“Sigam-me” (Mateus 4: 19-20)
“Não tenham medo de ir às ruas e aos lugares públicos como os primeiros apóstolos” (São João Paulo II).
“Sigam-me” (Mateus 4: 19-20)
“Não tenham medo de ir às ruas e aos lugares públicos como os primeiros apóstolos” (São João Paulo II).

Por Rose, Lucinda e Hélio
“Antes de deixar nosso mundo, onde Ele estava encarnado, Jesus nos legou, em
herança, seu tesouro mais precioso: Sua Mãe.
Já no casamento em Caná, Ele havia sentido sua compaixão pelo povo. Na
necessidade, quando ela sussurrou para ele, “Eles estão sem vinho”. Por este fato, ela
levou-o a realizar seu primeiro milagre solene e, ao mesmo tempo, ela indicou aos
homens a voz da salvação, dizendo: “Fazei o que Ele vos disser, e assim vocês terão
tudo o que lhes falta” “Abib MOUSLEH (Soufanieh na Siria e no Mundo).
“Todo cristianismo é baseado em milagres. A história da Igreja está repleta deles. Por
que não deveria haver milagres em Damasco ou em outro lugar”? Patriarca ZAKKA (Soufanieh na Siria e no Mundo).
“Se você está procurando um milagre, o óleo [de Soufanieh] não é um milagre. O milagre é a transformação do pão e do vinho no corpo e sangue de Jesus… Podemos viver este milagre todos os dias, porque Deus está presente conosco através da Eucaristia… ” Myrna Nazzour (Soufanieh na Siria e no Mundo).
“Mas o Evangelho que está em nossas mãos é a maior prova, e a ressurreição
de Jesus dos mortos é o maior sinal, e o pão e o vinho transformados no corpo e no
sangue de Jesus é o maior milagre.
Portanto, não precisamos de um fenômeno. No entanto, Nosso Senhor às vezes
nos dá alguns sinais, para apoiar nossa fé, não para fundar nossa fé.
Não posso acreditar que haja uma única pessoa desprovida de toda fé… Não
posso acreditar nisso. Toda pessoa, desde o dia em que foi batizada, tem uma semente
de fé… mas essa semente precisa explodir… Espero que essa semente de fé não exploda em um momento de fraqueza, doença, morte ou desespero….” Myrna Nazzour (Soufanieh na Siria e no Mundo).
“Quando o óleo escorre de uma imagem em papel, isso significa que há algo
além da natureza. Isto não é surpreendente: todo o cristianismo é um milagre.” Patriarca Zakka I IWAS (Soufanieh na Siria e no Mundo).

Mensagem do Cristo à Myrna, na véspera do
quarto aniversário, 26 de novembro de 1986
Que belo é este lugar, nele Eu edificarei meu reino e
minha paz.
Eu darei a vocês o meu coração, para possuir os seus
corações.
Seus pecados estão perdoados, porque vocês se voltaram para mim.
E naquele que se volta para mim, Eu pintarei a minha
imagem.
Infeliz daquele que representa a minha imagem
enquanto vendeu o meu sangue.
Orem pelos pecadores, pois por cada palavra de ora-
ção, Eu derramarei uma gota do meu sangue sobre um dos
pecadores.
Minha filha, que as coisas da terra não te perturbem,
porque pelas minhas feridas tu ganhas a eternidade.
Eu quero renovar minha Paixão.
E eu quero que tu cumpras tua missão, pois tu só poderás entrar no céu se tiveres cumprido tua missão na terra.
Vai em paz e diz aos meus filhos que eles venham a
mim a qualquer hora e não só quando renovo a festa da Minha Mãe, porque Eu estou com eles em todos os momentos.

Os acontecimentos de Soufanieh ocorreram com maior
intensidade entre os anos de 1982 e 1987, portanto, muito
antes da Guerra da Síria. Após isso, ocorreram de modo esporádico até 2017. Este livro do Padre Elias Zahlaoui, que acompanha e cataloga todos os fatos e testemunhos envolvendo os
fenômenos desde o seu início, foi publicado originalmente em
1991. Após essa data, os fenômenos envolvendo Soufanieh
se repetiram em 2001 e 2004, quando as Páscoas ortodoxa
e católica coincidiram. Ocorreram novamente em 2014, em
plena guerra e, por último, em 2017, quando da coincidência
das Páscoas dos ortodoxos, dos católicos e dos judeus.
Mais do que o aspecto formal, ou seja , as datas, o que Jesus e Maria pedem é a união dos corações dos cristãos, única coisa capaz de quebrar o mal e levar a luz e a paz ao mundo.
Mensagem de Cristo, Sábado Santo, 14 de Abril
de 1990
Meus filhos, vocês ensinarão às gerações a palavra
da unidade, do amor e da fé.
Eu estou com vocês.
Mas tu, Minha filha, tu não voltarás a ouvir a Minha
voz até que a festa (da Páscoa) seja unificada.
Mensagem da Virgem no 8 º aniversário do fenômeno, na noite de 26 de Novembro de 1990
Não temas, Minha filha, se te digo que Me vês pela
última vez até que a festa(da Páscoa) seja unificada.
Diz aos Meus filhos:
Querem ver e relembrar os sofrimentos do Meu Filho
em ti, ou não?
Se não lhes custa que tu sofras duas vezes, Eu, Eu sou
uma Mãe, e ver o Meu Filho sofrer muitas vezes.
Fica em paz, fica em paz Minha filha.
Vem para que Ele te dê a paz, a fim de que tu possas
anunciá-la aos homens.
Quanto ao óleo continuará a manifestar–se nas tuas
mãos para glória do Meu Filho Jesus, quando Ele quiser e
aonde quer que tu vás.
Na realidade, Nós estamos contigo e com todos os que
desejarem que a Festa (da Páscoa) seja unificada.
E assim explica o Padre Elias Zahlaoui o principal pedido de Jesus e de Maria:
“Agora, vamos ao pedido de Jesus e de Maria que, ao
nível da unidade, se relaciona com os homens. A Virgem e
Jesus, no decurso das duas mensagens seguintes, parecem
reduzir ao mínimo absoluto a sua exigência de unidade. No
Sábado Santo, 14 de abril de 1990, depois de ter dito: Meus
filhos, vocês ensinarão às gerações A PALAVRA da unidade, do amor e da fé, Jesus dirá à Myrna: Eu estou com vocês. Mas você, minha filha, não ouvirá minha voz até que
a festa (da Páscoa) seja unificada. Por oito anos, Jesus pediu unidade. Agora, parece que Ele está reduzido a apenas reivindicar a unidade da Festa, que é a Páscoa. “Vocês não me deram a unidade, pelo menos me deem a unidade da Festa … Pelo menos. Pois a verdadeira unidade, a unidade profunda, não é sua obra”. Mas a unificação da Festa pode ser, pois, aliás, ela já foi realizada aqui e ali, no Oriente Médio.
E logo depois, em 26 de novembro de 1990, Nossa Senhora disse exatamente isto à Myrna: Não tenhas medo, minha filha, se eu te disser que esta é a última vez que tu me verás, até que a festa (da Páscoa) seja unificada. Dir-se-ia que o
Senhor pediu, pediu, pediu. Finalmente, Ele viu que não havia
resposta. Então Ele disse: “Bom. Pelo menos faça-me a caridade, dê-me a esmola da festa unificada, que é a festa da Páscoa”.

Abaixo meditação do Padre Richard Rohr (Center for Action and Contemplation) sobre a única saída para os extremos políticos, ideológicos, de qualquer natureza, que é CRUZ de Cristo, a LOUCURA DA CRUZ como aponta São Paulo que nos diz: “Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para formar um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou livres; e todos fomos impregnados do mesmo Espírito. (I Coríntios 12, 13)”:
“Uma das dialéticas que Paulo apresenta é o conflito perene que hoje chamamos de conservador e liberal. Em seus escritos, o próprio povo de Paulo, os judeus, tornou-se o substituto de conservadores piedosos e cumpridores da lei; os gregos forneceram sua metáfora para intelectuais, críticos culturais e pessoas que chamaríamos de liberais. Paulo vê os judeus tentando criar ordem no mundo pela obediência à lei, tradição e laços de parentesco. Os gregos tentam criar ordem pela razão, compreensão, lógica e educação.
Paulo insiste que nenhum deles pode ao final ter sucesso porque não têm a capacidade de “incorporar o negativo”, que sempre estará presente. Ele reconhece que o maior inimigo da bondade e da alegria cotidianas comuns não é a imperfeição, mas a exigência de alguma suposta perfeição ou ordem. Parece haver um lado sombrio em quase tudo; todas as coisas estão sujeitas às “potências e principados” (Efésios 6:12). Somente a mente unitiva ou não-dual pode aceitar isso e não entrar em pânico, mas, de fato, crescer por causa disso e crescer além disso.
Nem o padrão liberal nem o padrão conservador podem lidar com desordem e miséria. Paulo acredita que Jesus revelou a única resposta que funciona. A revelação da cruz, diz ele, nos torna indestrutíveis, porque diz que há um caminho através de todo absurdo e tragédia. Essa maneira é precisamente aceitando e até usando o absurdo e a tragédia como parte da agenda insondável de Deus. Se pudermos internalizar o mistério da cruz, não cairemos em cinismo, fracasso, amargura ou ceticismo. A cruz nos dá um caminho preciso e profundo através do lado sombrio da vida e através de todas as decepções.
Paulo permite que tanto os conservadores quanto os liberais definam a sabedoria à sua própria maneira, mas ele se atreve a chamá-los tanto de inadequados quanto de errados. Ele acredita que tais visões de mundo acabarão por falhar com as pessoas. “Deus mostrou a sabedoria humana como loucura” na cruz (1 Coríntios 1:21), e isso é “um obstáculo que os judeus não podem superar”, e que os gentios ou pagãos pensam que é simples “loucura” (1: 23).
Para Paulo, as senhas para o pensamento não-dual, ou a verdadeira sabedoria, são “loucura” e “insensatez”. Ele diz, com efeito: “Meu pensamento é loucura para você, não é?” É certo que não faz sentido a menos que tenhamos confrontado o mistério da cruz. O sofrimento, a “loucura da cruz”, destrói a mente dualista. Por quê? Porque na cruz, Deus assumiu a pior coisa, a morte do Deus-humano, e a transformou na melhor coisa, a própria redenção do mundo. A compreensão compassiva do absurdo ou da tragédia, como Jesus faz na cruz, é a resolução final e triunfante de todos os dualismos e dicotomias que enfrentamos em nossas próprias vidas. Somos assim “salvos pela cruz”! Isso agora faz sentido?” https://cac.org/daily-meditations/

Hoje, quando o mundo se defronta com o acréscimos de angústias: guerras, doenças, fome, etc., após 35 anos das aparições de Soufanieh na Síria, importante e urgente se torna a reprodução das mensagens dadas à Myrna por Nosso Senhor Jesus Cristo, em 1987, abaixo transcritas. Cabe notar que Soufanieh se caracteriza por mensagens dotadas de uma grande profundidade espiritual e as abaixo, ocorreram quase no final das manifestações daquele fenômeno, em um dia em que se manifestaram estigmas no corpo de Myrna. Reproduzimos abaixo o relatório do Padre Boulos Fadel, que era o responsável por anotar e relatar todos os detalhes do fenômeno, transcritos pelo Padre Elias Zahlaoui em um capítulo importante do livro Soufanieh na Síria e no Mundo, página 723 ( https://sou-fan-ieh.com/wp-content/uploads/2021/06/soufanieh-na-siria-e-no-mundo.pdf ). Uma parte do relatório permaneceu não divulgada até a sua concordância e posterior divulgação pelo Padre Elias Zahlaoui. Os motivos para tal o leitor compreenderá abaixo, mas dizem respeito ao que viria acontecer ao mundo. Algo que foi anunciado na década de 80 do século passado. Nesse capítulo anexo do livro, escrito em 2013, o Padre Elias se dirige ao mundo árabe e à própria Síria, mergulhada na guerra iniciada em 2011. Porém, o que temos é um mensagem cuja dimensão profética ultrapassa em muito os acontecimentos naquele país e naquela região e dizem respeito ao mundo. Embora seja longo, consideramos importante reproduzi-lo na íntegra para que o leitor chegue às suas conclusões.
“Soufanieh tem alguma coisa a dizer ao coração dos acontecimentos atuais do mundo árabe, e particularmente na Síria desde março de 2011?
O assunto que estou abordando agora é tão sério e tão próximo dos eventos candentes que a Síria vem vivenciando desde meados de março de 2011 que devo falar sobre ele sem nenhum desvio, começando com o título e terminando com a última palavra.
Aqui eu deixarei a palavra somente a Ele que é “a Palavra”, como descrito no Evangelho e no Corão ao mesmo tempo, Jesus Cristo, e a Sua Mãe, a Santíssima Virgem Maria.
Pois Eles, Todos Dois, falaram. Eles falaram em árabe. Ora, esta foi a primeira vez que Eles, Todos Dois, falaram em árabe, desde o dia em que Eles viveram na Palestina, há dois mil anos.
E Eles escolheram falar o árabe em Damasco!
Existe o acaso para Deus?
E por que este lugar precisamente, Damasco?
Se cabe a alguém duvidar da palavra de alguém, não importa quão alto ele possa ser, ou melhor, tanto mais porque ele está no alto, ainda assim as palavras de Jesus e Maria têm um peso tal que ultrapassa aquele do universo inteiro.
Ora o que eles disseram era novo… e muito antigo, ou melhor, tão antigo quanto Deus e o homem ao mesmo tempo… foi um apelo atual, mas em árabe, do chamado, premente e livre, feito pelo Evangelho há dois mil anos, para um retorno a Deus, com fé, humildade, arrependimento e amor. E este retorno só pode dar frutos se for acompanhado de um retorno efetivo e firme ao homem, todo homem, na humildade, amor, perdão e paz. Pois, o homem pode viver sem Deus?
Naturalmente, desejo que todos os árabes, ou pelo menos muitos deles, conheçam todas estas palavras de importância capital. Pois vejo neles os traços de um projeto divino, sim, ouso falar de um projeto divino, que diz respeito à Síria em primeiro lugar, que diz respeito ao Oriente Árabe em segundo lugar, e que diz respeito ao mundo inteiro. Aqueles que terão a oportunidade de conhecer estas palavras, em si mesmas, em seu conteúdo e em seu contexto temporal e local, verão claramente a justeza do que ouso declarar aqui, com tanta confiança e simplicidade.
Entretanto, eu também sei que numerosos são os intelectuais árabes, na Síria e em outros lugares, se recusaram a prestar qualquer atenção ao Fato Soufanieh. Ademais, eles opuseram a isso, como um deles me disse, uma recusa categórica, para não mencionar a ironia. Custa-me dizer que tudo isso aconteceu numa época em que muitos intelectuais, cientistas, médicos, teólogos e jornalistas, todos ocidentais, vieram a Damasco por iniciativa própria e submeteram o fenômeno a testes científicos, médicos e psicológicos precisos, objetivos e rigorosos, que os levaram a reconhecer, proclamar e até mesmo testemunhar por escrito, embora suas muitas motivações variassem da puramente científica à curiosidade ao mesmo tempo, e ao testemunho!
Finalmente, devo lembrar a todos, tanto conhecedores quanto “ignorantes”, que o que aconteceu em Soufanieh, em Damasco, aconteceu no final de 1982, ou seja, durante o período dos primeiros distúrbios políticos conhecidos e depois, durante os poucos anos que precederam diretamente o tempo infernal em que estamos vivendo.
Naturalmente, não pretendo lembrar tudo o que Nossa Senhora e Jesus falaram durante 22 anos. Foi extraordinário, e embora conciso, tocou a vida de todos, tanto no Oriente quanto no Ocidente.
Nem pretendo me deter nas palavras mais importantes, pois cada uma delas abre horizontes sobre Deus e o homem, sem limites…
Só preciso, portanto, lembrar algumas dessas palavras para entrever uma ou outra de suas dimensões, no que toca ao nosso presente e no que traça, como eu creio, as marcas de um futuro próximo…
Mas deixem-me, a fim de dissipar todo equívoco, declarar que todas as palavras proferidas por Nossa Senhora e Jesus, foram proclamadas na hora, em público, em sua integralidade.
Houve, no entanto, uma única exceção a isto. É o que me detém agora, para lançar luz sobre o inferno que procura devorar a Síria, hoje e para sempre!
Esta exceção diz respeito a uma mensagem do Senhor, recebida na véspera da quinta-feira da Ascensão, datada de 28/05/1987, na “Casa de Nossa Senhora” em Soufanieh. Esta mensagem pareceu à Myrna de uma gravidade tal que ela julgou necessário esconder parte dela do público, enquanto proclamava a outra parte, que consistia em duas pequenas frases, que não poderiam ser mais curtas nem mais ricas. Aqui estão elas:
“Amem-se uns aos outros e rezem com fé”.
Então Myrna pediu a todos os presentes que deixassem a sala, exceto aos três padres que estavam presentes no momento: Joseph Malouli, Boulos Fadel e Rizkallah Simaan. Foi então que ela se deixou levar pela perturbação provocada pela mensagem. Ela colocou os padres, sozinhos, totalmente a par do que ela tinha visto e ouvido de Jesus em pessoa. Padre Boulos Fadel, como era seu costume, anotou com precisão e fidelidade toda a perturbação e tensão que se notavam em Myrna. Ele então anotou o que ela lhe disse palavra por palavra. Finalmente, o diálogo que ambos tiveram, em árabe falado, na presença dos Padres Malouli e Simaan.
Este relatório escrito pelo Padre Boulos Fadel, considero hoje muito necessário reproduzi-lo integralmente. Nele se lê:
“Êxtase da quinta feira de Ascensão, 28/05/1987”
(Primeira parte do Relatório).
Na quarta-feira à noite, véspera da festa da Ascensão, após a oração que aconteceu na casa da Virgem em Soufanieh, fui convidado a visitar o Sr. Nazih Raad em sua casa. Hesitei em aceitar este convite porque esperava que algo acontecesse naquele dia, apoiando-me nestas duas razões:
1- Neste ano, e em todas as festas do Senhor (ou seja, as festas de Jesus e Maria), o ícone milagroso exala óleo.
2- Em 31/05/1984, festa da Ascensão, Myrna teve um êxtase, durante o qual ela viu Jesus que lhe comunicou uma mensagem (cf. as Mensagens).
Por fim, aceitei o convite. Mas, antes de sair, deixei o número de telefone do Sr. Nazih Raad na casa dos Nazzour e pedi que me ligassem se algo acontecesse.
Por volta das 10h35 da noite, o Sr. Nazih recebeu um telefonema do Sr. Nicolas Nazzour, anunciando a exsudação de óleo do Ícone. Deixamos tudo e fomos para a casa da Virgem em Soufanieh. Qual foi nossa surpresa e alegria, quando vimos o óleo enchendo mais da metade da urna, a exsudação prosseguia gota a gota (separadas umas das outras em cerca de 15 a 20 segundos).
Rizkallah Simaan e Joseph Malouli, e muitos vizinhos, conhecidos e visitantes chegaram. Trocamos felicitações por este presente que Nossa Senhora nos deu em seu dia de festa. Começamos a oração cantando o Acatista, assim como uma antologia de cantos marianos, e depois o hino da festa da Ascensão. Depois rezamos o terço. Por fim, cantamos “Venha entre nós”, a pedido de um dos orantes. Assim que a Sra. Salwa Naassan iniciou esta canção, notei uma certa tensão nas feições de Myrna, como se algo fosse acontecer. Myrna sentou-se na cadeira que se encontrava no pátio, dobrou as mãos e apoiou sua testa nela. De repente, o óleo começou a pingar de seus dedos. Myrna tinha notado o óleo em suas mãos e não queria que ninguém o visse. Ela se levantou para entrar em seu quarto, mas cambaleou e desmaiou. Nós a carregamos e a colocamos em sua cama, enquanto o óleo escorria de seu rosto e de suas mãos.
Aqui estão os detalhes do que aconteceu:
12h35 Óleo do rosto e das mãos. Dor nos olhos. Myrna diz a palavra novamente: “Ó Senhor!”.
12h40 Myrna chora por causa da dor do óleo em seus olhos, com a palavra: “Ó Senhor”.
12h44 Entrada em êxtase (se nota um certo inchaço e vermelhidão no seu rosto).
12h56 Respiração profunda, e início de um movimento lento. Movimento geral do corpo. Junção das duas mãos: direita e esquerda, com a abertura e o fechamento dos olhos (várias vezes).
1h03 O Padre Boulos perguntou-lhe: Você viu alguma coisa? Ela respondeu: sim (com um movimento da cabeça).
Pergunta: Quem?
Resposta: Jesus.
Pergunta: Que roupa Ele está vestindo?
Resposta: Manto branco e levanta a mão.
Pergunta: Ele disse alguma coisa a você?
Resposta: Uma recomendação. Nada mais.
Pergunta: Alguma coisa em particular?
Resposta: Não, para nós. Algo sobre caridade.
Pergunta: O que Ele disse exatamente?
Resposta: » Meus filhos, amem-se uns aos outros e rezem com fé. »
Pergunta: Ele disse mais alguma coisa?
Resposta: Bênção (no sentido de que Ele abençoou).
Pergunta: Para você ou para todos?
Resposta: Não, para vocês.
Pergunta: O que Ele disse após a bênção?
Resposta: Ele disse algo particular, e viu minhas feridas.
Pergunta: O que Ele disse a você?
Resposta: Ele não disse nada.
Pergunta: Você lhe perguntou alguma coisa?
Resposta: Eu não tive tempo.
Pergunta: Então você não rezou por nós?
Resposta: Ele está com vocês, e vocês querem que eu reze por vocês?
Pergunta: Como você viu o Cristo?
Resposta: Ele estava aqui. Eu vi uma luz muito poderosa. Ele estava vestido de branco. Depois de ter falado, Ele abençoou. Vocês estavam com Ele. Ele nos deixou e se foi.
O Padre Boulos Fadel escreveu os detalhes do êxtase em um relatório especial, exceto por esta parte, que permaneceu secreta até a sua declaração:
“Êxtase da quinta feira de Ascensão, 28/05/1987”
(2ª parte do relatório)
“Traços de emoção marcaram o rosto de Myrna após o êxtase, como se ela carregasse algo perturbador em seu coração. Ela pediu que todos os presentes se retirassem, exceto os sacerdotes presentes na ocasião, que eram: Joseph Malouli, Rizkallah Simaan e Boulos Fadel.
Era 1h27 da manhã:
(Escrevi palavra por palavra o que Myrna disse, e em árabe falado).
Myrna me disse com uma voz cansada: E me sinto tão cansada… Ó Padre, um tempo muito difícil nos espera, não só nós, mas todo o mundo.
Perguntei a ela: O que é a prova?
Resposta: Foi ele quem me disse. Devemos rezar muito. É em Seu Nome que seremos salvos.
Pergunta: Este momento difícil diz respeito à Igreja?
Resposta: Não, é mundial… em toda a Síria… É uma guerra, é uma fome…? Vocês só serão salvos em Meu Nome! Isto é sério, eu os vi, e eu vi o Cristo. Estávamos todos ao Seu redor.
Pergunta: Esta dificuldade durará muito tempo?
Resposta: É possível que morramos, sem ter visto nada.
Pergunta: Como você viu o Cristo?
Resposta: Ele estava aqui. Eu vi uma luz muito poderosa. Ele estava vestido de branco. Depois que Ele falou, Ele abençoou. Vocês estavam com Ele. Ele nos deixa e se vai.
Pergunta: Como foi o movimento de suas mãos?
Resposta: Talvez assim, talvez assim (ela tentou traçar a forma do movimento que fez durante o êxtase, que é o movimento de bênção que o padre faz no rito bizantino).
Pergunta: Vimos que você estava mexendo os lábios. Você estava orando?
Resposta: Eu rezei Ó Jesus bem-amado… Pois foi Ele quem me disse uma vez: “Se você estiver sofrendo, diga esta oração.”
________________________________________________________________
Aqui termina o relatório do Padre Boulos Fadel.
É claro que o que Myrna disse em poucas palavras dispensa toda tagarelice, e torna inúteis todas as suposições possíveis, sejam elas quais forem.
Naquele dia, eu estava em Paris. Quando telefonei a Soufanieh para receber notícias, a própria Myrna me disse que algo sério havia acompanhado o êxtase, e que ela havia decidido, por iniciativa própria, falar apenas com os sacerdotes, deixando para me informar, a meu turno, assim que eu voltasse a Damasco.
No relatório de Boulos Fadel, considero indispensável reproduzir também o que escrevi sobre este assunto em um de meus livros, impresso em 1990, sob o título: “Soufanieh 1982-1990”, no qual relatei os fatos, segundo minhas observações pessoais, em seus detalhes e sua sucessão, com toda a fidelidade. É sabido que este livro foi traduzido para o francês um ano depois, por mim mesmo, com a ajuda da Sra. Bibiane Bucaille de la Roque, e que foi editado pelo Sr. François-Xavier de Guibert. Agora aqui está o que eu tinha escrito sobre o êxtase de 28/05/1987:
1. “Na sexta-feira, 29 de maio, após a quinta-feira da Ascensão, telefonei do “Espalion” para Damasco, aos Nazzour, para saber se alguma coisa havia acontecido naquele dia de festa. Myrna responde. O Sr. Antakly está ao meu lado e conversa com ela. Myrna me assegura que ela viu Jesus durante o êxtase que seguiu o fluxo de óleo à noite por volta das 23 horas. Jesus abençoou os presentes e disse à Myrna: “Amai-vos uns aos outros e rezai com fé”. Ela acrescentou: “Ele me confiou coisas, das quais transmiti uma parte aos sacerdotes presentes: Malouli, Fadel e Simaan”.
2. Sábado 6 de junho. De volta a Damasco, a primeira coisa que faço antes de ir à casa da minha família é ir a Soufanieh, rezar com todos os amigos presentes e perguntar à Myrna o que ela confiou aos meus companheiros sacerdotes. Ela o compartilha comigo”.
A verdade exige que eu admita abertamente que o que Myrna me revelou foi o anúncio de eventos sérios na Síria, e talvez no mundo. E foi precisamente isso que fez Myrna decidir, por sua própria iniciativa, escondê-lo do público e revelá-lo apenas aos sacerdotes.
Naturalmente, nós padres não poderíamos negligenciar um tal “aviso” e fingir ignorá-lo. No entanto, a pergunta que necessariamente tinha que ser feita era: o que fazer? O que nos está sendo pedido? Lembro que rezamos muito, e refletimos muito juntos. Mas o sentimento que nos obcecava, face ao que nos seria pedido, era extremamente pesado e infinitamente perturbador.
Mas o que aconteceu, aconteceu. E ele nos seguiu, nós padres, noite e dia. Nós estávamos à procura de uma diretiva qualquer…. Dois meses se tinham passado, enquanto estávamos em oração e espera… Aproximava-se a Festa da Assunção da Santíssima Virgem, que se realiza todos os anos em 15 de agosto. Tivemos a ideia de visitar Myrna e perguntar-lhe algo… Aqui, deixo para o que escrevi em meu livro “Soufanieh”, impresso em 1991, na França, por François-Xavier de Guibert, para nos contar o que aconteceu durante este período, em todos os seus detalhes:
“No dia anterior, 13 de agosto, tive duas ligações telefônicas com a França. A primeira foi com o Dr. Jean-Claude Antakly, para pedir-lhe conselhos a respeito do meu estado de saúde. A segunda, vinda de Christian Ravaz que queria se certificar da minha viagem à França, prometida para meados de setembro.
Assim, a todos os dois eu falo de nossa expectativa para o dia seguinte, 14, véspera da Assunção.
E ambos me pedem para ligar para eles caso algo aconteça.
E telefono-lhes na noite de 14 de agosto, para contar-lhes o que aconteceu e para dar-lhes o conteúdo da Mensagem confiada à Myrna.
Neste contexto, o Sr. Ravaz quer saber mais. Tendo sabido, durante sua estada em Damasco, que uma mensagem bastante séria foi dada à Myrna na noite da Ascensão, e que Myrna achou por bem comunicá-la somente aos sacerdotes presentes, e a mim mesmo quando voltei da França, e tendo nos ouvido discutir diante dele sobre a necessidade de dizer à Myrna para perguntar a Jesus ou à Santíssima Virgem o que fazer: dizer a mensagem ou se calar por enquanto, porque havia o risco de serem muito pesadas as consequências… Portanto, o Sr. Ravaz, sabendo de tudo isso, me perguntou, durante esta comunicação na noite de 14 de agosto, se uma resposta havia sido dada. Disse-lhe que havia, prometendo contar-lhe isso em uma próxima carta. Na verdade, escreverei a ele em 25 de agosto para dizer-lhe que Jesus deu uma resposta a Myrna, mesmo antes de Ele lhe comunicar a mensagem.
Na verdade, dois dias antes da festa da Assunção, os Padres Malouli, Fadel e eu tivemos uma conversa com Myrna, insistindo que ela fizesse esta pergunta sobre a conveniência, ou não, de declarar a mensagem que lhe foi confiada na véspera da Ascensão. Ela prometeu fazer isso, mas nos disse que não saberia como fazê-lo ou se teria tempo… Nós lhe dissemos:
Não importa. Coloque esta ideia em sua cabeça, reze e deixe o Senhor fazê-lo.
No entanto, durante o êxtase de 14 de agosto, “A Luz” disse-lhe em árabe dialetal:
“Isto pelo que você veio, não fale sobre isto agora!”
Esta mesma frase, eu me permiti comunicar ao Sr. Ravaz, pedindo-lhe que a guarde somente para si.
E esta frase será para nós uma oportunidade para uma longa e lenta reflexão sobre a oração, sobre seus efeitos e sobre a misericórdia do Senhor, bem como sobre o futuro que o Senhor reserva à nossa Igreja e ao nosso país.
Por volta das 20 horas, chega o Sr. Antoine Makdisi, avisado por telefone do êxtase, mas retido em casa por visitantes incomuns: o embaixador de França e sua esposa, assim como o poeta árabe Adonis. Quando Makdisi descobre o que aconteceu e lê a mensagem, ele me chama de lado e diz:
“Padre, estou convencido de que devemos publicar seu relatório. E eu farei a introdução”.
Esta declaração de Antoine Makdisi não deixa de me surpreender, pois alguns dias antes ele havia pedido desculpas por não poder escrevê-la, por causa de seu excesso de trabalho, que eu conheço muito bem.
Naquela noite, decidi publicar meu relatório.”
Myrna, portanto, escutou esta frase, dita em árabe falado, como ela nos falou, antes de ditar a mensagem:
“Isto pelo que você veio, não fale sobre isto agora!”
Essa “diretriz” foi muito clara e direta. Eu não posso negar que isso acalmou nosso espírito, a nós padres, assim como acalmou Myrna e seu marido Nicolas. Entretanto, todos nós estávamos, apesar disso, esperando por uma diretriz adicional, que viria até nós no momento oportuno e que nos diria até mesmo como anunciá-la. Os anos se passaram. Entretanto, não recebemos nada sobre este ponto em particular. Finalmente, ocorreu o pesadelo infernal que conhece a Síria.
Um dia, Myrna foi convidada ao canal de TV Télélumière, na noite de 11/02/2013, junto com seu marido Nicolas e Padre Elias Salloum. Durante este programa, ela surpreendeu a todos os seus telespectadores com a alusão, embora rápida, que fez à mensagem de 28/05/1987. Ela se voltou imediatamente para os eventos atuais na Síria, que começaram em meados de março de 2011. Após esta entrevista, ela me confessou, em Harissa (Líbano), onde eu ainda estava na casa dos Padres Paulistas, que se lembrou desta mensagem apenas dois ou três dias antes dessa transmissão, quando o Padre Boulos Fadel a recordou disso.
Esta transmissão foi uma oportunidade para nós, os padres que nos ocupamos de Soufanieh – neste caso os Padres: Adel Theodore Khoury, Boulos Fadel, Elias Salloum e eu mesmo – enquanto estávamos todos em Harissa, de refletir juntos sobre esta questão, a fim de encontrarmos a posição adequada que se impõe a nós nestes tempos difíceis. Participaram também destas reuniões dois amantes de Soufanieh, Farid Boulad e sua esposa, Maya Patsalidès. Nós lemos novamente o que Myrna havia ditado, então, aos padres Malouli, Fadel e Simaan, imediatamente após receber esta mensagem. Também relemos o que eu mesmo havia escrito mais tarde, em 1990, em meu livro “Soufanieh”. Chegamos à conclusão de que era necessário que nos ativéssemos ao que sempre foi nossa prática firme em Soufanieh. Isto significava: 1º) a humilde observação da realidade dos fatos, 2º) o testemunho fiel deles, 3º) o reconhecimento declarado deles e 4º) as declarações que lhes dizem respeito, por palavras e por escrito, em Damasco e no mundo.
Finalmente, há um ponto de importância crucial que me preocupa. Ele toca esta grave mensagem de 28/05/1987. Trata-se da afirmação feita por Myrna, no momento de sua saída do êxtase, enquanto ela ditava ao Padre Boulos Fadel o que tinha visto e ouvido durante o êxtase, sobre a necessidade da oração como condição de salvação. Foi o Senhor quem lhe recomendou, como ela disse em sua língua falada:
“Foi Ele quem me disse: devemos rezar muito, pois só seremos salvos pelo Seu nome”.
Ela também repetiu esta palavra dita por Jesus:
“Vocês só serão salvos pelo Meu Nome!”
É verdade que esta exigência de oração tem acompanhado o evento Soufanieh desde a primeira mensagem. A resposta imediata a este pedido, entretanto, ocorreu desde a primeira gota de óleo que fluiu do Ícone Sagrado até os dias atuais. No entanto, a Santíssima Virgem e o Senhor Jesus sempre tiveram, em tudo o que nos disseram, o desejo de nos lembrar disso. E não esqueçamos de lembrar que a primeira oração que Nossa Senhora nos ensinou foi em de 21 de fevereiro de 1983, quando Ela nos disse em árabe falado:
Tenho um pedido para vocês, umas palavras que gravarão no seu espírito e repetirão sem cessar: “Deus me salva, Jesus me ilumina, o Espírito Santo é a minha vida, por isso nada temo”.
Não esqueçamos também que Jesus quis nos ensinar, em sua primeira mensagem, no Dia da Ascensão, 31/05/1984, a oração: “Bem-Amado Jesus…”, a oração que Myrna disse durante o êxtase de 28/05/1987, literalmente:
“Eu rezei: Ó Jesus, Bem-Amado… Pois foi Ele quem me disse: ‘Quando estiveres em dificuldades, diz esta oração’.”
Aqui, me parece muito importante lembrar que o primeiro êxtase que Myrna teve, após o de 28/05/1987, foi em Maad no Líbano, em 22/07/1987. O Líbano foi então mergulhado no inferno da guerra. Ora, como nós temos necessidade hoje, parece-nos, na Síria, mas também em todo o Oriente Próximo, para não dizer em todo o mundo, de lembrar, palavra por palavra, o que Cristo disse à Myrna, durante o êxtase em Maad, quando o óleo fluía dos pés do Cristo Crucificado, sobre sua cabeça, enquanto ela estava ajoelhada aos pés do altar:
“Não temas, minha filha, em ti Eu educarei Minha geração.
Reza, reza e reza. E se rezares, diz:
‘Ó Pai, pelos méritos das feridas do Teu Filho Bem-Amado, salvai-nos!’”
Quantas semelhanças entre Damasco de hoje e o Líbano de ontem! E que apelo, cujo essencial parece cumprir-se com o convite à oração!
E que promessa de salvação, que nos vem de Deus Pai através das feridas de Seu Filho, o Verbo!
E que promessa, ou melhor, que compromisso em relação à efusão,, de novo da Evangelização do Amor e da Paz!
É verdade que Ele disse a Myrna, aqui e em outros momentos:
“Em ti, Eu educarei Minha geração…”
Mas também é verdade que uma das primeiras mensagens de Nossa Senhora continha uma palavra que nos trouxe de volta à primeira efusão da Primeira Evangelização. Ela disse
“Anunciem Meu Filho, o Emmanuel…”
Mas o que é igualmente verdadeiro é que o próprio Jesus concluiu todas Suas Mensagens e as de Sua Mãe com estas palavras no Sábado Santo, 10/04/2004:
“Daqui jorrou novamente uma luz, da qual vocês são os raios para um mundo seduzido pelo materialismo, pela sensualidade e pela fama, ao ponto de quase perder seus valores…”
Para mim, a verdade que supera todas as verdades, é que a Palavra de Jesus é criação, sim, criação da qual Ele Só é capaz.
Sim, eu tenho a impressão de escutar em Soufanieh, a voz de São Paulo que nos disse em Damasco:
“Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Pois a criação foi sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou), todavia, com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus.” (Romanos 8, 18-21)
Padre Elias ZAHLAOUI
Em 20/7/2013″.
Além da Rússia, espera-se que o Papa lembre-se de também consagrar os Estados Unidos, que continuam a espalhar o terror e a destruição pelo mundo. Ninguém fala da Síria, ninguém fala do Iêmen. é certo que agora temos ogivas nucleares em jogo, mas a destruição que avança não tem um só responsável.
“Em 25 de março, o Papa consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria.
O ato se realizará durante a Celebração da Penitência que o Papa Francisco presidirá às 17h na Basílica de São Pedro. O mesmo ato será realizado, no mesmo dia, em Fátima pelo cardeal Krajewski, esmoleiro pontifício, enviado do Papa.
VATICAN NEWS
Na sexta-feira, 25 de março, durante a Celebração da Penitência que presidirá às 17h na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria. O mesmo ato será realizado, no mesmo dia, em Fátima pelo esmoleiro do Papa, cardeal Konrad Krajewski, enviado do Santo Padre.”
A notícia foi dada, numa nota, pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. O dia da Festa da Anunciação do Senhor foi escolhido para a consagração.
Nossa Senhora, na aparição de 13 de julho de 1917, em Fátima, pediu a consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração, afirmando que, se este pedido não fosse atendido, a Rússia espalharia “seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja”. “Os bons”, acrescentou, “serão martirizados, o Santo Padre sofrerá muito, várias nações serão destruídas”. Depois das aparições de Fátima houve vários atos de consagração ao Imaculado Coração de Maria: Pio XII, em 31 de outubro de 1942, consagrou o mundo inteiro, e em 7 de julho de 1952, consagrou os povos da Rússia ao Imaculado Coração de Maria na Carta Apostólica Sacro vergente anno:
Assim como há alguns anos atrás consagramos o mundo ao Imaculado Coração da Virgem Mãe de Deus, agora, de forma muito especial, consagramos todos os povos da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.
Paulo VI, em 21 de novembro de 1964, renovou a consagração da Rússia ao Imaculado Coração na presença dos Padres do Concílio Vaticano II. O Papa João Paulo II compôs uma oração para o que definiu de “Ato de entrega” a ser celebrado na Basílica de Santa Maria Maior em 7 de junho de 1981, Solenidade de Pentecostes. Este é o texto:
Ó Mãe dos homens e dos povos, Tu conheces todos os seus sofrimentos e as suas esperanças, Tu sentes maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas que abalam o mundo, acolhe o nosso clamor no Espírito Santo diretamente ao teu coração e abraça com o amor de Mãe e de Serva do Senhor aqueles que esperam mais este abraço, junto com aqueles que cuja entrega Tu também esperas de modo particular. Tomai sob a tua proteção materna toda a família humana que, com carinho afetuoso, a Ti, ó mãe, nós confiamos. Que se aproxime para todos o tempo da paz e da liberdade, o tempo da verdade, da justiça e da esperança.
Depois, para responder mais plenamente aos pedidos de Nossa Senhora, quis explicitar durante o Ano Santo da Redenção o ato de entrega de 7 de Junho de 1981, repetido em Fátima a 13 de maio de 1982. Em memória do Fiat pronunciado por Maria no momento da Anunciação, em 25 de março de 1984, na Praça São Pedro, em união espiritual com todos os bispos do mundo, previamente “convocados”, João Paulo II confiou todos os povos ao Imaculado Coração de Maria:
E por isso, ó Mãe dos homens e dos povos, Tu que conheces todos os seus sofrimentos e todas as suas esperanças, Tu que sentes maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas, que abalam o mundo contemporâneo, acolhe o nosso grito que, movido pelo Espírito Santo, dirigimos diretamente ao teu Coração: abraça com amor de Mãe e Serva do Senhor, este nosso mundo humano, que Te confiamos e consagramos, cheio de inquietude pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos. De modo especial Te confiamos e consagramos aqueles homens e nações que têm necessidade particular desta entrega e consagração.
Em junho do ano 2000, a Santa Sé revelou a terceira parte do segredo de Fátima e o então arcebispo Tarcisio Bertone, secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, sublinhou que irmã Lúcia, numa carta de 1989, tinha confirmado pessoalmente que este ato de consagração solene e universal correspondia ao que Nossa Senhora queria: “Sim, foi feito”, escreveu a vidente, “como Nossa Senhora havia pedido, em 25 de março de 1984”.VATICAN NEWS

As mensagens e fenômenos de Soufanieh começaram décadas antes da Guerra da Síria, país que foi totalmente destruído. Elas mantêm, cada vez mais, a atualidade diante do mundo em guerra e sob ameaça em que vivemos. Elas mantêm o tom de aviso, mas também de fé de que não estamos sós. Suas mensagens encerram um apelo para rompermos o peso e as energias espirituais maléficas que pairam sobre o mundo e sobre as nações, peso que nasce da mentira e do egoísmo, da insanidade de líderes ( e de seus seguidores) com poderes de destruição inimaginável de seus próprios povos e dos demais. Essa atualidade provavelmente, tantas décadas depois dos fenômenos de Soufanieh, se encerra na própria noção de tempo. O nosso, um tempo linear, cronológico, que aparentemente tem décadas e, por isso, tende a obscurecer a intervenção e mensagem de Deus. O tempo de Deus, Kairós, um tempo espiritual em que segundos são como anos. Daí que lermos o transmitido há décadas têm importância especial nos tempos de hoje. Sua dimensão profética permanece pois diz respeito a esse tempo espiritual.
Abaixo reproduzimos parte da mensagem dada em 1983, na Síria, à Myrna Nazzour, no Bairro de Soufanieh, em Damasco, muitos anos antes da Guerra da Síria, seguida do comentário do Padre Elias Zahlaoui:
“Unam-se!
Eu lhes digo: “Rezem. Rezem. Rezem!” Como são belos meus
filhos quando se ajoelham, a implorar. Não tenham medo:
eu estou com vocês. Não se dividam como os grandes. Vocês,
vocês mesmos, ensinarão às gerações a palavra da Unidade,
do Amor e da Fé. Rezem pelos habitantes da terra e do céu.” (Quinta aparição, quarta mensagem, Quinta-feira, 24 de março de 1983).
“Como são belos meus filhos quando se ajoelham, a implorar. […] E que esta frase os convida de vez em quando, a agradar à Maria, a se ajoelhar. E, uma vez que você está de joelhos diante de Deus, muitas coisas desaparecem. Porque, no final, ficamos de joelhos diante de muitos homens. Estamos de joelhos diante de tudo, exceto de Deus. É hora de se ajoelhar diante de Deus e se levantar diante de tudo, contra tudo mesmo, se necessário, mas com Deus. É o único que nos liberta.
E é por isso que Ela diz: Não tenham medo, Eu estou com vocês. Não tenham medo! No entanto, há um motivo. Há um motivo, acreditem-me! O fenômeno Soufanieh surgiu em um momento em que, na própria Síria, a situação deixava a desejar. As emoções de natureza confessional, sobre os quais não sabíamos muito na Síria, e que, de certo modo, desapareceram durante algum tempo, começaram a ressurgir de 1958 a 1960. E desde então só cresceram lentamente. A chegada de Khomeini ao Irã teve muito a ver com esse tipo de aumento do fundamentalismo. E, com a guerra no Líbano chegou ao auge. Mais recentemente, o que foi chamado de
crise e guerra do Golfo realmente não ajudou a diminuir essa
efervescência confessional. E quando há fundamentalismo
de um lado, frequentemente há fundamentalismo do outro.
Em última análise, é o jogo do pêndulo e tal jogo não é feito para trazer paz, amizade ou verdadeira assistência mútua
entre os homens. Pelo contrário, corre o risco de dividir as
pessoas e, mais do que isso, corre o risco de fazer com que
aqueles que estavam muito próximos se afastem lentamente
uns dos outros. E isso nós o vemos, infelizmente.
Agora, Nossa Senhora nos diz: Não tenham medo, eu estou com vocês.
Quando você pensa que, às vezes, algumas pessoas,
por fazerem amizade com alguém em posições elevadas, adquirem um sentimento de segurança, de poder, ao passo que
essa pessoa de quem elas derivam tal sentimento de segurança pode, um belo dia, estar completamente no chão, por
que não pensar que do Senhor e que somente Dele você pode
tirar a verdadeira paz? Só com Ele temos a paz, a verdadeira paz, apesar de todos os condicionamentos que podem se E é por isso que Ela diz: Não tenham medo, Eu estou com vocês. Não tenham medo! No entanto, há um motivo.
Há um motivo, acreditem-me! O fenômeno Soufanieh surgiu em um momento em que, na própria Síria, a situação deixava a desejar. As emoções de natureza confessional, sobre os quais não sabíamos muito na Síria, e que, de certo modo, desapareceram durante algum tempo, começaram a ressurgir de 1958 a 1960. E desde então só cresceram lentamente. A chegada de Khomeini ao Irã teve muito a ver com esse tipo de aumento do fundamentalismo. E, com a guerra no Líbano
chegou ao auge. Mais recentemente, o que foi chamado de crise e guerra do Golfo realmente não ajudou a diminuir essa efervescência confessional. E quando há fundamentalismo de um lado, frequentemente há fundamentalismo do outro.
Em última análise, é o jogo do pêndulo e tal jogo não é feito para trazer paz, amizade ou verdadeira assistência mútua entre os homens. Pelo contrário, corre o risco de dividir as pessoas e, mais do que isso, corre o risco de fazer com que
aqueles que estavam muito próximos se afastem lentamente uns dos outros.
E isso nós o vemos, infelizmente. Agora, Nossa Senhora nos diz: Não tenham medo, eu estou com vocês.
Quando você pensa que, às vezes, algumas pessoas, por fazerem amizade com alguém em posições elevadas, adquirem um sentimento de segurança, de poder, ao passo que essa pessoa de quem elas derivam tal sentimento de segurança pode, um belo dia, estar completamente no chão, por que não pensar que do Senhor e que somente Dele você pode tirar a verdadeira paz? Só com Ele temos a paz, a verdadeira paz, apesar de todos os condicionamentos que podem ser.”

Hoje, no Brasil em particular, assistimos à triste vinculação da igreja ao dinheiro. Pastores, padres e lideranças leigas vendendo a Casa de Deus, se afastando da mensagem do Cristo. São práticas abomináveis do ponto de vista espiritual, onde essas lideranças, além de venderem bençãos, são presenteadas com bens materiais, alguns caríssimos, pelos fiéis, em busca de salvação e consolo. São lideranças que se projetam na vida pública não para construir algo bom do ponto de vista coletivo, mas para auferirem lucros, fabulosos em alguns casos.
Hoje o pregador Aquias Santarém, da Igreja Adventista do Sétimo Dia fez uma excelente pregação sobre o assunto, o que nos remete à GRATUIDADE DE SOUFANIEH, como vem sendo testemunhada desde a década de 80 e como aqui, abaixo, retomamos para mostrar a atualidade dessa mensagem que, embora tenha surgido no Oriente, é um farol para o mundo atual e para a igreja contemporânea.
Na primeira mensagem de Nossa Senhora em Soufanieh, em um sábado, 18 de dezembro de 1982, ela aponta o problema do dinheiro. E diz:
“Meus filhos, lembrem-se de Deus, pois Deus está conosco. Vocês conhecem todas as coisas e não conhecem nada. Seu conhecimento é um conhecimento imperfeito; mas chegará o dia em que vocês conhecerão todas as coisas, como Deus me conhece. Façam o bem aos que praticam o mal e não façam mal a ninguém. Eu dei a vocês mais óleo do que vocês pediram e vou lhes dar algo muito mais forte do que o óleo.
Arrependam-se e tenham fé, e lembrem-se de mim em sua alegria. Anunciem meu filho, Emmanuel. Quem o anuncia é salvo e quem não o anuncia, a sua fé é vã. Amem-se uns aos outros. Não estou pedindo dinheiro para dar às igrejas para distribuir aos pobres. Eu peço amor. Aqueles que distribuem seu dinheiro aos pobres e às Igrejas sem que neles haja amor, aqueles não são nada. Vou visitar mais as casas, porque quem vai à igreja às vezes não vai rezar. Não estou pedindo que me construam uma igreja, mas um lugar de peregrinação. Doem. Não privem ninguém que procure ajuda.”
E, como comenta o Padre Elias Zahlaoui[i]:
“Então, imediatamente, Ela aborda uma questão que atormenta a Igreja há dois mil anos, o dinheiro. A Virgem diz, desde a primeira mensagem: Não estou pedindo dinheiro […]. Eu peço amor. Quantas vezes o dinheiro é apenas uma saída, uma justificativa para algum tipo de fuga de Deus, pela qual Lhe damos dinheiro e continuamos a levar nossas próprias vidas. A Virgem diz: “Não. Deixe o dinheiro de lado ”. E é aqui que vemos realmente como Nicolas e Myrna, no seu sentido mais simples da gratuidade, um sentido espontâneo desde o início do fenômeno, corresponderam de antemão ao pedido da Virgem. E eles continuam até hoje com absoluta intransigência na recusa a qualquer coisa chamada dinheiro. Eu peço amor. Deus é amor. Ele não precisa de nada além de amor. A Santíssima Virgem é a mãe de Deus, a mãe de Jesus. Ela não precisa de nada além de amor. Ela nos disse isso desde seu primeiro plano, desde sua primeira mensagem.”
A seguir, temos o testemunho do jornalista Christian Ravaz [ii]sobre a gratuidade de Soufanieh:
“Os jovens esposos Nazzour fizeram o dom de sua vida privada e isto na total gratuidade. Desde os primeiros dias eles afixaram um cartaz à entrada de sua casa: “Os habitantes desta casa recusam todo e qualquer ex-voto e todo e qualquer dom de qualquer natureza que seja”.
Eu fui testemunha dessa gratuidade. Para ilustrar eu lhes conto uma pequena anedota. O Padre Elias Zahlaoui, quando retornei à França, em 25 de julho de 1987, me confiou diversas cartas para expedir de Paris, a fim de reduzir o atraso dos Correios que entre a Síria e o Ocidente é, por vezes, muito longo. Os envelopes não eram fechados e quando da inspeção aduaneira no aeroporto, eram abertos. Qual não foi a minha surpresa ao ver sair dos envelopes pequenos pedaços de algodão fechados em pequenos saquinhos de náilon, junto com notas bancárias e cheques. Dizer-lhes que a autoridade aduaneira meu olhou com olhos interrogadores seria eufemismo. Eu me apressei a ler uma das cartas (o que não tinha feito antes, pois minha mãe me ensinou a ser educado) pois eu não podia afirmar ao fiscal que eu não estava a par do conteúdo dos envelopes, isso teria agravado irremediavelmente a situação! Eu lhe expliquei que os franceses tinham ofertado dinheiro para obter um pequeno pedaço de algodão molhado com o óleo do ícone de Soufanieh e que este dinheiro lhes estava sendo devolvido. As autoridades alfandegárias do mundo todo estão habituadas a escutar histórias. Ora, ao ver a expressão desse funcionário da alfândega ao ouvir minha história, sei que devo ter um lugar particular em suas recordações! Ele abriu um dos sachês, apalpou o algodão e colocou tudo de volta dentro de minha bolsa. Terá ele recebido uma graça especial? O que quer que seja ele me fez sinal para passar sem olhar o restante do conteúdo das bagagens e eu não respondi pelo delito de exportação ilegal de fundos as Síria!”
Na Síria Sua Santidade Patriarca Ignace Zakka I Iwaz [iii]diria:
“Do nosso lado, vemos, em terceiro lugar, que o evento de Soufanieh, graças aos seus sinais extraordinários e renovados, e também graças à permanência da oração e à sua gratuidade intransigente, permanece no Oriente como um farol poderoso, destinado pelo autor deste evento, a corrigir a marcha de uma humanidade que, em virtude de seu progresso científico, se encheu de uma arrogância que parece ter perdido sua justa orientação.
E que, além disso, libertando todos os seus apetites, precipita-se para um abismo que ameaça toda a sua existência.
Parece-nos também que esse farol surge para corrigir a marcha de uma Igreja, entregue, em todas as suas denominações, ao sabor de suas divisões, ao ponto de quase perder todo o seu dinamismo espiritual e humano, e, em consequência, a sua credibilidade.”
[i] https://sou-fan-ieh.com/wp-content/uploads/2021/06/lembrai-vos-de-deus.pdf
[ii] https://sou-fan-ieh.com/wp-content/uploads/2021/06/soufanieh.pdf
[iii] https://sou-fan-ieh.com/wp-content/uploads/2021/06/soufanieh-na-siria-e-no-mundo.pdf

Estrela do Céu, MARIA SANTÍSSIMA, que a seus
peitos alimentou a JESUS CRISTO †, Senhor nosso,
extinguiu a mortal peste, que plantou o primeiro
pai do gênero humano.
Digne-Se agora a mesma Estrela de impedir os influxos
que, por suas malignas disposições, ferem ao povo com mortais chagas.
Ó piedosíssima Estrela do Mar, livrai-nos do flagelo da peste. Atendei-nos, Senhora, porque o vosso Filho,
que vos honra, nada vos nega.
Salvai-nos, JESUS!
Por nós vos roga a Virgem, Vossa Mãe.
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Disponibilizamos abaixo o livro ORAÇÕES CONTRA A PESTE (Editora Magnificat): https://sou-fan-ieh.com/wp-content/uploads/2022/01/epage.pub_oraoes-do-tempo-da-peste-r0.pdf