O FENÔMENO DE SOUFANIEH

Soufanieh:

é o nome de um modesto bairro de Damasco, localizado do lado
externo das muralhas da cidade ao norte, perto da entrada chamada “Porta de Tomé”.
Neste bairro há uma antiga casa árabe, habitada pela família Nazzour.
Lá, na manhã de sábado, 27 de novembro de 1982, um óleo odorífero começou
a fluir de uma pequena imagem da Virgem Maria carregando o Menino Jesus. A
imagem mede 8×6 cm. É uma reprodução do famoso ícone conhecido como “Nossa
Senhora de Kazan”.

Continuidade

1 – Exsudação de óleo

O óleo apareceu pela primeira vez nas mãos da recentemente casada, a jovem
Myrna, que foi rezar com várias outras mulheres por Leila, a irmã de seu marido
Nicolas. Leila estava na cama. Isto ocorreu na segunda-feira, 22 de novembro de 1982.
O óleo reapareceu em suas mãos na quinta-feira, 25 de novembro, quando ela
rezou junto à sua mãe doente.
Myrna respondeu aos desejos de sua cunhada e de sua própria sogra e ungiu
com o óleo a parte sofredora de seus corpos. Imediatamente, as duas mulheres foram
curadas de suas dores.
Quanto ao óleo exsudado da imagem, Nicolas, um ortodoxo grego, julgou
necessário notificar o Patriarcado Ortodoxo. Imediatamente chegaram Mons. Boulos
PANDELI, Vigário Patriarcal, e dois jovens padres: o padre ABOU ZAKHM e o padre
Georges GILO.
Seguiu-se uma afluência ininterrupta de uma multidão considerável, de todas
as filiações religiosas e denominacionais. As motivações dos visitantes eram
numerosas. Mas a atmosfera era de oração.
Esta oração permanece intensa, simples e totalmente gratuita até o dia de hoje.
Quanto aos visitantes, eles vieram primeiro de Damasco, depois lentamente o
círculo se ampliou para se estender ao mundo inteiro.

Com o tempo, o óleo se manifestou e, às vezes, chegou a escorrer de centenas de
reproduções da imagem original, que acabamos chamando de “Nossa Senhora de
Soufanieh”, em referência ao nome do bairro onde a Santíssima Virgem escolheu para
morar. É sob este nome que agora é conhecido em todo o mundo.
A partir de 28 de outubro de 1983, o óleo começou a aparecer no rosto, pescoço
e das mãos de Myrna, em momentos de total ausência do mundo, um estado que nós
chamamos de êxtase. Isso aconteceu com ela muitas vezes. Durante um desses êxtases, na festa da Ascensão, em 31 de maio de 1984, o óleo escorreu de seus olhos. Mais tarde, descobriu-se que Myrna estava propensa à exsudação de óleo de seus olhos sempre que ela tinha que ver Jesus no curso do êxtase.

Uma questão aqui se coloca: O óleo já foi examinado?

Em primeiro lugar, o óleo que fluía do ícone: foi analisado nos laboratórios do
Centro de Pesquisa em Damasco, em 1985, e depois na Alemanha (ocidental na época)
em 1986, depois em Paris e Roma. Sobre o óleo que fluía dos olhos de Myrna foi o Padre
Jean-Claude DARRIGAULD, que o mandou examinar na Alemanha em 1986, sem
indicar nenhuma origem. Todos os resultados foram os mesmos: é um azeite de
oliva puro em cem por cento.
Resta esclarecer o simbolismo do óleo, um simbolismo que é muito rico na
história do Oriente Antigo. O óleo simboliza a luz, os alimentos, cura, paz, luta, unção
espiritual. Na cristandade, o óleo é o símbolo do Espírito Santo.

Intensidade da oração

Em Soufanieh, a oração continua sendo a pedra angular deste fenômeno
espiritual, celebrado com simplicidade, espontaneidade e gratuidade.
No início, as pessoas em oração se entregavam às suas emoções, invocações e
canções. Toda a sua atitude irradiava a alegria de se encontrarem perto daquela que
eles consideravam como “sua Mãe”, qualquer que fosse sua filiação cristã ou religiosa
ou ideológica.
Lentamente, a oração foi se organizando, de acordo com momentos precisos. E
sem perder a espontaneidade ela se apoia sobre livros litúrgicos, sustentada também
por canções conhecidas ou compostas por poetas inspirados pelo próprio fenômeno.
Hoje muitas canções à Nossa Senhora de Soufanieh estão espalhadas pelo mundo. (extraído do Livro Soufanieh na Síria e no Mundo, do Padre Elias Zahlaoui, disponivel abaixo).

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