras oposições, outras objeções. Entre outras coisas, alguém objetou que a frase de Jesus à Myrna: Eu quero […] que tu te dediques à oração e te despreze,
pois aquele que se despreza aumenta em força e em elevação da parte de Deus,
era inaceitável, porque Deus não pode pedir que nos desprezemos. Eu respondi: “Mas toda a espiritualidade da Igreja, especialmente a espiritualidade oriental e a espiritualidade dos Padres, nos chamam a um apagamento total nosso diante da grandeza de Deus”. E para quem achava que a mensagem citada era contrária à teologia do Vaticano II, eu lhe disse: “Escute, padre, eu não sou teólogo e não estou aqui para discutir. Mas um dia eu vou lhe dar uma resposta”. E no mesmo dia em que voltei a Damasco, encontrei o Padre Malouli. Eu lhe fiz um relato de minha viagem e, entre outras coisas, citei essa objeção. Ele respondeu: “Mas, encontramos esta frase tal e qual em Santo Agostinho e São Basílio!” Eu lhe pedi: “Dê-me a referência”. Ele me disse: “Você a encontrará no livro do Padre de Lubac, Catolicismo. Não sei mais em qual página. Procure-a!” Ora, eu tinha o livro do padre de Lubac. Naquela mesma noite, folheei página por página e cai efetivamente sobre as passagens de Santo Agostinho e São Basílio onde se diz assim: A Igreja é o reino dos céus sobre a terra. Assim mesmo. Então, fotocopiei a página. Escrevi uma carta ao Padre Maksud dizendo-lhe: “Por favor, dê o texto a quem se opôs a esta frase”. Vejam, são frases que chegam até nós com tanta simplicidade e que foram ditas por Padres tão grandes como Santo Agostinho e São Basílio. E se vem agora nos dizer que não é possível! Mas foi a Virgem quem disse isso …


Apesar de todas as suas misérias, e só Deus sabe se nela tem havido, nós conhecemos alguma coisa da Igreja, mas o Senhor, certamente, a conhece mais. A Igreja portanto, a despeito de todas as suas misérias, que são muito dolorosas, Jesus quis que ela fosse Sua presença na terra. E a presença de Deus na terra é o reino dos céus na terra. E, por
meio dessa presença, a Igreja, por mais deficiente que seja, realiza a santificação dos homens. Santificação que vemos em grau extraordinário nesta ou naquela figura de santo.

Portanto, a Igreja é o reino dos céus na terra. Quem a dividiu pecou […]. Quem a dividiu. Muitos são os que a dividiram. E, até hoje, nós todos continuamos a dividi-la.


Algum tempo atrás, um padre francês veio me ver, um padre ortodoxo, convertido à ortodoxia. Passamos duas horas e meia conversando sobre Soufanieh. Foi a primeira vez que o vi. Enquanto lia para ele as mensagens, às vezes, eu via seus lábios se moverem. A certa altura, parei e lhe disse: “Você está orando, Padre?” Ele respondeu: “Sim. Porque essas mensagens significam algo para mim. Essa é a minha vida.
E agradeço ao Senhor por nos ter lembrado com palavras tão simples de tão grandes verdades”. E, antes de sair, ele me disse: “Agradeço-te sobretudo, porque através destas mensagens, percebi que também pequei por não orar o suficiente …” então, corrigiu: “… por não orar sobretudo pela unidade da Igreja. De agora em diante, vou orar pela unidade da Igreja”.


Todos nós somos responsáveis por dividir a Igreja. Portanto, quem a dividiu pecou. Não apenas no passado. Quem continua a dividi-la agora. E quem se regozijou com
sua divisão pecou. Portanto, imagino que a Virgem, que conhece tão bem os corações dos homens, alcança com esta palavra todos aqueles que encontram na divisão da Igreja, na destruição da Igreja, no aniquilamento da Igreja, sua alegria ou seu lucro. E acredito que Ela alcança aqui uma ampla gama de pessoas, no presente, no passado e no futuro.

Sempre haverá pessoas que se alegrarão, talvez até acreditando que estão agindo bem, com a divisão da Igreja e que talvez trabalhem para aprofundar essa divisão na Igreja.
Nossa Senhora aqui lembra a todos que eles são responsáveis. Por fim, Ela nos diz: Vocês são responsáveis pela presença de Deus em seu meio. A Igreja é a presença do Senhor entre vocês. Vocês são responsáveis pela vida de Deus. Imagine a que
distância a Virgem nos leva! Eu, como padre que sou, qualquer homem por mais miserável que seja, sou responsável pela vida de Deus sobre a terra! Ela, a Virgem nos faz crescer muito.

E, no entanto, sabemos como somos pequenos e miseráveis. Mas aí eu descubro o quanto o Senhor quer que sejamos grandes, apesar de nossa obstinação em querer permanecer pequenos. Ele nos quer grandes além de toda magnitude. Finalmente, Ele nos fez Seus filhos. Exatamente o que já dizia São João, no prólogo do seu Evangelho. Deus faz dos homens seus filhos. Isso me lembra as palavras do santo russo, Serafim de Sarov, a seu amigo Motovilov que teve a visão de Serafim em estado de irradiação luminosa. São Serafim começou por lhe perguntar qual é o propósito da vida do homem. Motovilov não conseguiu responder. Por fim, São Serafim disse–lhe: “O verdadeiro objetivo da vida cristã é tornar-se receptáculo do Espírito Santo”. Portanto, finalmente, tornar-se filho de Deus, Templo vivo do Espírito, como dizia São Paulo (cf.
Rm 8,16; 1 Cor 3,16). Quer queiramos ou não, quer estejamos na lama ou tentando nos tornar santos, através de Deus nós somos grandes, e muito grandes, maiores do que pensamos. E se Soufanieh tem algo a nos dizer é nos relembrar de nossa
grandeza essencial. Nos recordar de nossa grandeza essencial.

Então, a Virgem nos diz algo que pode nos deixar confundidos: Unam-se! Mas, Virgem Maria, se eu sou incapaz de me unir comigo mesmo, como você quer que eu me una com os outros? Na mesma casa, nós vemos quantas divisões existem entre marido, mulher e filhos. Na sociedade, é o colapso geral, mesmo no Oriente Médio. Como podemos ficar juntos? Como, Virgem Maria, podemos estar juntos, senão nos refugiando no Senhor? E sabemos que quando o Senhor dá uma ordem, Ele dá os meios para cumprir essa ordem. É a oração de Santo Agostinho ao Senhor: “Dê o que você manda!” É extraordinário como uma frase: “Senhor, dê o que tu ordenas!” O Senhor não nos manda fazer o impossível. É impossível para nós, mas ao nos dar a ordem, o Senhor nos dá a graça de cumprir essa ordem. É esplêndido. Mais uma vez, Ele nos torna maiores.

E na concretude da divisão das Igrejas, na concretude da dilaceração das Igrejas, este convite da Virgem que nos diz: Unam-se! , é também uma missão de grandeza, tanto
para nós como para os outros, como é este esforço de unificar a Igreja. Mesmo se momento não se veja lá grandes coisas.”

Excerto de Padre Elias Zahlaoui. LEMBRAI-VOS DE DEUS: MENSAGENS DE JESUS E MARIA EM SOUFANIEH.

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Voltar à Cruz do Cristo – Parte II

Segunda parte das meditações do Padre Zahlaoui: Lembrar-se de Deus, o dinheiro e a fé

Aqui temos um chamado de Nossa Senhora ao amor, à humildade e à renúncia, por parte da igreja, ao dinheiro. Tudo em Soufanieh é gratuidade. Nada, absolutamente nada é cobrado! Meditemos sobre isso, nestes tempos confusos, onde Deus é vendido à cada esquina, onde nós cristãos nos esquecemos dessa gratuidade da graça. A meditação do Padre Zahlaoui, vale para todos nós e não apenas para a igreja do Oriente.

“E imediatamente a Virgem coloca a nota sobre a penitência: Arrependam-se e tenham fé. Diante de Deus, devemos nos arrepender. Tenham fé e lembrem-se de mim em sua
alegria. É muito significativo. Normalmente, o homem só se volta para Deus quando está com dor, quando está angustiado. Quando ele está alegre, se preocupa muito pouco com Ele.
Mas: Lembrem-se de mim em sua alegria. Se realmente nos lembrarmos de Deus em nossa alegria, essa alegria será muito diferente da alegria que o mundo nos permite experimentar.
Ela será mais pura, mais saudável, mais libertadora, mais amorosa. Portanto, a Virgem não quer uma memória simples. Em árabe, se lembrar de Deus é, antes de tudo pensar Nele, louvá–Lo. É reconhecer sua grandeza, seu amor. É, portanto, viver em sua presença. Na verdade é o termo árabe “zikroullah”.
Em seguida, a Virgem, depois deste apelo a nos voltarmos para Deus, à nossa humildade enquanto seres que conhecem, depois deste apelo à necessidade de fazer o bem, de se abster de fazer o mal, depois deste apelo à penitência, à fé, à recordação de Deus na nossa alegria, Nossa Senhora nos lembra de algo essencial, especialmente no mundo árabe: Anunciem […]. Anunciem meu filho, Emmanuel. A
Igreja, no Oriente Médio, vive há muito tempo sobre posições adquiridas, que aos poucos vai perdendo. Simplesmente vivendo ao nível de seus fiéis. Ela parou de pensar
na possibilidade de evangelizar o grupo fora dos cristãos.
Já está tendo dificuldade em cristianizar o pequeno número de cristãos que estão no Oriente Médio. Como ela se importaria com o que poderia ser uma missão além? Agora a Virgem nos diz: Anunciem meu filho, Emmanuel! Quem o anuncia é salvo, e quem não o anuncia, a sua fé é vã. Isso nos traz de volta ao que Jesus nos disse há dois mil anos:
“Ide!”. Nossa razão de ser como cristãos é levar a mensagem.

Depois, a Virgem nos chama ao amor. E ao amor recíproco e mútuo: Amem-se uns aos outros. Ela não especificou: “os cristãos”. Ela apenas disse: Amem-se uns aos outros.
Então imediatamente Ela aborda uma questão que atormenta a Igreja há dois mil anos, o dinheiro. A Virgem diz, desde a primeira mensagem: Não estou pedindo dinheiro
[…]. Eu peço amor. Quantas vezes o dinheiro é apenas uma saída, uma justificativa para algum tipo de fuga de Deus, pela qual Lhe damos dinheiro e continuamos a levar nossas próprias vidas. A Virgem diz: “Não. Deixe o dinheiro de lado ”.
E é aqui que vemos realmente como Nicolas e Myrna, no seu sentido mais simples da gratuidade, um sentido espontâneo desde o início do fenômeno, corresponderam de antemão ao pedido da Virgem. E eles continuam até hoje com absoluta intransigência na recusa a qualquer coisa chamada dinheiro.
Eu peço amor. Deus é amor. Ele não precisa de nada além de amor. A Santíssima Virgem é a mãe de Deus, a mãe de Jesus. Ela não precisa de nada além de amor. Ela nos disse isso desde seu primeiro plano, desde sua primeira mensagem.”

Padre Elias Zahlaoui. LEMBRAI-VOS DE DEUS: MENSAGENS DE JESUS E MARIA EM SOUFANIEH.

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A Virgem de Soufanieh pela unidade dos cristãos do Oriente e do Ocidente

Enquanto o sangue flui na Síria há quase sete anos*, o óleo da Virgem Maria de Sufanieh continua a fluir em Damasco, a capital síria, há mais de 35 anos.

Nadine Zelhof

Atualmente são 10 anos de guerra. O texto foi publicado em Aleteia, em 27.04.2018

Esta é uma história relativamente pouco conhecida no Ocidente. Em novembro de 1982, em um bairro modesto ao norte de Damasco perto de “O Portão de Tomé”, um óleo perfumado fluiu de um pequeno ícone da Virgem Maria carregando o menino Jesus, uma reprodução da Virgem de Kazan. Este óleo apareceu pela primeira vez nas mãos da jovem recém-casada, Myrna Nazzour, em 22 de novembro do mesmo ano. “Não tenha medo da minha filha, estou com você. Abra as portas e não prive ninguém da minha visão! Foi nestes termos que a Virgem Maria apareceu pela primeira vez à Myrna. Com lágrimas nos olhos e emocionada, a jovem testemunhou: “Surpresa, medo, alegria ou emoção, não posso descrever meus sentimentos porque estava tão confusa, mas a pergunta que sempre esteve na minha cabeça: por que eu?”.

Soufanieh é este óleo puro que escorre da imagem da Virgem, mas também das mãos, olhos e testa de Myrna. A jovem também teve estigmas nas mãos, pés e testa durante todas as Semanas Santas em que o feriado de Páscoa das duas comunidades cristãs, ortodoxas e católicas, foi unificado. Esse foi o caso cinco vezes: 1984, 1987, 1990, 2001 e 2004.

Soufanieh também são aquelas mensagens entregues por Jesus Cristo e a Virgem Maria pela primeira vez em árabe. Mensagens do mesmo espírito que o Evangelho e a Santa Igreja, às quais Myrna confessou não entender nada na época, mas que se tornaram claras mais tarde, à luz dos trágicos acontecimentos.

Desde dezembro de 1982, essas mensagens têm sido um lembrete da necessidade de unidade da igreja. Em sua última mensagem, a Virgem Maria disse a Myrna Nazzour: “Não tenha medo  minha filha, se eu lhe disser que esta é a última vez que você me vê, até que a festa da Páscoa seja unificada. (…) Quanto ao óleo, continuará se manifestando em suas mãos para a glorificação do meu filho Jesus”.

Em 2004, ela então teve uma aparição de Jesus Cristo lhe dizendo: “ Este é o meu último mandamento. Voltem para suas casas, mas levem o Oriente em seus corações. Daqui jorrou novamente uma luz da qual vocês são os reflexos para um mundo seduzido pelo materialismo, pela sensualidade e pela fama ao ponto de quase ter perdido seus valores. Quanto a vocês, preservem a sua autenticidade oriental. Não permitam que os afastem de sua vontade, de sua liberdade e de sua fé neste Oriente.”

Em 2014, dez anos depois, quando os cristãos orientais se viram em profundo desespero em uma Síria completamente devastada, outro milagre ocorreu. Jesus envia uma mensagem: “As feridas que sangraram nesta terra são as mesmas que estão em meu corpo. Porque o autor e a causa são os mesmos”. Em 2017, no ano passado, as três Páscoas coincidiram: a Páscoa dos católicos, a Páscoa dos ortodoxos e a dos judeus. No Sábado Santo, o ícone então exalou óleo após dezesseis anos de interrupção!

Testemunhos: passado e presente

Não se pode falar de Soufanieh sem mencionar o Padre Elias Zahlaoui, fundador do Coral Alegroa, o coro da Igreja de Nossa Senhora de Damasco, e a primeira testemunha dos milagres de Soufanieh. Ele acompanha Myrna em todos os lugares em suas viagens, suas intervenções e suas viagens, das quais ele é o principal organizador.

“Escrevi meu primeiro livro sobre Soufanieh em 1990 para comunicar aos outros o que eu via, ouvia e vivia. Então eu reimprimi e atualizei em outubro de 2008, e a última edição foi no final de 2013. É meu dever divulgar seus fatos, suas mensagens, sua espiritualidade, seu movimento de oração e seus apelos. Eu vi várias vezes o óleo derramado das mãos de Myrna, incluindo o momento em que ungiu sua mãe e cunhada, que sofriam e estavam acamadas, com este estranho óleo, e eis que ela  restabeleceram a saúde. E tantas outras vezes quando estou acompanhado por simples civis, cardeais ou padres, como o padre Pierre Boz da Arquidiocese de Paris, e os milagres acontecem”.

Desde novembro de 1982, o Padre Zahlaoui tornou-se uma testemunha fiel do cotidiano de Soufanieh. Esta modesta casa se transformou durante a noite em um lugar de paz, de conforto, na “Casa da Virgem”. Inicialmente, as orações eram feitas dia e noite espontaneamente, levadas pelo improviso das pessoas. Então o Padre Zahlaoui os levou a recorrer às orações litúrgicas bizantinas, bem como às orações e canções maronitas e latinas.

Em 1992, durante a celebração da missa em Soufanieh pelo Núncio Apostólico, o óleo fluiu das mãos de Myrna durante a comunhão. No final da missa, quando o Núncio anunciou seu desejo de ver um centro ecumênico de Nossa Senhora de Soufanieh construído em Roma, o óleo novamente cobriu as mãos de Myrna. Em outubro de 1999, quando o centro foi inaugurado, o óleo foi mais uma vez derramado de suas mãos.

Uma voz com múltiplas expressões

“Já são 25 anos, mas a voz do Senhor e de Sua Santa Mãe nunca deixam de murmurar em nós e nos fortalecer. Uma única voz com múltiplos sotaques. Uma única voz com múltiplas expressões. Soufanieh é Soufanieh para hoje e para amanhã e realiza aquilo que se ouviu lá, a Unidade da Igreja”, disse o patriarca grego católico melquita Monsenhor Joseph Absi, na época vigário patriarcal, durante sua homilia na missa de celebração do 25º aniversário de Soufanieh.

“O evento de Sufanieh está no Oriente como um poderoso farol para corrigir o curso de uma humanidade que se tornou tão arrogante por causa de seu progresso científico que parece ter perdido sua orientação certa”, disse Zakka Iwaz, o Patriarca Ortodoxo Sírio de Antioquia. É neste país árabe que Jesus e a Virgem Maria escolheram pela primeira vez nos enviar mensagens universais, espirituais, cristãs e humanas em árabe, para que os cristãos aprofundem sua fé neste Oriente Árabe e Muçulmano”.

O coração de Soufanieh sem fronteiras

Graças a Soufanieh, petições foram lançadas em todo o mundo pela unidade dos cristãos e da festa da  Páscoa. Estações de televisão estrangeiras se deslocaram e continuam a afluir, mesmo nestes tempos difíceis de guerra. Desde que Roma reconheceu esse fenômeno e inaugurou o centro “Nossa Senhora de Soufanieh” no Vaticano em 1999, equipes da Rússia, Grécia, Alemanha, Bélgica, Canadá e países escandinavos estiveram presentes. Na França, o professor de teologia Patrick Sbalchiero esteve muito interessado e organizou muitas viagens para lá que ele considera como peregrinações.

“Em particular, a festa da Páscoa de 2004 se colocou sob o signo da unidade cristã. Assim que cheguei, notei uma imensa fadiga no rosto de Myrna, enquanto estava feliz em ver as multidões se aglomerando para orar e testemunhar os eventos que viriam. Havia também uma equipe médica de Oslo que tinha ido realizar extensos exames em Myrna. Exame de sangue, testes cardíacos, testes de pele, um doppler de ressonância magnética para entender a formação de feridas passionais. Assim como outros praticantes de Los Angeles, França ou Líbano”, testemunha ele.

Soufanieh é hoje um evento que tem um significado muito especial neste Oriente de maioria muçulmana e nesta Síria à fogo e sangue desde março de 2011. Como Myrna continua repetindo: “O Senhor entrou na minha vida, não tenho medo, estou confiante. Ele me pediu para rezar para que Sua vontade possa ser cumprida porque uma nova luz virá do Oriente e devemos ser testemunhas dessa luz.”

Fotos : Nadine Zelhof

Fonte: La Vierge de Soufanieh pour l’unité des chrétiens d’Orient et d’Occident (aleteia.org)

Oração ensinada por Jesus

Em 1987, no Líbano, Jesus transmite uma mensagem através de Myrna e ensina a oração abaixo a qual se assemelha à ensinada à Santa Faustina no Terço da Misericórdia. Diante da aflição e do sofrimentos digamos o que Ele mesmo nos ensinou e indicou para chegarmos ao coração do Pai:

Mensagem do Cristo em 22 de julho de 1987 (em Màad, no Líbano):

Não temas, minha filha, em ti eu educarei minha geração.

E se orares diz: Ó Pai, pelos méritos das feridas

de Teu Filho, salva-nos.

Ó Pai, pelos méritos das feridas de Teu Filho, salva-nos.

SOUFANIEH NA SÍRIA E NO MUNDO

Diante da profundidade das mensagens de um fenômeno pouco conhecido no Brasil, em 2020, traduzimos o livro Soufanieh; as aparições de Damasco de Christian
Ravaz, jornalista escritor francês, fundador do jornal católico Chrétiens Magazine,
falecido em 2007. Em 2021 traduzimos o livro do Padre Elias Zahlaoui, Lembrai-vos
de Deus; mensagens de Jesus e Maria em Soufanieh.
Agora, em parceria, no processo de tradução, com Monica Jankovic,
apresentamos ao leitor brasileiro este outro livro do Padre Zahlaoui, Soufanieh na
Síria e no Mundo.
Os eventos de Soufanieh, foram acompanhados de muito perto por médicos,
cientistas, membros da Igreja, padres, bispos, etc. Sua veracidade foi efetivamente
comprovada. A profundidade de sua mensagem e os efeitos em torno da difusão das
mesmas também são inequívocos. Neste impressionante volume o Padre Zahlaoui,
meticulosamente, juntou centenas de testemunhos assim como laudos de médicos e
cientistas, na Síria e no resto do mundo onde o fenômeno Soufanieh se fez presente.
Os testemunhos aqui presentes, em sua maioria, são expressão daquilo que Jean
Nabert e Paul Ricoeur identificaram como sendo um desejo de Deus, uma expressão
da relação do homem com o Absoluto.
Com essa tradução desejamos que, antes dos milagres, manifestações físicas,
curas, etc. o leitor brasileiro atente para a mensagem de Soufanieh que é a
demonstração da misericórdia de Deus para com seus filhos e do diálogo divino que
Ele entretém conosco.

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LEMBRAI-VOS DE DEUS: MENSAGENS DE JESUS E MARIA EM SOUFANIEH

Os acontecimentos de Soufanieh ocorreram com maior intensidade entre os anos de 1982 e 1987, portanto, muito antes da Guerra da Síria. Após isso, ocorreram de modo esporádico até 2017. Este livro do Padre Elias Zahlaoui, que acompanha e cataloga todos os fatos e testemunhos envolvendo os fenômenos desde o seu início, foi publicado originalmente em 1991. Após essa data, os fenômenos envolvendo Soufanieh se repetiram em 2001 e 2004, quando as Páscoas ortodoxa e católica coincidiram. Ocorreram novamente em 2014, em plena guerra e, por último, em 2017, quando da coincidência das Páscoas dos ortodoxos, dos católicos e dos judeus.

As mensagens de Soufanieh encontram–se no seu site oficial, página em português:

https://www.soufanieh.com/BRESIL/messages.htm

Myrna, após tudo isso, segue a pregar, testemunhando o que viu e ouviu. O livro aqui apresentado complementa o de Christian Ravaz, no sentido de que  Padre Elias Zahlaoui retoma e aprofunda a compreensão de todas as mensagens recebidas até 1991, assim como nos mostra a importância espiritual de Soufanieh.

Hoje, em 2021, não deixa de ser um convite à meditação o fato de que Deus tenha se manifestado de modo tão contundente e maravilhoso não só em Damasco, mas no Iraque, destruído pela guerra e em Aleppo, cidade também totalmente destruída pela Guerra da Síria.

Ao lermos o livro do Padre Zahlaoui compreendemos porque, talvez, a mensagem de Soufanieh, sofre de certo modo, eu diria, uma resistência no ocidente. A meu ver isso se dá porque ela chama à união de todos os cristãos para além das estruturas de poder da Igreja. Essa é, certamente, a grande crítica que subjaz nessas mensagens, conforme o Padre Zahlaoui.

É um convite à oração, à união, ao abandono do poder, à volta ao cristianismo primitivo. É também uma séria advertência para aqueles que usam o nome de Deus para se locupletar seja financeiramente, seja politicamente.

Por fim, cremos, como o Padre Zahlaoui, que Soufanieh “deve ser para nós a luz que nos ajudará a enfrentar todas as dificuldades possíveis e imagináveis, todas aquelas que vemos e aquelas que não conhecemos e que podem cair sobre nós”.

Quão oportuno e atual se faz recordar isso, em um mundo à beira do terror do Covid, do ódio e dos conflitos que se desencadeiam. Porém, a nossa grande esperança está no que Ele, Jesus, nos diz em Soufanieh: “Não tenham medo, eu estou com vocês”.

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Soufanieh: a luz que vem do Oriente

Soufanieh: a luz que vem do Oriente

Desde 1982, vários fenômenos vêm ocorrendo, envolvendo a Virgem Maria e Jesus Cristo e se manifestando através de mensagens, estigmas, exsudação de óleo de oliva, curas – tudo em torno de um pequeno ícone de Nossa Senhora de Kazan, presente em uma humilde casa em um bairro popular de Damasco, chamado Soufanieh. 

A mensagem de Soufanieh se faz urgente e atual em um mundo dilacerados por divisões. Essas manifestações de Jesus e de Maria, ocorridas antes da guerra que devastou a Síria, são uma graça para a humanidade na situação em que se encontra hoje.

O fenômeno – com várias manifestações que envolveram aparições de Jesus e da Virgem Mãe, estigmas na vidente Myrna Nazzour e exsudação de azeite de oliva das imagens de Nossa Senhora – foram investigados à exaustão por cientistas e médicos de diversas nacionalidades.

Em um tempo em que proliferam supostas mensagens de Nossa Senhora aceleradas pela internet na qual muitos se erigem como profetas, sabemos que se torna difícil separar o joio do trigo. Mas, mesmo sendo diferente do nosso percurso, se faz atual a dramática afirmação de Gilles Deleuze, em se referindo ao O Sofista de Platão: “à força de investigar o simulacro e de se debruçar sobre seu abismo, Platão, no clarão de um instante, descobre que ele não é simplesmente uma falsa cópia, mas que põe em questão as próprias noções de cópia e de modelo”. Esta é a situação com a qual nos defrontamos hoje: o solo das relações na vida social, religiosa e política contemporânea se esvanece na medida em que as noções de cópia e de modelo desapareceram totalmente, abrindo as portas para a construção do imaginário da pós-verdade.

Porém, os eventos de Soufanieh, na distante e sofrida Síria, inegavelmente têm a marca da veracidade pela absoluta gratuidade em tudo a que se refere a eles, pelos abundantes exames que foram feitos à época em manifestações materiais concretas envolvendo não só a exsudação de óleo das imagens, mas também os estigmas manifestados apenas durante a coincidência das datas da Páscoa e, por fim, os muitíssimos milagres para pessoas de diversas religiões, muçulmanos, católicos, ortodoxos, crentes e não-crentes;

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SOUFANIEH

LEMBRAI VOS DE DEUS

SOUFANIEH NA SIRIA E NO MUNDO

Soufanieh: as aparições de Damasco.

Foi através do Padre François Brune (La Vierge de L’Egypte. Paris: Éditions Les Jardins des Livres, 2004) que cheguei às aparições de Soufanieh. Os acontecimentos e mensagens de Soufanieh começaram muito antes da guerra devastadora da Síria e creio serem de especial importância para o mundo atual.Soufanieh é um bairro de Damasco, na Síria, onde a Mãe de Deus e Jesus Cristo apareceram para uma jovem senhora chamada Myrna Nazzour. Myrna pertence ao rito greco-católico e Nicolas, seu esposo, ao rito greco-ortodoxo, mas no Oriente Médio a mulher adere automaticamente à religião do esposo quando se casa.Busquei e comprei o livro original em francês, a primeira edição publicada em 1988, por Christian Ravaz, jornalista escritor francês, fundador do jornal católico Chrétiens Magazine, falecido em 2007, amigo do Padre René Laurentin, a grande autoridade em aparições marianas, que escreveu a Introdução do livro, então gratuitamente distribuído. Também encontrei uma tradução para o inglês na internet, no site oficial das aparições de Soufanieh. Foi com base nesta última, em virtude de seu caráter público e livre acesso (cotejando-a com o original em francês), que fiz a tradução para o português. É importante que retomemos (aqueles que já conhecem) ou tenhamos acesso (quem não conhece) ao conhecimento desses fenômenos tão ricos, singulares e impactantes ocorridos na Síria antes da terrível guerra em que mergulhou aquele país. Fenômenos que envolvem visões da Virgem Maria e de Jesus Cristo, manifestações materiais como exsudação de óleo do ícone e das suas reproduções assim como estigmas na vidente Myrna. Ao lado disso, inúmeras curas documentadas em especial pelos Padres Elias Zhalaoui e Joseph Malouli.O mais importante, contudo, é atualidade e mesmo urgência da mensagem de Soufanieh, tanto em termos proféticos – em um mundo à beira da autodestruição ambiental e da guerra – quanto em termos da mensagem evangélica perene que transmite. Seus principais apelos estão voltados para a unidade dos cristãos do mundo inteiro e para a necessidade urgente da oração.Os acontecimentos de Soufanieh ocorreram entre 1982 e 1987, muito antes da guerra horrível que vem devastando a Síria. De modo esparso se repetiram posteriormente, em algumas ocasiões e, conforme o relato do Padre Zahlaoui, cessaram em 2004. O livro de Christian Ravaz apresenta as mensagens até setembro de 1987. As seguintes estão no site oficial de Soufanieh, página em português: https://www.soufanieh.com/BRESIL/messages.htmForam acompanhados de muito perto por médicos, cientistas, membros da Igreja, padres, bispos, etc. Sua veracidade foi efetivamente comprovada.Myrna, após tudo isso, segue a pregar, testemunhando o que viu e ouviu.O material visual disponível na internet, tanto de seus êxtases e estigmas, quanto de suas falas mais recentes, encontra-se listado em anexo.Complemento e fecho este trabalho com uma carta do Padre Zahlaoui, orientador espiritual de Myrna, publicada em 2013, já em plena Guerra da Síria. Note-se que o Padre Zahlaoui fez nestes últimos anos várias intervenções em forma de cartas e entrevistas, direcionadas ao Vaticano, à Comunidade Europeia, ás autoridades, ao Ocidente, enfim, especificamente denunciando o massacre promovido pelos ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, contra a Síria e seu povo, em nome de uma suposta “libertação” do país e a favor da “democracia”. Porém, esta carta, em especial, é de fundamental importância pois traz revelações importantíssimas para nós todos acerca de uma aparição em particular, cujo conteúdo ficou restrito aos três padres que acompanhavam o fenômeno, não tendo sido publicada no livro de Christian Ravaz aqui traduzido. Essa carta nos traz a mensagem de Jesus Cristo, em 1987, portanto, muito antes da guerra, colocando luz sobre os acontecimentos atuais na Síria e no mundo inteiro. Para não quebrar a ordem cronológica dos relatos deixei-a para o final do livro.Como Christian Ravaz o autor do livro cuja tradução aqui me propus, eu não vou comentar Soufanieh. Cada um deve tirar suas conclusões…Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça…

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